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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Outubro 30, 2008 |
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Agradecimento
Como não disponibilizamos livro de presença na cerimônia de cremação de nossa amada Sílvia, não podemos agradecer nominalmente a todos que compareceram, Mesmo sendo avisada com menos de 24 horas, a cerimônia de cremação foi muito concorrida. Aturdido, não consegui estimar o número de presentes, disseram-me que foram bem mais de cem pessoas. Também recebemos muitos telefonemas.
Quem quiser poderá ver as mensagens que nos foram enviadas por correio eletrônico clicando aqui
Canção Primeira
Geraldo Vandré
A canção primeira
como a derradeira
não vá, te negar
A canção primeira
sem eira nem eira nem beira
é só te lembrar
Na viola amiga,
que é chegada antiga
pra te acompanhar
Da canção primeira
livre e livradeira
que eu quero te dar
Compreende amiga
que eu não marque ainda
quando te encontrar
Que eu faça cumprida,
tanto quanto a vida
que foi só cantar
Dessa história antiga,
às vezes cantiga
pra eu poder contar
De ti companheira,
tu de corpo inteira
como eu pude amar
E perdoa amiga,
que eu não vá correndo
hoje te abraçar
Nem cortar caminho,
nessa caminhada
que é pra te encontrar
Que eu guarde a esperança,
que vem vindo o dia
de poder voltar
Sem ter na chegada,
que morrer amada,
ou de amor matar.
Para ouvir a música, por favor, clique aqui ou abaixo
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Outubro 30, 2008
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Outubro 23, 2008 |
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Sodade, meu bem, sodade
Eu preciso dizer que Sílvia faleceu.
Não há forma certa, boa, jeitosa ou apropriada de se dizer isto. Dizer que ela dormiu e não acordou, que estava com expressão serena de quem morreu sem sentir dor, isto de certa forma alivia os que ficaram, pois a lenidade do momento final poupou sofrimento e desespero, sobretudo para ela mesma.
Eu não consigo narrar detalhes do falecimento. Ela conseguiria contar de forma simples, direta e, acreditem!, engraçada. Se eu tentasse dizer as coisas ao modo dela, certamente eu o faria de um jeito grosseiro e insensível, de mau gosto. Com palavras e gestos, ela faria com que todos ríssemos da narração da própria morte. Com os filhos, identificamos pelo menos duas ocasiões, desde o falecimento até a cremação, em que ela, se pudesse ser ouvida, nos faria rir com piadas.
Não proporcionei a Sílvia um velório tradicional, do tipo que inexiste atualmente, mas que era comum no Brasil de meados do século passado, nos quais se serviam bebidas, contavam-se casos dos falecidos, algumas vezes alternavam-se risos e choros. Seria um velório compatível com o jeito de Sílvia viver. Pela última vez peço perdão a ela por faltarem-me clareza e força para fazer o que seria melhor para ela. Atendendo ao pedido dela, fizemos uma cerimônia de cremação. O espaço reservado aos amigos foi insuficiente para todos que compareceram, muita gente ficou do lado de fora. As pessoas que foram, pelo grande número e pela diversidade sócio-cultural, refletiram o que Sílvia foi: democrática, respeitadora das diferenças, aglutinadora.
Diana veio do Paraná e me apoiou durante a cerimônia de cremação. Lembro-me vagamente de ter proferido algumas palavras de agradecimento, não me lembro do que disse. Luana não conseguiu chegar de Mônaco a tempo, agora ajuda a juntar os cacos.
Os últimos meses de vida de Sílvia não foram os melhores, provavelmente não foram os piores, certamente foram os mais difíceis, sobretudo pelas limitações impostas pela insuficiência cardíaca, como o rigoroso controle da alimentação.
Ela passou um período muito difícil no hospital, todos os médicos disseram-nos que muitas vezes não acreditavam que restasse esperança de sobrevivência; quando passaram a acreditar na sobrevivência dela, pensavam que ela ficaria numa cama à espera de um transplante de coração. Sílvia superou todas expectativas. Logo que voltou para casa, a situação dela era muito instável, aos poucos, sua condição clínica melhorou, nos últimos tempos, até saía de casa sozinha, exímia dançarina, às vezes ensaiava graciosos passos de samba, para logo se queixar do cansaço.
Na última consulta médica, quando já não era eu quem controlava a medicação, tentei queixar-me ao médico, dizer que ela continuava uma paciente rebelde, descumpridora dos horários, descuidada na alimentação. Ele me interrompeu e disse-nos rindo: — nada do que você me disser eu vou ouvir, a avaliação clínica que acabei de fazer, os resultados dos exames laboratoriais que acabamos de discutir dizem muito mais, ela está bem, muito melhor que eu esperava. Se eu tiver que fazer alguma recomendação, direi apenas que ela deve caminhar mais. Sílvia queria alta médica para voltar ao trabalho. O médico disse que em novembro discutiríamos a questão.
Sabíamos que restava pouco tempo de vida para Sílvia, mas o pouco tempo, para mim, significava cinco ou dez anos, não imaginei que seriam apenas alguns meses. Nossa filha Flora, no dia do falecimento, ressaltou a importância da volta de Sílvia para casa, se ela tivesse morrido no hospital não teríamos uma despedida que durou alguns meses. Ela e nós não teríamos o privilégio de nova oportunidade de reafirmarmos as bases dos nossos relacionamentos. Flora concluiu dizendo que percebeu que não havia restado o que dizer ou o que fazer, que não precisaríamos de uma vida especial, a nossa vida comum e cotidiana já era especial. Se a mãe dela tivesse partido antes, ela ficaria com dúvidas sobre tudo isto, os meses mais recentes clarificaram estas e outras questões.
Os relacionamentos que valem a pena são aqueles que transformam as pessoas, conosco foi assim.
Seu último dia foi normal e especial. Fizemos compras, almoçamos fora, à noite, fizemos fondue, bebemos vinho, ela foi para o quarto, arrumei as coisas e a encontrei dormindo para não mais acordar.
De manhã, ao descobrir que ela não mais acordaria, um turbilhão de sentimentos tomou conta de mim, o primeiro foi a incredulidade, o mais forte foi o dó de ela ter vivido tão pouco. Mesmo que tenha sido uma vida intensa, viveu muito menos do que ela merecia e que o mundo precisava. Sílvia era uma pessoa necessária, defensora de grandes causas até em pequenos gestos.
Para mim, resta a certeza de que por muitos anos vivi com Sílvia, este ano vivi para ela, a partir de agora, ela viverá em mim.
Sodade.
Em homenagem a ela, uma música de que nós dois gostamos muito, na voz de um dos nossos melhores e mais próximos amigos, também falecido este ano. Para ouvir Toinho Alves, por favor, clique aqui ou abaixo
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Outubro 23, 2008
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Outubro 03, 2008 |
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Desorientação
Em Pesqueira, cidade do Agreste de Pernambuco, em meados do século passado, não havia edifícios residenciais, apenas casas de, no máximo, dois andares, o térreo e o 1º andar. Numa destas casas de dois andares morava o dentista Doutor Walter, na praça Getúlio Vargas.
Certa madrugada, o guarda-noturno fazia a ronda quando foi atraído por um barulho vindo da casa de Doutor Walter e se dirigiu para lá, onde encontrou o dentista, que passara a noite na farra no Club dos 50, esmurrando e chutando o poste de iluminação em frente à sua casa, enquanto gritava: — abre! abre! abre!
O guarda-noturno se aproximou e disse, com muito cuidado: — Dotô Valti, tenha calma, vá pra casa...
— É o que estou fazendo, mas ninguém abre a porta!
— Dotô Valti, isto não é a casa do sinhô...
— Claro que é! Não está vendo a luz do primeiro andar acesa?
Em 2006 e 2007, os jornais noticiaram, com grande alarde, que os bancos obtiveram, no Brasil, os maiores lucros de toda história. Numa semana líamos a notícia do lucro recorde de um banco para, na semana seguinte, lermos a notícia de novo lucro recorde obtido por outro banco.
Nestes anos todos, com taxas de juros artificialmente elevadas, que proporcionaram aos bancos lucros escandalosamente altos, não se teve notícia de que os bancos ajudassem ao governo, ao menos oficialmente, se governantes receberam dinheiro em "receitas não contabilizadas", nada foi divulgado, como sempre, nenhum governado soube e os governantes, como sempre, dizem que nada sabem.
Agora, depois que o prepone Lula e seus aspones declararam que a crise não atingiria o Brasil (ver postagem anterior), "preventivamente", o governo resolveu dar bilhões para ajudar os bancos, por quê? E os lucros recordes, a que se destinaram? Não vale mais o provérbio de nossas avós "dia de muito, véspera de pouco"? Mais do que nunca, no Brasil dos corruPTos, o que vale é a estatização do investimento, a privatização do lucro e a estatização do prejuízo.
Há muito tempo que o Brasil está mais desorientado e desgovernado que o Doutor Walter.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Outubro 03, 2008
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Outubro 01, 2008 |
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Crise
A crise dos EUA não atingiu o Brasil, pois não atravessou o Atlântico – Lula.
Crise? Que crise? Vão perguntar ao Bush! – Lula
Se fosse há dez anos, o Brasil estaria de quatro, mas agora não somos vulneráveis à crise, pois nossa economia é robusta, com sólidos fundamentos – Guido Mantega
Como se vê, o prepone Lula e seus aspones entendem tanto de Economia quanto de Geografia e de boas maneiras. Ou pode não ser ignorância, talvez eles, mais uma vez, finjam que nada sabem e mintam sobre a crise, como têm feito há muito tempo, forjando e manipulando estatísticas e pesquisas de opinião.
Imagem de autoria desconhecida
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Outubro 01, 2008
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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