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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Março 28, 2007 |
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Sons matinais
Recebi diversas vezes uma mensagem anunciando a preparação do Rio de Janeiro para os Jogos Pan-americanos, trata-se de uma charge na qual há a palavra PAM, numa referência à onomatopéia indicativa de tiroteio, num evidente trocadilho com a palavra PAN.
É verdade, o Rio de Janeiro, como todas as grandes cidades brasileiras, é uma cidade violenta, além disto, como toda grande cidade, a qualidade de vida é reduzida, as pessoas vivem mal, muitas delas mal conseguem dormir com barulhos, não apenas de tiros, mas também de automóveis e o bulício característico de aglomerações urbanas.
Na condição de morador do Rio de Janeiro, eu também ouço muitos barulhos. Não os barulhos comuns, de buzinas e freadas, de veículos ou transeuntes. Ouço guinchos, gorjeios, trinados, chilreios, zumbidos, silvos... Quem sabe que moro em Santa Tereza, quase no Centro do Rio, se espanta. Há dias, cedinho, um bando barulhento tem despertado minha atenção, não me acorda, pois costumo acordar muito cedo. Hoje, de minha janela, fotografei um deles.
O Rio de Janeiro ainda tem seus encantos.
O Recife em poesia
Bento Teixeira nasceu em 1545(?), em Portugal onde faleceu em 1619. Em 1601, ele veio para o Brasil. O seu livro Prosopopéia, publicado em 1601, constituiu o primeiro registro poético do Recife.
Descrição do Recife de Pernambuco
Bento Teixeira
Para a parte do sul ode a Pequena
Ursa se vê de guardas rodeada,
onde o céu luminoso, mais serena
tem sua influição, e temperada,
junto de nova Lusitânia ordena
à natureza, mãe bem atentada,
um porto tão quieto e tão seguro,
que para as curvas naus serve de muro.
E este porto tal, por estar posta
um cinto de pedra, inculta e viva,
ao longo da soberba e larga costa,
onde quebra Netuno a fúria esquiva,
entre a praia e a pedra decomposta,
o estranhado elemento se deriva
com tanta mansidão, que uma fateixa
basta ter a fatal Argos aneixa.
Em meio desta obra alpestre, e dura,
uma boca rompeu o mar inchado,
que na língua dos bárbaros, escura,
Paranabuco ¿ de todos é chamado.
De Paraná ¿ que é mar ¿ Puca, rotura,
feita com fúria desse mar salgado
que, sem no derivar cometer míngua,
cova do mar se chama em nossa língua.
Para entrada de barra, à porta esquerda,
está uma lagem grande, e espaçosa
que de piratas fora total perda
se na torre tivera suntuosa...
Mas quem por seus serviços bons não herda
desgostosa de fazer coisa lustrosa,
que a condição de rei, que não é franco,
o vassalo ¿ faz ser nas horas mando...
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Março 28, 2007
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Março 23, 2007 |
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Os heróis
Como é de conhecimento geral, este ano, os Jogos Pan-americanos serão realizados no Rio de Janeiro. Que eu saiba, o governo federal, o governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro não realizaram concurso literário, entre alunos de escolas públicas, sobre o tema. O governo federal poderia realizar um concurso de redação entre estudantes de todos estados brasileiros e os primeiros colocados, em cada uma das vinte e sete unidades federativas, ganhariam, por exemplo, uma viagem ao Rio de Janeiro, com direito a assistirem aos jogos pan-americanos. O governo estadual poderia fazer o mesmo em relação aos noventa e um (excluindo a capital) municípios do estado. E a prefeitura poderia fazer o concurso entre os setecentos e cinqüenta mil alunos das mil e cinqüenta e quatro escolas da prefeitura.
Se não fosse por concurso de redação, os melhores alunos, por exemplo, poderiam ser premiados com ingressos para os jogos pan-americanos.
O mesmo poderia ser feito com os jovens que praticam esportes.
Nada disto foi feito, mas os jovens delinqüentes, em liberdade assistida, receberão ingressos para assistirem aos jogos pan-americanos.
Qual será o próximo passo? Lula não poderá criar cota para jovens criminosos, pois eles, como o próprio presidente apedeuta, não querem estudar. Lula não poderá criar cota de emprego para os jovens criminosos por dois motivos: "nunca na história deste país" se viu tanto desemprego; e os jovens criminosos não querem trabalhar, como o próprio presidente.
Há algumas semanas, os brasileiros discutem o conceito de herói. Para o jornalista Pedro Bial, os participantes de um programa televisivo são heróis, pois passam horas fazendo fofocas, em festa, tramando golpes e traições. Para Lula, herói é um ministro que recebe mais de vinte salários-mínimos mensais. O presidente não explicou o que motiva os ministros a trocarem cerca de cinqüenta salários-mínimos mensais, com bônus adicionais, por um salário de ministro; se admitir que há outras vantagens (pois a disputa entre os ditos ministeriáveis é por ministérios que tenham maior orçamento), o presidente pode estar confessando que há corrupção ou mensalão em seu governo, coisa que todos sabem que o presidente, apenas ele, não sabe. Também os usineiros são considerados heróis por Lula. Quando ainda não era presidente, Lula os chamava de bandidos e os acusava de crimes ambientais, de lucros abusivos, de descumprimento da legislação trabalhista em vigor, de grilagem de terras, como o presidente mudou de idéia, resta-nos perguntar: qual é o ato heróico que os usineiros praticam?
Cada um tem o herói que merece. Depois de os jovens delinqüentes receberem a bolsa-crime e de serem selecionados para assistirem aos jogos pan-americanos, podemos perguntar: quem é o herói e o modelo dos jovens delinqüentes brasileiros?
O imaginário da floresta
Eu conheci Vera do Val, de Rosebud, quando nós dois participamos de um concurso literário promovido pelo SESC de Uberlândia, Minas Gerais. Do concurso resultou o livro saboreando palavras, no qual foram publicados o conto inscrito por ela, Pressentimento, e os dois que inscrevi: Amuo e : Pacatez. Eu a conheci porque Leila, de Cadernos da Bélgica, é que propiciou a nossa participação, gentilmente se dispôs a imprimir e entregar os nossos trabalhos. No meu caso, mais que isto: escolheu os dois trabalhos que eu deveria inscrever, ou seja, teve um trabalhão para ler diversos textos, escolher dois, imprimir, entregar... é muita paciência e gentileza, não sei como agradecer. Durante o concurso, Leila nos apresentou, depois, Vera me enviou alguns dos seus contos e publiquei aqui A gameleira, que considero excelente.
Um dia, radiante, Vera me disse que a editora WMF Martins Fontes se interessou em publicar um livro dela, reunindo algumas lendas amazônicas. Agora veio a notícia: o livro saiu! Para maiores informações, clicar aqui.
Osman Lins
Osman Lins nasceu em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco, em 1924, e faleceu em São Paulo, capital do Estado de São Paulo, em 1978. É dele o poema transcrito a seguir, publicado no Suplemento Literário do Diário de Pernambuco, em 10 de janeiro de 1954.
Lamentação tranviária
É preciso confessar:
ultrapassei meus limites.
Meu corpo se desconjunta,
foge à pressão dos rebites.
Devia estar repousando
na mais rígida quietude:
o esquecimento de todos
seria o meu ataúde.
Sobrevivente de um tempo
e de uma velocidade
extintos, chego ao final.
A pulsação da cidade
ultrapassou o meu ritmo.
Como um navio doente,
seccionando um istmo,
eu contenho a diligente
caravana que conquista
o reino de macadame
e levanta monumentos
de pedra e aço: o enxame
de pressurosas criaturas
que se esqueceu das paisagens
e se algemou dos relógios
não quer mais minhas viagens.
Recordo antigos domingos
de verão. Novelos brancos,
opalescentes, de espuma,
acariciando os flancos
das banhistas, que cingiam
as minhas carnes louçãs,
aquelas rendas urdidas
pelas ondas tecelãs.
Quem conduzia essas moças
para a leveza marinha
daquelas velhas manhãs,
era eu. Cruzava minha
cidade, sem pressentir,
como os últimos veleiros,
a morte que os perseguia
noutros barcos mais ligeiros.
Nos postes, atualmente
quase desertos, sabia
que me esperavam os acenos
dos homens; como quem fia
um tapete, eu estendia
os invisíveis cordéis
de seus destinos errantes.
Intranqüilos, infiéis,
serenos, mudos, furtivos,
levava-os para as amantes
do Cais, para as orações,
para os vivos soluçantes,
ou para os mortos quietos
que descansavam por fim
de seus tormentos inúteis.
Mas, agora, contra mim
conspiram o tempo e o vigor
da cidade que evolui.
Meu corpo se desintegra
meu percurso diminui:
já não vejo o rio irmão
das pontes, não levo mais
banhistas para as espumas
nem solidões para o Cais.
Logo irei para sempre,
direi adeus ao Recife.
Serei o morto seguindo
Para o remanso do esquife.
Pelas ruas, meus amigos,
Nunca mais iremos juntos
viajar — porque as viagens
serão roteiros defuntos.
Logo mais sepultareis
meus trilhos sob viscosa
e negra lama de asfalto —
tumba não silenciosa
nem sagrada ou intocável —
sobre a qual mortos futuros
perseguindo seus anseios
firmarão os pés impuros.
Mas os trilhos sepultados
que marcaram o itinerário
de inexistentes viagens,
imaginário corsário
naufragado, surgirei —
fantasma de tempos idos
levando a nenhum lugar
passageiros consumidos
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Março 23, 2007
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Março 19, 2007 |
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Estímulos
Quando assumiu o governo pela primeira vez, Lula encontrou alguns programas sociais, dentre eles destaco o Bolsa-Escola, adotado pelo Governo Federal a partir da experiência do Distrito Federal onde o programa foi criado por Cristóvam Buarque; e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Lula desativou os programas e os unificou no Bolsa-Família, cuja exigência é que as famílias beneficiadas se mantenham abaixo da linha de pobreza. É o que chamo de bolsa-indigência.
Oposicionista, Lula criticava os "brizolões", escolas públicas em horário integral, pois dizia que todos deviam lutar por salário mínimo de mil dólares, na visão dele, escola integral, com refeições, bibliotecas e estrutura esportiva, não passavam de humilhação para os trabalhadores. Lula também critiva os programas sociais por considerá-los assistencialistas. Ao assumir o governo, seu único programa social exige que os beneficiários não tenham desenvolvimento, mantenham-se dependentes da esmola governamental.
De novo mesmo, apenas o ProUni, um programa que é financiado por dinheiro que deveria ser destinado à universidade pública, mas serve apenas para o financiamento de cursos ociosos de faculdades particulares.
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva, Secretária de Promoção Social, do PT, indicada por Lula, resolveu assumir a essência da visão social da "companheirada" e vai criar uma bolsa para famílias de jovens delinqüentes. Se os jovens estudarem, praticarem esportes ou estagiarem, as respectivas famílias não receberão apoio governamental, mas se praticarem crimes, assegurarão o apoio do PT. Como disse Lula, "a violência é uma questão de sobrevivência", daí a criação do bolsa-crime.
Testamento do Brasil
Paulo Mendes Campos
Que já se faça a partilha.
Só de quem nada possui
nada de nada terei.
Que seja aberto na praia,
não na sala do notário,
o testamento de todos.
Quero de Belo Horizonte
esse píncaro mais áspero,
onde fiquei sem consolo,
mas onde floriu por milagre
no recôncavo da brenha
a campânula azulada.
De São João del-Rei só quero
as palmeiras esculpidas
na matriz de São Francisco.
Da Zona da Mata quero
o Ford envolto em poeira
por esse Brasil precário
dos anos vinte (ou twenties)
quando o trompete o jazz
ruborizava a aurora
cor de cinza de Chicago.
Do Alto do Rio Negro
quero só a solidão
compacta como o cristal,
quero o índio rodeando
o motor do Catalina,
quero a pedra onde não pude
dormir à beira do rio,
pensando em nós-brasileiros
— entrelaçados destinos —
como contas carcomidas
de um rosário de martírios.
Da Lagoa Santa quero
o roxo da Sexta-feira,
quero a treva da ladeira,
os brandões da noite acesa,
quero o grotão dos cajus,
onde surgiu uma vez
no breu da noite mineira
uma alma doutro mundo.
Da porta da pobre venda
de todos os povoados
quero o silêncio pesado
do lavrador sem trabalho,
quero a quietude das mãos
como se fossem de argila
no balcão engordurado.
Ainda quero da vila
a ira que se condensa,
a dor imóvel e dura
como um coágulo no sangue.
Da Fazenda do Rosário
quero o mais árido olhar
das crianças retardadas,
quero o grito compulsivo
dos loucos, fogo-pagô
de entardecer calcinado,
a névoa seca e o não,
o não da névoa e o nada.
Da cidade da Bahia
quero os pretos pobres todos,
quero os brancos pobres todos,
quero os pasmos tardos todos.
Do meu Rio São Francisco
quero a dor do barraqueiro,
quero as feridas do corpo,
quero a verdade do rio,
quero o remorso do vale,
quero os leprosos famosos,
escrofulosos famintos,
quero roer como o rio
o barro do desespero.
Dos mocambos do Recife
quero as figuras mais tristes,
curvadas mal nasce o dia
em um inferno de lama.
Quero de Olinda as brisas,
brisas leves, brisas livres,
ou como se quer um sol
ou a moeda de ouro
quero a fome do Nordeste,
toda a fome do Nordeste.
Das tardes do Brasil quero,
quero o terror da quietude,
quero a vaca, o boi, o burro
no presépio do menino
que não chegou a nascer.
Dos domingos cor de cal
quero aquele som de flauta
tão brasileiro, tão triste.
De Ouro Preto o que quero
são as velhinhas beatas
e a água do chafariz
onde um homem se dobrou
para beber e sentiu
a pobreza do Brasil.
Do Sul, o homem do campo,
matéria-prima da terra,
o homem que se transforma
em cereal, vinho e carne.
Do Rio quero as favelas,
a morte que mora nelas.
De São Paulo quero apenas
a banda podre da fruta,
as chagas do Tietê,
o livro de Carolina.
Do noturno nacional
quero a valsa merencória
com o céu estrelejado,
quero a lua cor de prata
com saudades da mulata
das grandes fomes de amor.
Do litoral feito luz
quero a rude paciência
do pescador alugado.
Da aurora do Brasil
— bezerra parida em dor —
apesar de tudo, quero
a violência do parto
(meu vagido de esperança).
Paulo Mendes Campos nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1922.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Março 19, 2007
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Dicas culturais
15/03/2007 (quinta-feira) - 20 horas
Local: Espaço Cultural Maurice Valansi
Rua Martins Ferreira, 48 - Botafogo - Rio
Todos os Sons
Chico Werneck ao piano e Liana Magalhães ao saxofone
Repertório: Ernesto Nazareth, Radamés Gnatali, Pixinguinha, Maurício Carrilho, Cristóvão Bastos, além de composições próprias.
Imperdível!
Couvert artístico: R$ 15,00
O romancista do mar
Exibição de vídeo sobre o romancista Moacir C. Lopes
16/03/2007 (sexta-feira) - 21 horas - TVE
Beleza em números
Não precisamos ser pitagóricos para apreciarmos as construções abaixo, simples, mas belas.
1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321
1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9 = 111111111
123456789 x 9 +10= 1111111111
9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 + 5 = 8888
9876 x 9 + 4 = 88888
98765 x 9 + 3 = 888888
987654 x 9 + 2 = 8888888
9876543 x 9 + 1 = 88888888
98765432 x 9 + 0 = 888888888
1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111=12345678987654321
12345679 x 09 = 111111111
12345679 x 18 = 222222222
12345679 x 27 = 333333333
12345679 x 36 = 444444444
12345679 x 45 = 555555555
12345679 x 54 = 666666666
12345679 x 63 = 777777777
12345679 x 72 = 888888888
12345679 x 81 = 999999999
Geografia do Canto Soberano (Poema Introdução)
Audálio Alves
Vem, por onde quer que venhas,
seguindo o mugir dos bois,
encontrarás o Nordeste
- inda Nordeste.
Depois,
Recife,
Tabocas, Rio Formoso,
Igarassu, Cabedelo,
Serinhaém, Porto Calvo
- seus ares calvos ainda:
os ventos de cabeleira
são do Nordeste, os de Olinda.
Aí,
já então preso aos lugares,
por guia toma mares
(não o ar, que erra),
Logo
terra, verás,
além,
bastante acima da terra;
um arraial,
construção de ar, conexão de alturas
- visão
do ar batido sob luz mais pura;
Palmares,
Antes vontade e hoje imaginação;
agora de campo de bois, incerto fumo e feijão,
e outrora
Cercos Reais madurando
cereais de liberdade,
Vem,
- se o sol magoar, Deus conforta.
Encontrarás o Nordeste,
difícil terra,
soberana porta.
Audálio Alves nasceu em Pesqueira, em 1930.
A verdade
Um monstro de vinte e dois anos de idade estuprou e matou uma criancinha de um ano e sete meses de idade, em Santa Catarina. Não tratarei do caso, nem tenho condição de fazê-lo, pois desconheço todas as circunstâncias, aparentemente houve negligência da "recreadora" da igreja freqüentada pelos pais do bebê. A justificativa do monstro é que estava bêbado, em Pernambuco, isto não é atenuante, mas agravante, pois, para nós, a verdade está no fundo do copo.
Por considerarmos que a verdade está no fundo do copo, não somos indulgentes com as declarações do presidente da república. Vivemos uma gravíssima crise, que está muito além da crise financeira e econômica. Até o governo anterior, de FHC, vivíamos a cultura da hipocrisia, pois "todo mundo sabia" das "coisas", eufemismo para corrupção e outros crimes, mas ninguém provava. Até mesmo o atual presidente fazia denúncias sem comprovação; ao assumir o governo, o apedeuta-mor continuou e aprofundou as velhas práticas, mas o que "todo mundo sabia" tornou-se público, demonstrado, comprovado e documentado, devido a brigas no seio da quadrilha. Ninguém foi punido e, por isto, instaurou-se a cultura do cinismo. O presidente diz desconhecer as ações dos mais íntimos colaboradores, logo o presidente que sempre teve como prática o controle total e absoluto das ações do seu partido? As justificativas do tipo: "todo mundo faz", "não fomos os primeiros" e outras equivalentes não podem ser atenuadas pela bebedeira constante, afinal, em Pernambuco todos sabem que a verdade está no fundo do copo.
Sobre a segurança pública, o presidente diz que "o mal está feito" e que "a violência é uma questão de sobrevivência", some-se a esta diretriz política de sua effelência a impunidade garantida por mensalão e outras práticas criminosas e fica fácil percebermos quais são as nossas perspectivas.
Nelson Jobim, aliado e amigo do presidente da república, é um bom exemplo. Na televisão, ele se jactou de ter fraudado a Constituição, na condição de relator da Assembléia Nacional Constituinte. Como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral conduziu um nebuloso processo de implantação da urna eletrônica, aceita apenas no Brasil, que os principais técnicos em segurança de dados do país chamam de burla eletrônica. Como Presidente do Supremo Tribunal Federal impôs decisões arbitrárias, feriu princípios jurídicos. Recentemente, ao se candidatar à presidência do PMDB, Jobim fraudou a lista de apoio, além disto, não apresentou os respectivos termos de expresso consentimento dos integrantes da chapa. Flagrado, desistiu da disputa.
É falsa a discussão sobre mudança de legislação, trata-se, no máximo, de uma revisão no código de execução penal. Precisamos cumprir a lei existente, precisamos acabar a impunidade. Esta é a medida emergencial: o combate à impunidade. O mais, é uma questão de educação. Ambas, punição e educação, precisam começar pelos que detêm o poder. Deles podemos e precisamos exigir respeito ao povo e às leis, responsabilidade e conduta ética. Se não exigimos isto dos poderosos, como podemos exigir responsabilidade e conduta ética de criminosos que nada têm? Não têm estrutura familiar, não têm vida social, não têm valores éticos e morais, nem mesmo têm bons exemplos, pois os chefes dos três poderes e aqueles que os apóiam justificam a frase de Millôr Fernandes: "o crime não compensa e quando compensa, muda de nome".
Motivos
Se Bush queria saber tudo sobre álcool, procurou pelo presidente certo.
8 de março
Mulheres: diferentes sim; desiguais, não!
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Março 14, 2007
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Março 05, 2007 |
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Os democratas
Na Tribuna da Imprensa de 03 e 04 de março de 2007, Sebastião Nery começou sua coluna com o tópico que transcrevo abaixo.
Eles são democratas
Severino Melo, jornalista, funcionário da Chesf e diretor da "Gazeta de Pesqueira", em Pernambuco, com a melhor biblioteca da cidade, era um intelectual respeitado e vivia repetindo: "Eu sou um democrata".
Pesqueira tinha um clube das elites, o Clube dos 50, cujo restaurante era comandado por Luís Maciel, pai do economista Everardo Maciel, depois secretário ferrabrás da Receita Federal. No clube, fechado, negro não entrava.
Apareceu lá o cantor pernambucano Paulo Diniz, negro, não deixaram entrar. Um grupo de jovens, liderado por Mauricio Melo, filho do "democrata" Severino, ficou indignado e promoveu uma bagunça de protesto.
Severino deu um castigo duro no filho Mauricio: trancou-o uma semana no quarto e o obrigou a ler os discursos do marechal Castelo Branco. O irmão de Mauricio, o Mauro Paulo, reuniu a garotada, fizeram uma comissão e foram lá pedir
para Severino soltar o Mauricio.
— Tudo bem. Atendo a reivindicação. Afinal, vocês sabem que eu sou um democrata. O Mauricio vai ser solto agora mesmo. Mas, no lugar dele, vai ficar preso lá o Mauro Paulo.
Soltou um e prendeu o outro. Democraticamente.
Severino Melo está com 88 anos de idade e reside em Maceió; no Recife, Fernando Almeida leu a coluna, telefonou para Tereza Cristina, filha de Severino Melo, ela comprou o jornal e levou para o pai ler. Ao ler, Severino Melo quase morreu... de tanto gargalhar!
O peso da lei
No Brasil, o consumo de drogas não é considerado crime. Dependendo da droga, a produção e o comércio são tipificados como crime. Em um programa de televisão, o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu que a produção e o comércio de maconha e cocaína não sejam considerados crimes.
Num boteco no Bairro do Salgado, em Pesqueira, Zé Bofada e Cícero de Titino bebiam uma pinga enquanto viam o programa, ao verem a posição do governador, comentaram: — lá vem ele, ninguém deve advogar em causa própria.
E agora, José?
Talvez E agora, José?, seja o poema mais pessimista de Carlos Drummond de Andrade, que foi musicado e gravado, com autorização do poeta, pelo músico pesqueirense Paulo Diniz, citado por Sebastião Nery, no tópico de abertura desta postagem.
A próxima visita de Bush ao Brasil certamente inspiraria o poeta a fazer um poema mais pessimista. No início deste ano, eu me envolvi numa discussão por dizer que fora um ato de inconseqüência e irresponsabilidade de Lula ele dizer que havia terrorismo no Rio de Janeiro, Muitas vezes as pessoas acham que Lula tem incontinência verbal, mas ele não bate prego sem estopa. A afirmativa dele não foi sem propósito. Às vésperas da chegada de Bush ao Brasil, alguns jornais deram um surpreendente destaque à existência de terroristas em nosso país.
Depois de não apurar a morte de cientistas brasileiros na base de Alcântara, depois de devastar e entregar a Amazônia, fica muito fácil imaginar a atitude de Lula na reunião com Bush. O presidente dos EUA nem se deu ao trabalho de manter as aparências, não discutiu a agenda com diplomatas brasileiros, pois sabe que Lula age e agirá como sue capacho, como cabeça-de-ponte dos interesses do capital financeiro na América Latina e como associado-dependente do que há de mais retrógrado nos EUA, afinal não foi em vão que Lula se formou pela CIOLS.
O alvo principal será a soberania da área de Foz do Iguaçu, rica em água salubre, produtora de energia, geograficamente estratégica; o próximo passo poderá ser a implantação de bases militares dos EUA no Brasil.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Março 05, 2007
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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