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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Domingo, Outubro 28, 2007 |
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Roberto Moura
Há dois anos faleceu Roberto Moura, Acir Vidal, grande amigo dele, publicou uma mensagem que enviei, por e-mail, naquela ocasião. Transcrevo o comentário inicila de Acir, a mensagem que eu enviei e o comentário de Paloma, filha de Roberto Moura.
Hoje faz dois anos que o meu querido e inesquecível amigo Roberto M. Moura, professor, jornalista, produtor e diretor musical, partiu para o andar de cima. Dias depois do falecimento do Roberto, recebi um e-mail de outro grande amigo, o pernambucano de Pesqueira, Manoel Carlos Pinheiro, cujo emocionante texto posto novamente aqui no blog.
Acir Vidal, editor de Contra o Vento.
Já era de madrugada quando o telefone tocou. Atendi e ouvi uma voz estranha. Não estranha de desconhecida, mas macambúzia. Identificou-se: Acir Vidal; e se desculpou pela hora; deu a triste notícia: morreu Roberto Moura. A dizer que o amigo morreu, Acir caiu em pranto. Foi um diálogo difícil, penoso. Ele em Vitória, eu no Rio; a muito custo, obtive alguma informação.
No dia seguinte fui ao enterro e, evidentemente, na própria secretaria do cemitério, pedi informação; solícita, a funcionária confirmou que o enterro seria ali mesmo, que o corpo já devia estar chegando. Perguntei outras vezes e pensei em ir embora, e só não fui por ver Luiz Carlos da Vila e Moacyr Luz. O velório foi no mesmo cemitério, em outra entrada, mas os incompetentes e burocráticos funcionários não me deram uma informação tão elementar.
Quando Tim Maia morreu, o enterro foi muito tenso, pois ninguém sabia se e quando o corpo chegaria. Roberto Moura, cumpridor de seus deveres e compromissos, respeitado por todos que o conheciam, estava lá, sendo velado, e o velório demorou, pois houve o desencontro. Na verdade, Roberto partiu antes do tempo. Inicialmente acharam que o dengue hemorrágico foi a causa mortis, depois foi divulgado que pode ter sido febre maculosa. Indivíduo saudável, morreu de falta de profilaxia. E quantos morrem sem sabermos? As estatísticas, cada vez menos confiáveis, não revelam a indigência em que nós, brasileiros, vivemos e da qual morremos.
Durante o enterro, o abatimento dos amigos, a consternação geral, tudo a indicar a grande perda para a cultura brasileira. A pedido da viúva, Luiz Carlos da Vila cantou "O show tem que continuar", de Luiz Carlos, uma das músicas preferidas do falecido e Roberto, adepto de roda de samba, parecia comandar os emocionados amigos que, entre soluços, cantaram a despedida.
Após o enterro, acompanhei Acir, Rita e Zé Moreira ao Restaurante Capela, na Lapa. Durante cerca de três ou quatro horas, comemos cabrito e javali, bebemos chope e contamos muitos casos; às vezes, Acir reclamava do morto que partiu sem permissão ou necessidade, morte em vão. Também falamos de amigos que ainda fazem a vida valer a pena: Xangai, Elomar, o pessoal do Quinteto Violado... Ao contar e ouvir casos, eu percebi que Roberto Moura se integrou definitivamente à nossa memória, virou saudade, presente a cada roda, como tão bem ele descreveu; voltamos ao princípio e, como ele disse, "no princípio era a roda".
Fraterno abraço
Manoel Carlos
Oi,pessoal!!!
Muito feliz saber que herdei não só boas lembranças, mas também estas amizades felizes que meu pai conquistou pela vida!
Um beijo a todos e saudades de vocês aqui no Rio também!!!
Paloma
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Domingo, Outubro 28, 2007
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wDivagações e citações - Terça-feira, Outubro 23, 2007 |
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Carta
Hoje as palavras chamam o desespero.
Como soldados de um exército derrotado elas estão por terra. Porque se aceitam como réstias de um destroçado destino elas não sacodem poeira nem fumo.
Comandante de uma derrota sem história tenho o rosto parado sobre papel. A esse papel concedo a magia de espelhar o teu rosto e tu apareces convocada pelo meu desejo. Nenhum alquimista o saberia explicar (agrada-me este não-saber da minha consciência) mas o certo é que o sangue regressa aos seus caminhos e a serenidade floresce-me na pele e nos nervos.
Não que as palavras se tivessem recomposto: os soldados dissolvem-se na ausência de guerra. Sou agora um ser sem linguagem inteiramente me converto aos teus sentidos e na tua dádiva me abandono.
Chego assim ao mediterrâneo do meu sentimento. Trouxeste a recompensa da esperança toda. Com a suavidade de uma certeza disseste: recomeça. E as coisas ressurgem na sua simples existência. Um leve suspiro anuncia o retomar de um quotidiano onde te perco e te encontro como luz e sombra na crista da onda.
Mia Couto - Moçambique - Julho de 1982
Prêmio literário
A segunda edição dos Prêmios Literários Cidade de Manaus, concurso nacional promovido pelo Conselho Municipal de Cultura, premiou dezesseis categorias, dentre os vencedores, há duas amigas: Vera do Val, vencedora de Literatura Infantil, com o livro A Batalha da Cachoeira do Cipó e Márcia Maia, vencedora de Poesia, com o livro Cotidiana e Virtual Geometria.
Eu recebera a notícia informando que Vera do Val é bicampeã de Literatura Infantil e espalhei a notícia aos quatro ventos, mas ele respondeu me corrigindo:
Obrigada, querido, mas não sou bicampeã em Literatura Infantil não. Este ano ganhei com infantil, mas ano passado foi com adulto, contos. Este Histórias do rio Negro que foi lançado aí na Bienal do Rio.
Diga para sua amiga Márcia que a disputa por poesia foi a mais acirrada de todas. Oitenta e oito livros de poemas. Ela é que merece duplos parabéns.
Beijão
Vera
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Outubro 23, 2007
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Outubro 19, 2007 |
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Visão de Graciliano Ramos
Otto Maria Carpeaux
A “maestria singular” do romancista Graciliano Ramos reside no seu estilo. Para salvar esta frase da apreciação “lugar-comum” é apenas preciso definir o que é estilo: escolha de palavras, escolha de construções, escolha de ritmos dos fatos, escolha dos próprios fatos para conseguir uma composição perfeita, perfeitamente pessoal: pessoal, no caso, “à maneira de Graciliano Ramos”. Estilo é escolha entre o que deve perecer e o que deve sobreviver. Vamos ver o que Graciliano Ramos escolhe.
É muito meticuloso. Quer eliminar tudo o que não é essencial: as descrições pitorescas, o lugar-comum das frases-feitas, a eloqüência tendenciosa. Seria capaz de eliminar ainda páginas inteiras, eliminar os seus romances inteiros, eliminar o próprio mundo. Para guardar apenas o que é essencial, isto é, conforme o conceito de Benedetto Croce, o “lírico”. O lirismo de Graciliano Ramos, porém, é bem estranho. Não tem nada de musical, nada do desejo de dissolver em canto o mundo ds coisas; acredito-o incapaz de escrever a última página de O moleque Ricardo, de José Lins do Rego, talvez a mais bela página de prosa da literatura brasileira. O lirismo de Graciliano Ramos é musical, adinâmico, estático, sóbrio, clássico, classicista, traindo, às vezes, um oculto passado parnasiano do escritor. Não quer agitar o mundo agitado; quer fixá-lo, estabilizá-lo. Elimina implacavelmente tudo o que não se presta a tal obra de escultor, dissolve-o em ridicularias, para dar lugar aos seus monumentos de baixeza.
Retrato de Graciliano Ramos
Desenho a carvão e crayon/papel. 32.5 x 27.5cm (aproximadas). Rio de Janeiro, RJ. 1937. De Cândido Portinari. Assinado e datado na dedicatória na metade inferior à direita “Para o Graciliano com um abraço de Portinari 937”
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Outubro 19, 2007
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Outubro 15, 2007 |
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Alberto da Cunha Melo
Faleceu ontem, no Recife, o poeta Alberto da Cunha Melo. Em homenagem, publico o poema.
Centro do Recife - Rio Capibaribe - Foto: Manoel Carlos Pinheiro
As virtudes do conflito - Alberto da Cunha Melo
O conflito é minha matéria,
minha carne.
Minha síntese é a escuridão.
Que pude escolher
de menos terrível
em mim
para meus semelhantes?
Viver foi a minha escolha.
Mas, por esta noite eu não esperava:
tão densa
que os próprios radares
não conseguem varar.
Anoiteceu muito, meu Deus,
anoiteceu demais.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Outubro 15, 2007
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wDivagações e citações - Terça-feira, Outubro 09, 2007 |
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Brennand, ápice da cultura pernambucana
Tela minha sobre cerâmica de Francisco Brennand, com minha admiração e respeito ao grande pintor, escultor e ceramista pernambucano.
O ceramista - João Cabral de Melo Neto
A francisco Brennand
Fechar na mão fechada do ovo
a chama em chamas desateada
em que ele fogo se desateia
e o ovo ou forno tem domadas
então
prender o barro brando no ovo
de não sei quantas mil atmosferas
que o faça fundir no útero fundo
que devolve a terra à pedra que era.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Outubro 09, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Outubro 03, 2007 |
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O reencontro
Após visitar o Agreste, retornei ao Recife. Encontrei-me com alguns amigos que estudaram no colégio agrícola, portanto, meus ex-colegas. Para enviar as fotografias pela internet, fiz comentários sobre cada um deles, uma tentativa de refrescar a memória dos que não participaram do reencontro. A seguir, um exemplo de meus comentários.
A passagem do tempo fez bem a André Luiz.
Antes que alguém me entenda mal, apresso-me em esclarecer: André não era mau, nem problemático. Ao contrário, fez-nos rir muito e nos proporcionou alguns momentos de felicidade. Naquela época, não valorizávamos a vida que tínhamos. Dentre nós, muitos se consideravam prisioneiros de São Bento, uma prisão sem muros, sem cerceamento, talvez as limitações de cada um fossem as imaginárias prisões daqueles que ansiavam pela liberdade do mundo longe daquele paraíso. Nossa vida era muito simples, o ritmo de estudo intenso. Ao nos dispersarmos, nem sempre mantínhamos os laços de amizade ali constituídos. Não tínhamos consciência de quão verdadeiras eram aquelas amizades, forjadas pelas afinidades, desprovidas de interesses ou conveniências. Em nossa pureza e ingenuidade, não percebíamos a importância de certos valores essenciais.
André certamente era como todos os demais, provavelmente ele também não entendia nossa situação, muito menos se dava conta do papel de verdadeiro animador cultural que espontaneamente desempenhava, com muita eficácia. Magro, cabelos longos, com uma bengala entalhada, tendo no cabo a figura de um faraó, André, cheio de mungangas, fazia-nos ri o tempo todo. Havia colegas que, quando acordados, ficavam mais brabos do que pata choca, alguns eram mais invocados do que fiscal de feira, outros se sentiam mais cheios de direitos do que cobrador de agiota. Contudo, ao sermos acordados pelas brincadeiras de André, até os mais intratáveis se rendiam às gargalhadas gerais.
Ao fim do primeiro ano técnico, em 1967, André foi convidado a não fazer a rematrícula. Na época não soubemos disto, apenas tivemos notícias da transferência dele para um colégio no Recife, possivelmente perto de Água Fria, onde residia.
No reencontro, após quarenta anos, André olhou-nos nos olhos, seu olhar é sereno e firme, sem o jeito desabusado do garoto de Tapera, tornou-se um homem seguro. Por certo, ele tem uma longa vida pela frente, mas aparenta a vivência de uma vida bem vivida, com intensidade e paixão, com ricas experiências, com conhecimento de diferentes lugares e situações.
Não reencontrei o menino brincalhão, talvez tenha sido melhor assim. O menino ficou naquele tempo, quando mais precisávamos de suas brincadeiras, incorporou-se às evocações. Resta-nos promovermos a anulação do injusto, autoritário e ilegal desconvite que o afastou antecipadamente do nosso convívio, é o momento da plena reintegração dele ao mundo dos capa-gatos.
A passagem do tempo fez bem a André Luiz. A mim fez bem revê-lo, em fraterno encontro com o homem que surgiu daquele travesso menino.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Outubro 03, 2007
Comentário e zombaria:
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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