wAgreste
Rabiscos e divagações

Auto-retrato
Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto.
Contato
Rabiscos e divagações
"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós"
Agostinho Neto
"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos"
Vital Farias
"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar"
Luiz Carlos Prestes
"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim"
Paulinho da Viola
"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos"
Josué de Castro


wAcervo:


-- Atual --

wRabiscos:

A briga
A decisão
A entrevista
A espera
A fuga
A Mata do Caboclo
A ressaca
A vingança
Amor Agreste
Amuo
Arcano
Atrapalhado
Bola que rola
Cultura pernambucana na veia
De mazombo a brasileiro
Deca
Eterno aprendiz
O casamento
O curió da Tiazinha
O diploma
O prisioneiro
O violinista
Pacatez
Rabiscos
Sinfonia inacabada
Último dia
wElos agrestinos

Literatura
Usina de Letras
O Boteco
Sobre sites
Jornal da Poesia
Plataforma para a poesia
Ponto de Vista
cristal poesia prosa
Letra de corpo
Carlos Meireles
Biblioteca Virtual de Literatura
Literatura Net
Revista Brasil de Literatura
Poetas Capixabas
Domínio Público
Alma do Beco
Música
Quinteto Violado
Música Surda
Vissungo
Agenda do samba & choro
Antropologia
Os Urbanitas
NAU = USP
Jornalismo
Fausto Wolff
Catalisando
Ricardo Noblat
Ideias para Debate
Voz das Beiras
Jornal Torrejano
Em família
Bloggagens
O Pio da Coruja
Feira Moderna
Pernambuco
Carlos Galvão
Mudança de Ventos
Tábua de Marés
Cicatrizes da Mirada
Língua de Mariposa
Síndrome de Estocolmo
Fala Poética
Pirata da rua
O zoom cotidiano
Alfabeto
Vai meu filho!
Sentir só é sentir nada
Raimundo Pajeú
Nordeste
Villas Basket´s Blog
balaio vermelho
Drosófila Basófila
Voando pelo céu da boca
Idiossincrasia
Luzes da Cidade
O Apanhador de Sonhos
Faca de Fogo
Poros e Cendais
Ser somente mulher
O barco de papel
Pílulas
Ordep Serra
Marconi Leal
Planalto Central
Pequi Up!
mas tudo bem...
Imagine the possibilities
Zadig
Poesia em movimento
Amazônia
Rosebud
Trem bão, uai!
Jansen
Cadernos da Bélgica
Ilíqüido
porcas e parafusos
Lâmina
Ponto Gê
Eliane Alcântara
Luz de Luma
Taiguara Livre
Contando causos
O amor na teoria
Almanaque Mineiro
Kafé Roceiro
Capixaba
Contra o Vento
Blogue de Magui
Cotidiano
Bloggente
Rio de Janeiro
Vox Noctis Liber
imaginário eixo
palavras tortas
Umbigo do sonho
eugeniainthemeadow
Domínio Público
Montanha-Russa
Elo primitivo
Quem tem medo de Baby Jane?
Entre outras mil
Letras Proibidas
Bisbilhoteira de plantão
Meu porto
Sede em frente ao mar
Ignorância Pura
Palavras em chamas
Notícias do continente...
Medo de avião
Brasilis
Duas Balzaquianas & Um Tosco
Eu e a vida
Arteiros de plantão e suas 9 musas
Observador
Liberdade do ócio
Via oral
A Estante Mágica
La vie en blues
General do amor
Meus pedacinhos
Paulicéia
Proseando
Cromossomos
Digressiva Maria
Seda cáustica
Graças - Poesia
Todo dia é dia
Epistase
Coisas de Nana
Ensejo criativo
De alma em punho
Colcha de Retalhos
Retalhos e pensamentos
Rasuras sobreviventes
Click... fotografando a alma
Lia Araújo
Amanda Jornal
Confissões de um viajante
Rabisqueiras
Jeunes Banqueroutiers
Sombras e Sonhos
Olho clínico
A mosca do bolo
Maricell
Ramses Séc.XXI
Maré
Vidas marcadas
Livros & Afins
Perplexoinside
Sul
Pijama secreto
Mar da Poesia
Milton Ribeiro
Kayuá
D´além Mar
Oceanus Occidentalis
ardeoazul
Sons
Vbeiras
Conversas de Xaxa
Peter's
brancoepreto
Fadista Valéria Mendez
Maktub Poemas
Errante
Terna é a noite
Uma forma de olhar
Sítio da Saudade
A Casa de Micas
Carta da Itália
Texere
A dona do blog
República dos Pêssegos
H Gasolim Ultramarino
Estranhos dias e corpo do delito
Lixo tipo especial
Aparipasso
Cenário Único
Abrupto sexual
De novo
Cuba te chama
África
Ma-Schamba
Ásia
Daqui pra vocês
mizu no oto
Pasárgada
Nós por nós
Canis familiares
Outra Babel
Pura Goiaba


Produzida por Blogger.
wDivagações e citações - Segunda-feira, Dezembro 10, 2007


Octavio Brandão
     Será publicado mais um livro sobre Octavio Brandão. O autor me pediu um depoimento. A seguir, transcrevo minha resposta e o depoimento que escrevi.
     Caro Guedes, envio abaixo e em anexo (documento do Word) o meu depoimento sobre Octavio Brandão. Dentro de minhas limitações, agravadas pela indisponibilidade de tempo, espero que o texto possa ser útil. Limitei-me a um depoimento pessoal, sem maiores dados sobre Octavio Brandão, pois certamente você conhece a vida dele, desde a apresentação de provas geológicas e paleontológicas, em 1915, da existência de petróleo em Alagoas (em meados do século passado, rebatendo as declarações de que não havia petróleo no Brasil, ele dizia, bem humorado: "se no Brasil tem petróleo, não sei, mas em Alagoas tem e eu provei "), até sua queda, durante uma tempestade, num bueiro sem tampa, na rua Primeiro de Março, já aos oitenta anos, passando pela constatação de que havia três livros dele na biblioteca particular de Lênin, todos em Português.
     Sinto-me honrado pelo seu gentil pedido.
     Grato. Fraterno abraço.
     Manoel Carlos

                 O ARTÍFICE
     Com mais de oitenta anos de idade, Octavio Brandão saía sozinho pelas ruas centrais do Rio de Janeiro e recolhia doações em dinheiro entre antigos camaradas comunistas e simpatizantes. De posse do dinheiro recolhido, ia de ônibus para os bairros periféricos e distribuía, de forma organizada, o total recolhido entre antigos militantes desempregados ou famílias de comunistas mortos, assim, ele mantinha uma das práticas do Socorro Vermelho. Nesta atividade, apenas o espírito de solidariedade movia o velho militante, fundador e ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro. Aliás, solidariedade era uma palavra mágica para Octavio Brandão.
     A solidariedade de Octavio Brandão não era feita de palavras vãs, mas de atos, também não se limitava às grandes ações coletivas, era parte do seu cotidiano. Certa vez, quando fui submetido a uma cirurgia de urgência, a solidariedade dele se manifestou em visitas diárias, até minha completa recuperação. Noutros períodos, ele freqüentava regularmente a minha casa. Tínhamos longas conversas sobre política, literatura e coisas cotidianas.
     O universo literário dele era um dos mais ricos entre todas as pessoas que conheci; além disto ele teve uma das mais extraordinárias experiências políticas e de vida. Com a simplicidade que comentava um episódio cotidiano, ele analisava antigas lendas hindus que foram incorporadas às religiões ocidentais. Ele poderia falar na primeira pessoa do singular, sobre coisas notáveis, sem ser arrogante ou pretensioso, mas não o fazia, contava a vida pelas ações de outros, anônimos e famosos, narrava fatos e destacava o que apreciava nos amigos que ilustravam seus casos: a fidelidade aos princípios filosóficos, a coerência entre idéias e prática de vida, o espírito de fraternidade. Lamentavelmente, por serem conversas pessoais, não registrei seus relatos de convívio com alguns de seus amigos, como Wan Min, fundador do Partido Comunista Chinês, com a espanhola Dolores Ibárruri, La Pasionaria, com o búlgaro Dimitrov, que presidiu a Internacional Comunista, e com o Camarada Walter, codinome do líder da resistência ao nazi-fascismo nos Bálcãs, o Marechal Tito. Octavio Brandão poderia ter vivido os últimos dias de vida na Iugoslávia, presidida pelo amigo Tito; poderia buscar honrarias e fama, mas preferiu viver em Santa Tereza, levando uma vida simples e modesta. A ele satisfazia ter lutado toda a vida e jamais ter traído os seus princípios éticos, morais, políticos e ideológicos. Queixava-se apenas de não ser convocado pelo PCB para desempenhar novas tarefas.
     Quando Leôncio Basbaum lançou Vida em Seis Tempos, Octavio Brandão ficou deprimido, coisa incomum, destoante do seu comportamento. Ele me disse que não sabia que Leôncio passara por aqueles momentos de angústia e que, caso soubesse, o teria procurado para conversa, discussão, apoio. O livro de Leôncio registra embate entre ambos, mas mesmo quando se tratava daqueles com quem teve sérias divergências políticas, a solidariedade e o espírito de companheirismo o moviam. As desavenças não eram pessoais, eram políticas.
     Por ter vivido na União Soviética no período stalinista, Octavio Brandão comentava muito o culto à personalidade e às revelações dos chamados crimes de Stálin. Ele costumava dizer: — Stálin foi um gigante, nos acertos e nos erros. E comentava que todos os avanços e grandes feitos na URSS eram atribuídos ao "Paizinho", toda atividade criadora era inspirada no exemplo do guia. Depois, veio o desencanto provocado pela surpreendente revelação dos tais crimes de Stálin. Muitos intelectuais, no Mundo inteiro, se afastaram do movimento comunista, alguns chegaram a ponto de renegarem o socialismo. Octavio Brandão falava com serenidade sobre o desencanto que tomou conta de muitos conhecidos dele. Em geral, os mais desencantados eram os mesmos que mais exaltaram a figura de Stálin. Octavio Brandão ressaltava que, mesmos entre os que criticaram o personalismo antes das denúncias, muitos se abateram, mas que a vida seguia seu curso, que a História tem marchas e contramarchas, e que a Humanidade cumprirá o seu destino de construir um Mundo de paz, no qual a solidariedade supere a beligerância.
     Era sempre bom ouvir uma mensagem otimista, de fé na Humanidade, de um homem que viveu na URSS em plena Segunda Guerra, quando ficou sitiado por soldados nazistas, participou dos imensos sacrifícios e perdeu a própria mulher, a poetisa Laura Brandão, enterrada no cemitério dos heróis do Kremlin. Ao se referir a este período, ao contrário de outras pessoas com que convivi, que evitavam tocar no assunto, Octavio Brandão contava com naturalidade, em tom melancólico, o que foi viver a grande guerra, "uma das maiores tragédias da Humanidade". Quando eu o ouvia falar da guerra, pensava que outros participantes me diziam que, naquela situação, as pessoas se bestializavam, desumanizavam-se, faziam coisas terríveis. E calavam. Talvez pelo peso de más lembranças de ações cometidas. Octavio Brandão não tinha o que silenciar, se a guerra mostra o aspecto monstruoso da maioria, também revela a bravura, o heroísmo, o espírito de solidariedade, o humanismo de gente como o amigo Octavio Brandão. Muitos se referiam a ele como um "duro", um "seco", quase insensível, implacável nos embates. Pela convivência, pude observar um homem perspicaz, com senso de humor, sensível e sereno, tive o privilégio de constatar que Octavio Brandão exemplifica e personaliza a possibilidade de endurecer sem perder a ternura.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quinta-feira, Dezembro 06, 2007


Transcrito daqui

COM A BOCA CHEIA DE FORMIGAS - Aguinaldo Silva


Em 1978, quando a ditadura já seguia em velocidade de cruzeiro e muitos intelectuais de esquerda haviam dado um jeito de mamar de novo nas tetas do governo que supostamente ainda condenavam, eu ganhei o I Prêmio Abril de Jornalismo no gênero “melhor reportagem individual”, com uma matéria intitulada “Pobres Homens de Ouro”.
Os Homens de Ouro, se vocês não sabem, era o ovo da serpente do qual nasceu o Esquadrão da Morte e seus afiliados da época, todos de sinistra memória. Então, aos olhos de todos, inclusive os meus, os mocinhos (ou seja, a polícia) eram os bandidos.
Esse foi um cacoete que adquirimos naqueles tempos difíceis, e do qual muitos não se livraram até hoje: para estes, a polícia não presta. E os bandidos, mesmo aquele psicopata sedento de sangue do ônibus 174, são apenas heróis românticos, justiceiros dispostos a expropriar o que lhes pertence e que nós, a chamada “elite”, lhes roubamos, porque temos o atrevimento de trabalhar e ganhar dinheiro.
Naquela época, os Homens de Ouro, que eram sete e incluíam o famoso Mariel Mariscot, era o que havia de mais temível. Ao escrever sobre eles, e mostrar como eles progrediram na vida através do terror e da mão grande, eu fui premiado, mas causei preocupação aos amigos, que me perguntavam a toda hora: “você não tem medo?”
Eu tinha. Então eu era – desculpem a falta de modéstia – uma das “estrelas” dos jornais alternativos Opinião e Movimento, para os quais fazia matérias semanais Muitas vezes eu saía de madrugada de minha casa no então ameno bairro de Santa Teresa para entregar meus textos na redação dos jornais no Jardim Botânico. E enquanto atravessava a Rua das Laranjeiras, o Cosme Velho e o Túnel Rebouças no meu Fusca, tinha a nítida sensação de que estava sendo seguido. Em geral estava. Mas as ameaças nunca passavam disso.
Então eu já tinha sido preso (fiquei 70 dias na Ilha das Flores, 45 dos quais incomunicável), e também fui processado três vezes, sempre por delitos de opinião, que permitiam ao então Ministro da Justiça, o dr. Armando “no coments” Falcão, me enquadrar na Lei de Imprensa.
Podia, por causa da prisão e dos processos, ter pedido indenização ao governo atual, como fizeram muitos. Mas não acho que o povo tenha que pagar pelos agravos que sofri em virtude de minhas convicções políticas. Por isso prefiro viver às minhas próprias custas. E se tem alguma coisa da qual vou me orgulhar na hora da morte é de sempre ter vivido do meu trabalho e jamais ter mamado nas tetas de nenhum governo.
Sim, na época eu tinha medo. Mas por mais sangrenta que fosse a ditadura, as aflições que então sofríamos por causa disso não tinham tanto peso quanto têm as aflições de hoje, quando somos supostamente livres. É que na época os militares até podiam impor arbitrariamente sua vontade. Mas pelo menos não eram fundamentalistas, não achavam que tinham a missão divina de reorganizar e assim salvar o mundo. E agora...
Agora os que não concordam com o que está aí também sentem medo. E são seguidos na calada da noite. E são ameaçados. E têm suas contas bancárias secretamente devassadas. E recebem telefonemas sinistros disparados de celulares com IDs privados. E morrem sim, porque alguns, como aquele prefeito lá de Santo André, são mortos nunca se sabe porquê nem como.
Digo a vocês sem maiores rodeios. Neste momento eu sinto medo, e tenho sérias razões pra isso. A julgar pelo que dizem os telefonemas disparados dos tais celulares com IDs privados, por motivos alheios à minha vontade posso até nem terminar a novela DUAS CARAS, que tanta discussão está gerando.
Mas fica o aviso: se eu parar não será por minha própria vontade. E embora, no final de contas, o que eu faço seja “apenas Chinatown”, ou seja, uma novela, se eu não puder terminá-la porque amanheci, como dizem os tais telefonemas: “com a boca cheia de formigas”, espero que um dia Mamãe História se pronuncie e alguém venha a ser responsabilizado por isso.
Mas não se preocupem. Isso ainda não é uma despedida. Até o próximo texto!


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
Comentário e zombaria:




Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes
Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Parque das Emas
Goiás - Mato Grosso do Sul
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Campos do Jordão
São Paulo
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Mercado São Josá - Recife
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Pouso Alegre
Minas Gerais
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Nascente - Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Poente - Floresta da Tijuca
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Maracanã
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Niterói
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Quinta da Boa Vista
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Zona Norte
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Micos
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Igreja da Penha
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro