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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Terça-feira, Julho 31, 2007 |
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Rivalidade com grandeza
Em comentário à postagem anterior, David Santos fez um pequeno anúncio comercial, conclamando todos nós a homenagearmos Castro Alves, pelo 160º aniversário do seu nascimento. Antônio Frederico de Castro Alves nasceu na fazenda Cabeceiras, no município de Curralinho, atual Castro Alves, na Bahia, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, no dia 6 de julho de 1871. Publiquei aqui um poema de Castro Alves em homenagem ao revolucionário pernambucano Pedro Ivo.
Quando viveu no Recife, Castro Alves teve como principal rival o sergipano Tobias Barreto. Para os pernambucanos que tão bem os acolheram, o duelo entre ambos terminou empatado. Os jornais da época diziam que os “irmãos de gênio” lutavam com lealdade. Eles podiam ser leais, jamais imparciais. Dominados pela paixão, cada um defendia e exaltava uma atriz. Castro Alves, apaixonado por Eugênia Câmara, escreveu em suas Impressões do Teatro, coluna muito popular publicada no Diário de Pernambuco: “A Senhora Dona Adelaide Amaral trabalhou bem no primeiro ato, mas, no seguinte, não conservou a mesma altura; em contrapartida, a Senhora Dona Eugênia Câmara é um gênio do nosso palco!”. Ao ler a crítica, Adelaide revelou a intenção de deixar o Recife, em pleno Teatro Santa Izabel, e o apaixonado Tobias Barreto, do alto da galeria, bradou:
“Atriz, não sei qual o mistério
do teu talento estupendo;
mulher, eu te compreendo
nas falas do coração.
Tu, simpática e celeste,
colheste, d’arte aos quebrantos,
o aplauso de nossos prantos.
E queres deixar-nos? Não!!!”
Tobias Barreto é considerado por muitos como o maior professor de Direito que o Brasil já teve. Ocatvio Brandão o incluiu entre Os cinco intelectuais progressistas brasileiros. Nascido na Vila de Campos do Rio Real, atual Tobias Barreto, no estado de Sergipe, em 7 de junho de 1839, e falecido no Recife, em 26 de junho de 1889, Tobias Barreto de Menezes, a exemplo de Castro Alves, também homenageou o Recife em seus versos.
À vista do Recife - Tobias Barreto
É a cidade valente
brio de altiva nação,
soberba, ilustre, candente
como uma imensa explosão:
de pedra ferro e bravura,
de aurora, de formosura,
de glória, fogo e loucura...
Quem é que lhe põe a mão?
Mágoas tem que estão guardadas,
quando as vingar é sem dó!
Raça das Romãs tombadas,
das Babilônias em pó,
quer ter louros que reparta;
vencer, morrer, não à farta...
Grande, d’altura de Esparta,
afronta o mundo ela só!...
Com os seios intumescidos
do gérmen de muito herói,
tem nos olhos aguerridos
fulmínea luz que destrói.
Detesta a classe tirana,
consigo mesma inumana,
vê seu sangue que espadana,
ri de raiva e diz: não dói!...
No seu pisar progressivo
ostenta um certo desdém;
suspendendo o colo altivo,
não rende preito a ninguém.
Lê no céu seu fado escrito,
quando o Brasil solta um grito,
franze a testa de granito,
e diz ao estrangeiro: vem!...
Sim, eu vejo: ainda a espada
na tua destra reluz.
Cabocla civilizada
de pernas e braços nus,
cidade das galhardias,
que no teu punho confias,
coeva de Henrique Dias,
guerreira de Santa Cruz!
Estremecida, ridente,
como que esperas alguém.
Ouves um som de torrente?
É a grandeza que vem...
Teu hálito alimpa os ares,
por cima do azul dos mares
prolongam-se os teus olhares,
que vão namorar além...
Não te pegam em descuido;
teu movimento é fatal.
E a liberdade este fluido,
que forma o gládio, o punhal,
nos teus contornos ondula,
nas tuas veias circula,
e vai chocar-se a medula,
dos ossos de pedra e cal.
É um lidar incessante,
cai-te da fronte o suor;
ferve tua alma brilhante,
e tudo é belo em redor.
O assombro lambe-te a planta,
na estrela, que se levanta,
pousado um arcanjo canta:
vai ser do mundo a maior!
Tens aberta a tua história,
laboras como um crisol;
como um estigma de glória,
nos ombros queima-te o sol.
A guerra, a guerra é teu cio.
Fera!... O estrangeiro frio
se aquece ao beijo macio
dos teus lábios de arrebol.
Assopras nas grandes tubas,
que despertam as nações;
eriçam-se as férreas jubas,
uivam as revoluções...
Teus edifícios dourados
vão-se erguendo, penetrados
da voz dos Nunes Machados,
dos gritos dos Camarões!...
Com a morte bebes a vida:
não te abalas, não te dóis!
D’oiro e luz sempre nutrida,
novas idéias, remóis,
é que à voz das liberdades,
calcadas as potestades,
germinam, brotam cidades
do sepulcro dos heróis.
Possa a coragem de novo
teu bafo ardente inspirar,
e a glória sair do povo,
como tu surges do mar...
O preço do aplauso
Depois de se esconder e ser chamado de covarde por jornalistas, o presidente cancelou viagem ao Rio Grande do Sul e rumou para Aracaju. Apesar da rima rica, os manifestantes que queriam vaiá-lo foram impedidos de se aproximarem dos locais por onde o presidente passaria. Mesma assim, em um auditório houve vaias, abafadas pelos aplausos de 1.200 jovens que receberão quatro parcelas mensais de R$ 150,00 e foram instruídos para que, sempre que alguém tentasse vaiar o presidente, eles deveriam ficar de pé e aplaudirem o presidente. Os jovens receberão o dinheiro a título de primeiro emprego, mas não trabalharão. É incrível que ninguém ache isto estranho, que ninguém se preocupe em saber quanto custa cada aplauso, afinal serão R$ 7.200.000,00 de nosso bolso para calarem nossa vaia. Mesmo assim, muitos passaram a chamá-lo de:
Luísque Vaiácio Lúúúúúúúúúúla!
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Julho 31, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Julho 25, 2007 |
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O maior desastre está por vir
Nós, brasileiros, temos uma das mais altas cargas tributárias mundiais e as mais altas taxas de juros. Em troca, temos: infra-estrutura precária, serviços públicos deficientes e baixa qualidade de vida. Somos vítimas da má-fé e do apagão gerencial deste (des)governo.
O próximo desastre será o ambiental.
O governo tem feito tudo para que ele ocorra o mais rápido possível. Alguns exemplos de suas temerárias ações: desmonte da máquina pública, descumprimento da legislação ambiental brasileira e dos compromissos assumidos internacionalmente, renúncia a atividades do estado, inclusive controle de atividades florestais, e repasse das mesmas a ONGs, Organizações Neo Governamentais, muitas delas controladas por familiares de autoridades, como o marido da Ministra do Meio Ambiente, ou ligadas a organismos internacionais.
A Amazônia compreende áreas significativas de seis países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Mesmo tendo diamante, ouro, prata e outros minerais, as maiores riquezas da Amazônia são a água salubre e o patrimônio genético que a biodiversidade propicia.
A parte brasileira da Amazônia tem sido alvo de cobiça sem limites e a degradação decorrente pode desencadear um acelerado processo de desertificação que causará impacto mundial, influindo no aquecimento global.
Há cerca de setenta anos, uma parte da Amazônia esteve em vias de se transformar em Israel. A implantação se daria inicialmente na área do Jarí, com quase dois milhões de hectares, na época pertencente ao nordestino José Júlio de Andrade, ex-senador estadual, que residia ora no Rio de Janeiro, ora em Paris, onde foi procurado, em 1938, por S. Marcovici-Cleja, representante de interesses sionistas, que propôs a aquisição do território pela Societé Europénne d’Etudes et d'Entreprises para que entre cinqüenta mil e sessenta mil famílias se instalassem no vale do Jarí. A proposta diferia de outras migrações, como a de japoneses para a própria Amazônia, pois uma parte do território amazônico seria pertencente a grupos estrangeiros, com todas as condições para, em pouco tempo, proclamarem independência.
A Societé Europénne d’Etudes et d'Entreprises alegava que desenvolveria ação humanitária ao ajudar grupos que sofriam perseguição religiosa e social na Europa, acentuada pela ascensão nazista. Para dissimular o verdadeiro interesse na obtenção de um território independente, a operação não era muito clara. Aparentemente quaisquer grupos de perseguidos poderiam ser candidatos. A seleção das famílias ficaria a cargo do Centre de Recherches de Solutions au Problème Juif. A própria Societé Europénne d’Etudes et d'Entreprises não passava de fachada de um grupo de bancos, tais como: Barclays Bank LTD., Paris, Barclays Bank Limited, Londres, Banque Nationale Française du Commerce Exterieur e Société Generale, Agence "N", Paris.
Para que a aquisição do território, entre os estados do Pará e do Amapá, fosse concretizada, eram necessárias a concordância do governo do Pará e a autorização do governo federal. O Interventor Federal do Pará, José C. da Gama Malcher apoiou a transferência da propriedade do território, mas o Presidente Getúlio Vargas não a autorizou. Ainda bem, pois não temos garantias de que o estado então implantado não teria se expandido, além de ter devastado toda a área, na exploração predatória de seus recursos minerais.
Bancos têm, por definição, a obtenção do lucro como missão institucional. É impossível acreditar que alguns deles investiriam um milhão de libras esterlinas (valor de 1938) em ação humanitária. Seria o mesmo que acreditarmos que um governo voltado prioritariamente para o atendimento dos interesses dos bancos internacionais possa ter algum objetivo social. Sendo impossível acreditar nisto, a Velhinha de Taubaté morreu.
Vivemos um momento de grave crise, o governo tem permitido e estimulado a destruição da Amazônia. A recente autorização da construção de hidrelétricas às margens do rio Madeira, contrariando todos os pareceres técnicos, é um caso sério. Curiosamente, Lula tem aplicado o receituário neoliberal, propondo o estado mínimo, criando agências reguladoras, como a ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, e repassando atividades estratégicas a empresas, muitas delas estrangeiras, mas quando se trata de investimentos, como no caso das criminosas hidrelétricas, o investimento será nosso, por meio do BNDES, apenas os lucros são privatizados. Haja não-contabilidade para tanto dinheiro!
Em 1938, tínhamos um estadista, Getúlio Vargas, como Presidente da República. Agora temos o governo mais corrupto de nossa História, como escreveu um atual ministro. Alguém duvida que os grupos financeiros internacionais assumirão o controle do território amazônico, como já começam a fazê-lo por meio das ONGs? A ganância desenfreada desencadeará o desastre ambiental.
O apagão aéreo provoca transtornos e algumas mortes, o desastre ambiental terá conseqüências muito mais graves, poderá ser a gota d'água para o início do fim da vida humana em nosso planeta.
Mau negócio
Lula: — toda vez que viajo de avião, entrego a alma a Deus.
Deus teima em não aceitar, mas o Diabo...
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Julho 25, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Julho 18, 2007 |
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Liberdade
Durante a ditadura de Salazar, os portugueses, com muito bom humor, se referiam à Avenida da Liberdade como, a Cá Não Há. Com a Revolução dos Cravos, todos pensaram que a democracia seria um processo irreversível em terras lusitanas. Três décadas depois, as coisas não vão bem, voltaram as práticas de perseguição política e punição por crimes de opinião. Pinto Correia, de InaApto é diretor do jornal Voz das Beiras, na condição de jornalista, ele sofre processo judicial movido pelo governo, pelas opiniões que exprime.
No Brasil, combatemos a impunidade, inclusive o fato de parlamentares e ministros terem imunidade pela prática de crimes comuns e malversação de verbas públicas, Lula tenta aprovar uma lei que estende a impunidade, quer dizer, a imunidade, a ex-parlamentares, ex-ministros, ex-presidentes etc. Evidentemente, somos contrários à imunidade por crime comum e por corrupção, mas defendemos que nenhum cidadão possa ser acusado por crime de opinião, não confundindo injúrias, calúnias e difamações com opiniões.
Solidarizo-me com Pinto Correia e confesso que desconheço se já existe alguma petição que possa ser assinada pela Internet, caso eu descubra que existe, assinarei.
Mentiroso
Calma gente, não tratarei de Lula, a notícia é outra. Acir Vassalo foi eleito o maior mentiroso da capixaba Praia do Canto. É que depois de ter sido elogiado pelo blogue de Noblat, o blogue de Acir,Contra o Vento, recebeu merecido elogio de Zé Simão da Folha de São Paulo. Acir assustou o serpentário da Praia do Canto ao dizer que beberia para comemorar. Como a turma de lá não perdoa, logo se ouviu: — que mentiroso! Desde quando ele precisa de comemoração para beber?
Ignorância ou desfaçatez?
Não sei o que é pior. Se os jornalistas das emissoras ligadas à Rede Globo pronunciam a palavra recorde como récorde por ignorância ou para evitar que a pronúncia correta lembre o nome da concorrente Rede Record.
Quinhentos filmes
A quem gosta de cinema, recomendo clicar na figura ao lado. A página não tem uma boa navegação, mas apresenta ficha técnica, sinopse, crítica e fotos de quinhentos filmes. A página é a lista dos quinhentos melhores filmes vistos por quem a elaborou. Se eu elaborasse uma lista, seria completamente diferente desta, o que não desmerece a página. Creio que até especialistas em cinema gostarão da página. A não ser que os três antigos cineclubistas potiguares Moacy Cirne, de balaio porreta, Sobreira, de Luzes da Cidade, e Bené Chaves, de O Apanhador de Sonhos, e o gaúcho Milton Ribeiro, grandes conhecedores de cinema, me desmintam.
Outros quinhentos
Aqui são outros quinhentos, não filmes, mas pássaros. Esta página apresenta características, imagens e cantos de quinhentos pássaros brasileiros, para acessá-la, basta clicar na foto ao lado. A página também não tem uma boa navegação, mas o conteúdo justifica a visita. Pode ser útil para pesquisas escolares, pois as informações são corretas e precisas.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Julho 18, 2007
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wDivagações e citações - Sábado, Julho 14, 2007 |
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Gente bronzeada
Está na hora de esta gente bronzeada mostrar seu valor. Assim começa a música Brasil Pandeiro de Assis Valente, baiano radicado no Rio de Janeiro, composta há mais de setenta anos, que foi um grande sucesso na voz de Carmem Miranda e cerca de quarenta anos depois, gravada pelo grupo Os Novos Baianos fez sucesso outra vez. De forma indireta, ela é uma homenagem ao povo carioca, um povo alegre, irreverente e hospitaleiro. Mas que sabe lutar.Há quem sambe diferente, noutras terras, outra gente.
Na época do Brasil Colônia, nosso país era considerado o fim do mundo, os Quintos do Inferno. No Brasil Império, o Rio de Janeiro era a capital brasileira, chamada de Cemitério dos Europeus, Capital da Morte e outros termos depreciativos, pelas péssimas condições sanitárias. Não era a única cidade a ter tal fama, no Brasil, Belém também era chamada assim, além de algumas cidades asiáticas.
Ao assumir a Presidência da República, no início no Século XX, Rodrigues Alves resolveu atrair investimentos estrangeiros, para isto resolveu investir na modernização do Rio de Janeiro. Em duas administrações municipais, Pereira Passos (1902 a 1906) e Souza Aguiar (1906 a 1909) o Rio se transformou e passou a ser conhecida como a Cidade Maravilhosa, o primeiro registro escrito foi feito por Coelho Neto, numa crônica publicada no jornal A Notícia, em 1908, durante a Exposição Nacional.
Desde então, o Rio de Janeiro se consagrou como a síntese do Brasil.
Nestes Jogos Pan-Americanos isto tem se confirmado. Antes da abertura, a irreverência carioca, aliada ao seu espírito de luta, quando uma faixa com o logotipo do IBAMA foi pendurada no Cristo Redentor. Os servidores do IBAMA estão em greve, mantendo apenas os serviços essenciais. O governo logo acusou os grevistas de fazerem uma greve política. E é verdade, como todas as greves, esta também é política. Contudo, não é uma greve por salários, não é uma greve por benefícios para os servidores. É uma greve contra a política ambiental do governo Lula. Como os servidores do IBAMA lidam diretamente com as questões ambientais, sabem mais do que o resto do nosso povo, há o sentimento de que Lula está destruindo a Amazônia ao passar para ONGS, Organizações Neo Governamentais, o controle do território e a exploração dos recursos. Em nome de pretenso desenvolvimento econômico, Lula provocará criminoso e irreversível mal, com conseqüências terríveis contra a vida no nosso planeta. Se todos nós conhecêssemos a questão como os servidores do IBAMA conhecem, certamente faríamos mais do que uma greve, enxotaríamos o chefe do governo mais corruPTo de nossa História, como escreveu um atual ministro de Lula.
A sensibilidade e a irreverência do povo carioca proporcionaram a maior vaia que um governante levou, pois nunca na História deste país um presidente foi tão vaiado. E a vaia foi justa.
Eu jamais fui entrevistado por um instituto de pesquisa de opinião. Entre meus familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, ex-colegas de estudo e conhecidos, ninguém foi entrevistado. Com cinqüenta e seis anos de idade, conheço tanta gente que este universo se constitui numa amostra representativa. Ninguém que eu conheço foi ouvido por um instituto de pesquisa de opinião. Será que eles ouviram a voz rouca das ruas, representada por noventa mil pessoas?
Em nossas eleições, a votação é feita em urnas eletrônicas reprovadas em todos os países desenvolvidos. Um representante da empresa fabricante das tais urnas foi preso por fraude no Equador. O principal responsável desenvolvimento da urna foi responsável pela fraude da PROCONSULT, um escândalo internacional. Não é de se estranhar que os institutos de pesquisa de opinião acertem o resultado das urnas e sejam dissociados da voz rouca das ruas. No Rio de Janeiro, há muito tempo Lula não permite que as pessoas circulem por onde ele passa, pois tem sido sistematicamente vaiado. Eu lamento não estar na cerimônia de abertura para somar a minha voz à vaia que simbolizou um rotundo não ao descalabro, à corrupção, à impunidade, à entrega de nosso suor, nosso sangue e nossa terra em troca de vantagens pessoais espúrias.
Esta gente bronzeada mostrou, para quem quiser ver, que o rei está nu.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sábado, Julho 14, 2007
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wDivagações e citações - Terça-feira, Julho 10, 2007 |
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Rio Maravilha
Há imagens que dispensam palavras. Por fvor, clicar no botão abaixo do quadro para ver o vídeo maravilhoso.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Julho 10, 2007
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wDivagações e citações - Domingo, Julho 08, 2007 |
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Correntes na blogosfera
Yvonne, de Bloggente, lançou a campanha Prêmios? Tô fora!. Antes disto, ela foi indicada por Luma, de Luz de Luma, como uma das 7 maravilhas da blogosfera e indicou Agreste, eu só vi no última dia e não pude, em atenção a Yvonne, indicar cinco candidatos. Nem sei se entendi bem o regulamento, parece que os cinco indicados receberiam o voto de quem indicou, assim sendo, alguém poderia ser indicado por várias pessoas e isto resultaria numa eleição. Não sei o resultado, pois não participei, pela perda de prazo.
Quando lançou a campanha Prêmios? Tô fora! Yvonne usou vários argumentos contra os prêmios que se tornam correntes. Eu também não gosto de participar destes prêmios, pois tenho dificuldade em escolher um número limitado de blogues para serem indicados por mim. Claro que gosto de ser indicado por alguém, foi o caso recente da indicação feita por Moacy Cirne, de Balaio Vermelho, indicou Agreste entre cinco destaques culturais, a indicação me honra e alegra, mas fico com dificuldade em indicar outros cinco.
Como literatura é cultura, eu me limitaria aos blogues literários. O que seria isto? Creio que todos que contêm contos, crônicas e poemas. Então, precisaria indicar, no mínimo, todos blogues listados como elos agrestinos.
Aliás, preciso atualizar esta lista, pois alguns foram desativados e outros mudaram de endereço.
Crueldade - Agostinho Neto
Caíram todos na armadilha
dos homens postados
à esquina
E de repente
no bairro acabou o baile
e as faces endureceram na noite
Todos perguntam por que foram presos
ninguém o sabe
e todos o sabem afinal
E ficou o silêncio
dum óbito sem gritos
que as mulheres agora choram
Em corações alarmados
segredam místicas razões
Da cidade iluminada
vêm gargalhadas
numa displicência cruel
Para banalizar um acontecimento
quotidiano
vindo no silêncio da noite
do musseque Sambizanga
— um bairro de pretos!
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Domingo, Julho 08, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Julho 04, 2007 |
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A farsa
Pela tradição nordestina, as quadrilhas juninas se encerram no dia de São Pedro, 29 de junho. Sob o comando de Lula, na Granja do Torto, a partir do primeiro dia de julho, a farra do boi continuou e o Arraiá do Torto se constituiu no quartel general das quadrilhas, com muita animação e bebida por nossa conta.
A frase acima é de minha autoria, mas se trata de um desavergonhado plágio do que já havia dito Acir Vidal, em Contra o Vento, pois na Internet, como diria Chacrinha, nada se cria, tudo se copia.
Noutras ocasiões, eu discuti o plágio, numa delas (ver aqui), demonstrei que a música Violeiros, de Djavan, é um plágio descarado do poema Cantadores do Nordeste, de Manuel Bandeira – comparar aqui.
Yvonne, de Bloggente, deu uma dica para vermos se nossos textos foram difundidos na Internet.Basta entrar aqui e digitar o endereço de seu blogue. Eu testei e encontrei Rivalidades publicado na íntegra, sem indicação de autoria ou fonte.
É provável que todos nós, ao reenviarmos um texto por e-mail, cometamos o erro de não citarmos a fonte, muitas vezes isto ocorre por não sabermos quem redigiu a mensagem original e, para não atribuirmos indevidamente os créditos, optamos por omiti-los. É diferente quando se copia um texto para publicação, no caso da Internet, é até comum publicarmos sem autorização, pois não há vantagens financeiras, mas o crédito precisa ser dado. Há gente mais cuidadosa do que eu, como a pernambucana Nora Borges que disse, em Língua de Mariposa que pretendia publicar poemas de Márcia Maia, Sílvia Shueire e Dora, que pediria permissão para isto, eu não pediria, publicaria, daria o crédito e avisaria, como tem sido a prática comumente aceita na Internet.
Achincalhe

MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Julho 04, 2007
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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