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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Viúvo, com quatro filhos e dois netos. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Terça-feira, Janeiro 31, 2012 |
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Um imaginário nordestino
Cheguei ao Recife em 1970. No dizer de Paulo Freyre, eu me adaptava à cidade, não me integrava a ela. Era grande a sensação de despertencimento. Nascido em Pesqueira, Agreste de Pernambuco, ao concluir o ginasial, fui estudar no colégio agrícola da Universidade Rural. Para estudar Engenharia na UFPE, fui morar no Recife. Apesar de ser pernambucano, o Recife era-me, até então, indecifrável, impenetrável. Eu não vivia isolado nem me sentia solitário, porém vivia em um mundo do qual não fazia parte.
Certa noite, eu nem me lembro como, sei apenas que fui parar no Teatro Manguinhos, no Bairro das Graças, da Arquidiocese do Recife, cedido por Dom Helder Camara a um grupo musical. Na falta de um nome definitivo, o conjunto se chamava Grupo Acauã. Eu conhecia todos os ritmos e quase todas as músicas que eles tocaram, contudo havia algo diferente na forma como eles as apresentavam. Músicas tradicionais com uma roupagem moderna; música rural sob um olhar cosmopolita; música pernambucana universalizada...
Quando entrei naquele teatro, eu era uma ilha que nem mesmo fazia parte do arquipélago recifense. Aquele som foi o elo que me permitiu e me propiciou um vínculo permanente e indissolúvel com o Recife. A partir de então, o Recife deixou de ser indecifrável e impenetrável, aquele foi meu rito de passagem, desde então, passei a viver um permanente processo de descoberta e redescoberta do Recife; passei a fazer parte da cidade e também o Recife passou a ser parte significativa de mim.
O Grupo Acauã ganhou o nome definitivo de Quinteto Violado e em 2011 completou quarenta anos. Infelizmente não participei da festa de aniversário no Recife, ainda bem que a comemoração se estenderá por um ano. A exposição sobre os quarenta anos do grupo foi adaptada para outros espaços menores do que aquele utilizado no Recife. Até o dia 5 de fevereiro ela permanecerá no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro e o Quinteto Violado se apresentará do dia 2 ao dia 5, sempre às 19 horas, no auditório do mesmo centro cultural.
Centenário de Luiz Gonzaga
Em dezembro fui ao Galo da Madrugada. Mesmo sendo a maior agremiação carnavalesca no Mundo, fora do carnaval, o Galo permanece um clube à moda antiga.Aos seus eventos comparecem poucas pessoas, apenas aquelas mais ligadas às tradições culturais pernambucanas. Na noite em que estive lá, houve apresentação de grupos de caboclinhos, de maracatu e de frevo. Foi muito bom ver jovens passistas, pois percebi que apesar de toda pressão externa, sobretudo das emissoras de tevê, ritmos e danças pernambucanos permanecem vivos e se reinventam a cada dia.
Neste carnaval, o Galo da Madrugada homenageará o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga. Doze frevos inéditos serão apresentados pelo Galo. Recebi o CD com os frevos, dois deles compostos por amigos: A Asa Branca e o Galo multicolor, de Cláudio Almeida, interpretado por João Lima, com participação especial de Dominguinhos; e Luiz Gonzaga no Galo, de Dudu Alves, interpretado pelo Quinteto Violado. Recebi o CD com os doze frevos< alguns deles eu ouvi ao vivo, pela qualidade de todos eles,e tenho certeza de que a coisa vai frever no carnaval do Galo.
Carnaval de perneta
Sou padrinho de casamento (do segundo) da mãe de Daniel Marques. Eu o conheço desde que começou a aprender a tocar violão. Ele estudou na Escola de Música e fiquei muito surpreso ao saber que a tese de mestrado dele (que não tem laço algum com Pernambuco) sob a orientação de Turíbio Santos foi Violão no frevo.Ele criou a Orquestra Frevo Diabo, ganhou muitos prêmios e agora produziu um disco pessoal.
Quando o Ibama fez a maravilhosa homenagem a Sílvia, Daniel levou seu violão e Chico Werneck o seu teclado. Eles jamais haviam se encontrado, o que não os impediu de improvisarem um duo. Dois dos mais talentosos jovens músicos brasileiros juntos. A festa que Sílvia gostaria de ter em seu velório, ela a teve naquela tarde, com certeza ela aplaudiria.
Daniel distribui gratuitamente o Cd pela internet,confiram a seguir.
notícia triste | solidariedade | homenagem
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Janeiro 31, 2012
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Janeiro 02, 2012 |
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Mousse de castanha de caju
Toda boa receita tem uma história e é também o caso desta que lhes darei a seguir.
Contudo não se trata de uma história familiar; não contarei como meus antepassados aprimoraram a preparação desta iguaria.
Sou o primeiro da família a ter esta receita e a obtive de mão beijada. Ela é uma receita que tem a ver com minha relação com o Recife.
Este ano será o 40º aniversário de minha saída do Recife. Por motivos alheios à minha vontade, em 1972 deixei de morar no Recife e passei a morar no Rio.
Eu deixei o Recife, porém o Recife não me deixou, pois desde então carrego o Recife em mim.
E lá retornei mais de quarenta vezes, todavia voltar ao Recife não é mesma coisa de morar lá. A cidade se transforma e não acompanho as transformações, pois sempre procuro voltar aos lugares a que tanto me afeiçoei.
Um destes lugares é o Leite, o mais antigo restaurante brasileiro em funcionamento, que este ano completará cento e trinta anos.
Embora conheça quase todos os pratos servidos no restaurante, dificilmente vou lá com a certeza do que pedirei, pois aceito sugestões, desde que, certa vez eu fiquei em dúvida se comeria cartola, a tradicional sobremesa pernambucana e o maître me disse: — não! O senhor provará nossa deliciosa fatia-de-parida.
Quando retornei lá e fiz menção de pedir a fatia-de-parida, ele me disse: — por que o senhor não prova a mousse de castanha de caju?
Pronto! Passou a ser minha sobremesa lá. Sílvia e Flora adoraram e sempre a pediam.
No mês passado, telefonei do Recife para Flora e disse que estava com dificuldade em achar uma lembrancinha para ela, a resposta dela foi: — pai, traga-me umas três mousses de castanha de caju do Leite e estaremos resolvidos!
O maître que costumava me atender não trabalha mais lá, quem me atendeu foi Agnaldo e quando eu disse a ele o que queria trazer para minha filha, ele me disse: — não pode! Se o senhor levar, vai virar papa! Por que não leva a receita? Hoje não, pois o movimento está muito grande, por favor, volte aqui segunda-feira, às nove horas e a cozinheira lhe dará a receita.
Na segunda-feira retornei às nove horas. O restaurante ainda estava fechado, passavam álcool em tudo. Permitiram que eu entrasse e Agnaldo foi à cozinha, demorou um pouco e trouxe a receita, escrita de próprio punho pela autora.
Flora reúne alguns amigos no Ano Novo, este ano preparei pessoalmente algumas mousses salgadas (alho poró, tomate seco, salaminho), além dos pratos tradicionais (pernil, lombinho, peru...) e acrescentei, a pedido de Flora, a mousse de castanha de caju. Foi um sucesso.
Eis a receita, bom proveito.
notícia triste | solidariedade | homenagem
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Janeiro 02, 2012
Comentário e zombaria:
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São José - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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