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Rabiscos e divagações

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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto.
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Rabiscos e divagações
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Agostinho Neto
"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos"
Vital Farias
"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar"
Luiz Carlos Prestes
"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim"
Paulinho da Viola
"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos"
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wDivagações e citações - Terça-feira, Fevereiro 27, 2007


O Questionário de Proust

     Em 2005, conheci pessoalmente Milton Ribeiro, acompanhado de Cláudia e dos dois filhos, passamos uma noite num restaurante em Copacabana, conversa agradável e a sensação de sermos amigos de muito tempo, tal a naturalidade de todos.
     Atualmente não tenho visitado os amigos da blogosfera como gostaria, inclusive Milton Ribeiro, coisa que lamento. Há alguns dias recebi uma mensagem dele com um questionário. Eu não gosto muito de responder questionários e enquetes, mas não pude me recusar a responder, por estima e consideração ao remetente.
     Milton Ribeiro distribuiu entre alguns amigos o questionário e publica as repostas na ordem de chegada. Como não sou viciado em e-mail, do tipo que confere compulsivamente se há nova mensagem em suas caixas de correio eletrônico, demorei a ver o questionário, por isto, mesmo tendo respondido imediatamente, onze pessoas responderam antes de mim: Fabrício Carpinejar, Theo Alves, Sandra Pontes, Luís Graça, Flávio Prada, de Lixo tipo especial, Cynthia Feitosa, Branco Leone (Albano Martins Ribeiro), César Miranda, Guga Alayon, Leila Couceiro e Marcelo Backes. Sei que depois de minhas respostas serão publicadas as de Sílvia Chueire, de eugeniainthemeadow.
     O que é o questionário? Milton explica: ¿este é um questionário clássico. Já foi respondido por muitos escritores e Proust respondeu-o duas vezes, em idades diversas e de forma inteiramente diferente. Eu o resumi um pouco, o original é imenso e eu temia que ninguém se motivasse a enfrentá-lo... Algumas perguntas são fáceis, outras são irritantes. É um jogo. A idéia veio daqui Admiro demais Roberto Bolaño (1953-2003), um gênio.¿
     As perguntas que Milton selecionou foram:
Qual é o defeito que você mais deplora nas outras pessoas?
Como gostaria de morrer?
Qual é seu estado mental mais comum?
Qual é o seu personagem de ficção preferido?
Qual é ou foi sua maior extravagância?
Qual é a pessoa viva que mais despreza?
Qual é a pessoa viva que mais admira?
Se depois de morto tivesse de voltar, em que pessoa ou coisa retornaria?
Em quais ocasiões costuma mentir?
Qual é sua idéia de felicidade perfeita?
Qual é seu maior medo?
Qual é seu maior ressentimento?
Que talento desejaria ter?
Qual é seu passatempo favorito?
Se pudesse, o que mudaria em sua família?
Qual é a manifestação mais abjeta de miséria?
Onde desejaria viver?
Qual a virtude mais exagerada socialmente?
Qual é qualidade que mais admira num ser humano?
Quando e onde você foi mais feliz?

Como expliquei a Milton, eu respondi de supetão, pois, neste tipo de questionário, ao pensarmos, perdemos a naturalidade. Querem ver minhas respostas? Elas estão no blogue de Milton Ribeiro.

Asa Branca

Recebi da ex-blogueira Áurea Chapinel a mensagem abaixo.
No dia 3 de março vai haver uma festa na Praça da Sé, comemorando os 60 anos de "Asa Branca". Pediram-me que fizesse uma estrofe em martelo agalopado,com o mote "Foi voando nas asas de Asa Branca / Que Gonzaga escreveu a sua história ".
Não quer entrar no cordel?
Haverá várias participações e todas as estrofes são de nordestinos, acho que sou a única estranha no ninho, rss...
Vou deixar aqui os meus versos, pra ver se você se anima. Caso se interesse, procure o Marco Haurélio, autor do mote proposto. Neste link verá detalhes sobre o evento, está bem?

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=24462145&tid=2516438647467330964

Tanto verde dos olhos da menina
Se espalhando no coração da gente...
É a esperança que brota novamente.
É o desejo da ave pequenina
De rever sua terra nordestina...
Esse amor não se perde na memória
E a saudade faz sua trajetória
Nos acordes que o sanfoneiro arranca.
Foi voando nas asas da Asa Branca
Que Gonzaga escreveu a sua história

Inté.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007


Da janela da minha casa

     Ao retornar do carnaval, encontrei em casa um livro com a dedicatória do autor:
     
"Manoel Carlos,
     Você, amigo de primeiras estradas, que percorremos juntos na nossa Pesqueira, cujo destino nos carregou para outras plagas, castigando a memória do tempo: a infância, as peladas, o Cristo Rei, a Praça Dom José Lopes, a família.
     Com o abraço afetuoso de pesqueirense e colega de ginásio.
     Recife, 14/02/2007.
     Fernando Almeida"

     É um livro de crônicas, muito bem escrito, para mim, ele tem um valor especial, dele brotaram evocações de minha infância, dos lugares, das pessoas, do ambiente de minha formação. A cada parágrafo que li, revivi momentos que o tempo levou, mas que Fernando resgatou, às vezes de forma cômica, outras, com ternura, sempre com leveza e precisão na reconstituição de fatos, na caracterização dos personagens tão populares em nossa época.
     Por coincidência, Gabinho, vulgo Nivaldo Burgos, me enviou algumas fotos de Pesqueira, todas elas tiradas pelo próprio Fernando Almeida. Recortei um pedaço de uma delas, no próprio computador indiquei o ponto um, a escola em que cursei o Primário e no ponto dois, o Ginásio Cristo Rei, no qual fui colega de Fernado e juntos concluímos o curso ginasial, quando então a vida nos separou, cada um seguindo caminhos diversos.
     Há mais de vinte anos eu reencontrei, rapidamente, Fernando. Era carnaval eu saía, acompanhado de Toinho Alves, do Quinteto Violado, de Olinda, íamos para a folia recifense, Fernando e Cadinha, seu irmão, o grande músico Cláudio Almeida, faziam o caminho inverso, parecia termos nos visto no dia anterior, tal a naturalidade com que conversamos, pois muita coisa solidificou a amizade entre mim e Cadinha, entre mim e Fernando.
     O tempo levou nossa Pesqueira, mas não a nossa amizade.
     Este ano, nós passamos o carnaval em Curitiba; quando involuntariamente chutei uma lata, todos presenciaram a coisa mais parecida com carnaval naquela cidade. No próximo carnaval estaremos em Pernambuco, encontraremos Fernando, Cadinha, Mário Paulo, Galego, Zé Coquita, Nadinho, Paulo Breu, Egídio, Pepe, Nacional, Leninho, Tácio Maciel, Fábio, João Neguinho, Tasso, Múcio Aciolly, Zé Carlos Freire, Eduardo Valença, Elizeu, Dumourié e tantos outros pesqueirenses para revivermos o tempo que Fernando registrou, num resgate tão importante quanto as amizades que resgataremos. Por isto, a turma de capa-gatos também será procurada: Tonho do Vale, Élson Moraes, Manoel Alexandre, Arimatéia, Negrote, Baleia, Otoniel, Pindoba, Ticaca, Garapa de Areia, Porquinho do Maranhão, Jota Cristo...

Palavras das Letras

     No carnaval, ganhei um exemplar do livro publicado pelo Departamento de Letras da Universidade de São Carlos, fruto do concurso literário realizado no ano passado, comemorativo dos dez anos do Curso de Letras daquela universidade. Foram selecionados quarenta textos, dentre eles, Mundinho e mais uns seis são muito bons, mas também há alguns não tão bem escritos. Contudo, é uma bela iniciativa e espero que se repita.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
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wDivagações e citações - Terça-feira, Fevereiro 13, 2007


Sonho de uma terça-feira gorda

          Manuel Bandeira

Eu estava contido. Os nossos dominós eram negros, e negras
eram as nossas máscaras.
Íamos, por entre a turba, com solenidade,
Bem conscientes do nosso ar lúgubre
Tão contrastado pelo sentimento de felicidade
Que nos penetrava. Um lento, suave júbilo
Que nos penetrava... Que nos penetrava como uma espada de fogo...
Como a espada de fogo que apunhalava as santas extáticas

E a impressão em meu sonho era que se estávamos
Assim de negro, assim por fora inteiramente de negro,
— Dentro de nós, ao contrário, era tudo claro e luminoso!

Era terça-feira gorda. A multidão inumerável
Burburinhava. Entre clangores da fanfarra
Passavam préstitos apoteóticos.
Eram alegorias ingênuas ao gosto popular, em cores cruas.

Iam em cima, empoleiradas, mulheres de má vida,
De peitos enormes — Vênus para caixeiros.
Figuravam deusas, — deusa disto, deusa daquilo, já tontas e seminuas.
A turba, ávida de promiscuidade,
Acotovelava-se com algazarra,
Aclamava-as com alarido
E, aqui e ali, virgens atiravam-lhe flores.

Nós caminhávamos de mãos dadas, com solenidade,
O ar lúgubre, negros, negros...
Mas dentro de nós era tudo claro e luminoso!
Nem a alegria estava ali fora de nós.
A alegria estava em nós.
Era dentro de nós que estava a alegria,
— A profunda, a silenciosa alegria...

     Considero o frevo-de-rua, Pernambuco falando para o Mundo, de Levino Ferreira, o Mestre Vivo, mentor desta música tão representativa de Pernambuco, um adequado fundo musical para este poema de Manuel Bandeira, para ouvi-lo, por favor, clicar aqui.

MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007


A blogosfera

     Já vi muita coisa escrita sobre este universo que é parte integrante da Internet. De forma simples e objetiva, a questão foi retomada numa entrevista de Sílvia Chueire publicada em Miniscente, de Luís Carmelo. Vale a pena ler, para fazê-lo, basta clicar aqui.

Música Surda

     Há mais de vinte anos eu e Antônio Jardim somos amigos. Entre amigos comuns, alguns já disseram que se surpreendem por nós não termos brigado, pois ambos temos fama de sermos brigões. Não digo que seja impossível brigar com Antônio Jardim, mas as nossas características comuns, responsáveis por nossas brigas são responsáveis por nossa amizade, pois somos muito sinceros e francos, não temos suscetibilidade e isto facilita nosso diálogo. Quando fizemos trabalho junto, sempre foi muito comum e natural um dizer para o outro, — achei isto uma merda, o outro, sem se aborrecer, perguntar — por quê? E discutíamos nossas opiniões, quando não tínhamos a mesma opinião, considerávamos o assunto pendente, cada um ia repensar o assunto e às vezes voltávamos com opiniões trocadas.
     Eu me inspirei em Antônio Jardim para escrever O diploma. Há muitas coisas que invejo em Antônio Jardim, notadamente o fato de ele ser músico. Por duas vezes ele fez parte do corpo de jurados do Concurso da Casa das Américas, em Cuba. Há poucos anos, ele criou o grupo Música Surda, sobre o qual saiu uma excelente matéria em Scene 4, trata-se de uma leitura imperdível.

Entrevista de Moacir Lopes

     Na postagem anterior há uma resposta de uma entrevista do escritor Moacir Lopes. Houve quem se interessasse pela leitura da entrevista completa. A minha intenção era postá-la aos poucos, mas disponibilizo-a integralmente para leitura, bastando clicar aqui.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007


O processo criativo na literatura

     Ao entrevistar o escritor Moacir C. Lopes, Luís Gonzaga Marchezan perguntou: — Como se estabelece seu processo criativo?
      Moacir C. Lopes respondeu: — Meu processo criativo é por vezes complicado, porque exige sempre pesquisa sobre o tema a ser explorado, afinal o autor deve estar muito consciente do que vai escrever. A primeira providência, ao estabelecer o tema, é escolher os personagens que viverão a história, e acho que cada um deles precisa ter força suficiente, cada um reforçando o outro, com características individuais. Tenho me servido de pessoas reais para transformá-las em personagens, por vezes eu encaixo minhas vivências próprias, sou eu mesmo na pele de determinado personagem, como ocorreu no meu primeiro romance, Maria de cada porto, e nos segundo e terceiro. Em segundo lugar, se a história deve ser contada na primeira pessoa ou na terceira, se a narração será no presente ou no passado, ou simultaneamente, ou fora do tempo, ou no tempo circular, como no caso de A ostra e o vento. Cada uma dessas fórmulas exige um estilo narrativo diferente. Cada livro exige uma linguagem específica, para que o autor não se repita, embora seu estilo seja pessoal. O espaço é outro fator preponderante. A narrativa na primeira pessoa requer detalhes espaciais e fluxo de consciência, por se tratar de um personagem vivendo seus próprios tempo e espaço em conjunção com outros personagens que têm seu tempo e seu espaço específicos. A narrativa no tempo presente exige maior acuidade do autor, porque ele fica mais próximo do leitor, é como se estivesse mostrando ao leitor o que está ocorrendo naquele momento em que ele lê o livro. Já o espaço é fundamental, porque o personagem se encontra em tal e qual ambiente, onde até os objetos funcionam como símbolos, com afetividade, mnemonicamente. A noite só é noite se influencia psiquicamente e tem sua finalidade na narrativa, como uma tempestade, um sorriso, uma posse sexual. Explorei ao extremo a espacialidade em outro de meus romances, Belona, latitude noite, que é a história de um navio mercante que parte de Belém com destino a Salvador e se perde na eternidade, não chega a lugar nenhum, os passageiros vão morrendo (em 1918, durante a Gripe Espanhola) e o navio se desintegrando na ferrugem. Costumo escrever cinco a seis vezes o texto até dá-lo como definitivo. A primeira versão é apenas o esboço, a última é só para cuidar da linguagem, cortar e substituir palavras, verbalizar ou adjetivar um substantivo (ex.: fulano é tratado mulhermente, fulano mulherou, estarlaremos: estaremos lá). Várias vezes comecei um romance na primeira pessoa, não deu certo, tive que mudar para a terceira. Houve personagens que cresceram demais no andamento do livro, fugiram ao meu controle, tive que refazer o texto para dar-lhe maior importância no conjunto. Outros, para quem previa importância, acabaram se perdendo, tive que eliminá-los. Dou como exemplo o personagem Capitão Lúcio, do meu romance Belona, latitude noite. De início ele era apenas um figurante no comando do navio. Lá para a terceira versão, ele fugiu ao meu controle, cresceu de tal forma que passei a dar-lhe destaque na história, a tal ponto que ele foi o personagem mais comentado na tese de doutorado de uma professora norte-americana, Winnifred H. Osta, da Universidade de Arizona, EUA.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007


Somos madeira de lei

     Em 1976 foi gravado o LP Antologia do Frevo, com a Orquestra de José Menezes. A partir da mixagem, a produção final do disco foi no estúdio da gravadora, na Barra da Tijuca, na época um bucólico e distante bairro do Rio de Janeiro. Eu acompanhei a produção final. Naquele ano, passei o Natal e o Ano Novo no Recife, para minha surpresa, Marcelo Melo, do Quinteto Violado, botou no toca-fitas do carro uma prova do disco, que ouvi emocionado enquanto cruzávamos pontes na noite recifense, feericamente iluminada.
     De volta ao Rio de Janeiro, uma semana antes do carnaval, fui hospitalizado às pressas, por causa da apendicite que resultou em septicemia. Às duas horas da madrugada, Mário Bouletreaux, Diretor de Cirurgia do IASERJ, pediu que me levassem para uma clínica, em Vaz Lobo, da qual ele era um dos sócios. Examinou-me e disse: — meu amigo, a situação é muito grave, farei o possível para salvar a sua vida; encaminhou-me para que uma enfermeira me preparasse para a cirurgia, naquele momento, quase três horas da madrugada, um rádio transmitia o programa de Adelzon Alves. A enfermeira comentou: — como alguém pode ligar um rádio tão alto numa hora destas? Não respondi, mas pensei: "pour épater le bourgeois". Exatamente quando eu estava na maca para ir ao centro cirúrgico, Adelzon anunciou o lançamento de um disco, que classificou de maravilhoso, e tocou uma faixa com três músicas de Antologia do Frevo. As músicas eram Evocação Nº 3 (Nelson Ferreira), O Bom Sebastião (Geraldo Cavalcanti) e outra que não me lembro bem qual foi, mas que evocava a infância no bairro de São José, três frevos-de-bloco dos mais nostálgicos. Não pude deixar de pensar que parecia um filme no qual o protagonista morre no fim.
     Na manhã seguinte, quando acordei, Mário me disse: — quero parabenizá-lo por duas coisas, pelo fato de estar vivo e por ter conseguido andar naquele estado.
     Tempos depois, numa conversa com Adelzon Alves, Carlos Negreiros, Haroldo de Oliveira e Procópio Mariano, contei o caso, invés das esperadas risadas eu os vi ficarem sombrios, pois certamente as crenças deles os levaram a interpretações místicas, além de minha compreensão e imaginação.

Madeira que cupim não rói - Capiba

Madeira do Rosarinho
Vem à cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original

Não vem pra fazer barulho
Vem só dizer, e com satisfação,
Queiram ou não queiram os juízes
O nosso bloco é de fato o campeão

E se aqui estamos, cantando esta canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos madeira de lei que cupim não rói


     Para ouvir o frevo-de-bloco Madeira que cupim não rói, com o Quinteto Violado, basta procurar no menu superior de Agreste - Música - Quinteto Violado - Madeira que cupim não rói, ou clicar aqui.

     Eis alguns trechos dos frevos ouvidos na ocasião de minha cirurgia.


"Cadê Mário Melo?
partiu para a eternidade
deixando em sua cidade
um manto de tristeza sem igual
foliões a nossa reverência
à sua grande ausência
no nosso carnaval
de braços para o alto
cabelos deslenhados
frevando sem parar
lá vem Mário!
Defendendo o Vassourinhas
Pão-duro e Dona Santa
Dragões e Canindés
lá vem Mário
com ele já se abraçaram
Felinto, Pedro, Guilherme e Fenelon
e no palanque sem fim lá do espaço
está Mário a bater palmas
para o frevo e para o passo"

"Quem conheceu Sebastião
de paletó na mão
e aquele seu chapéu
por certo está comigo vendo
que ele está fazendo carnaval no céu
maracatu de Dona Santa
nunca mais lhe encanta
ele já se foi
cadê o seu frevar dolente
seu andar descrente
seu bumba meu boi
ai, ai adeus, adeuas Emília
eu vou pra Brasília
ele assim falou
meu carnaval vai ser bacana
com a Mariana
ele confessou
por fim chegou a Manuela
que ele disse a ela
minha inspiração
e assim cercado de carinho
disse adeus sozinho
o bom Sebastião"


     Clicar aqui para baixar o CD de frevo-de-bloco com o Bloco Mocambinho, com as músicas:
01 - Bloco da Vitória - Nelson Ferreira
02 - Terceiro dia - José Menezes e Geraldo Costa
03 - O bom Sebastião - Getúlio Cavalcanti
04 - A dor de uma saudade - Edgard Moraes
05 - Madeira que cupim não rói - Capiba
06 - Velhos carnavais - Edgard Moraes
07 - Pára-quedista - Roberto Bazzan
08 - Evocação nº 1 - Nelson Ferreira
09 - Panorama de folião ¿ Luís de França
10 - Valores do passado - Edgard Moraes
11 - Tristeza o tempo levou - Reinaldo e Fernando Oliveira
12 - O mundo em festa - Geraldo Costa
13 - Chegou a hora - João Santiago
14 - Carnaval é isso - Arnaldo Paes de Andrade
15 - Ao som do violão - Edgard Moraes
16 - Retalho de chita - Arnaldo Paes de Andrade
17 - Baú dourado - Felinho e Os Oliveiras
18 - Chapéu de palha - Arnaldo Paes de Andrade
19 - Frevo da saudade - Nelson Ferreira e Aldemar Paiva
20 - Alegre bando - Edgard Moraes
21 - A praça é do povo - Hugo Martins
22 - Um noite de frevo no Recife - Deweet Cardoso


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007
Comentário e zombaria:




Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes
Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Parque das Emas
Goiás - Mato Grosso do Sul
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Campos do Jordão
São Paulo
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Mercado São Josá - Recife
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Pouso Alegre
Minas Gerais
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Nascente - Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Poente - Floresta da Tijuca
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Maracanã
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Niterói
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Quinta da Boa Vista
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Zona Norte
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Micos
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Igreja da Penha
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro