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Rabiscos e divagações

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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto.
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Rabiscos e divagações
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Janeiro 25, 2007


Conhecimento de causa

     Em 2005, depois de dois anos de governo, com as estradas brasileiras abandonadas, Lula usou o pretexto da emergência para contratar uma grande operação tapa-buraco; como se tratava de emergência, não houve licitação.
Dizem as más línguas que as empreiteiras construtoras são as maiores doadoras de "recursos não contabilizados", o eufemismo usado pelos lulistas para se referirem às maracutais praticadas por eles.
     Este é o ano que antecede as eleições municipais. Surpreendentemente, o Subprocurador Geral da União disse que os contratos das empreiteiras estão caros demais e que a margem de lucro das empreiteiras é igual à margem de lucro dos traficantes de drogas.
     O presidente da entidade à qual as empreiteiras são associadas declarou que os lucros das empreiteiras estão de acordo com as leis do Brasil.
Ninguém estranhou que, dois anos depois dos contratos estarem em vigor, o próprio governo denuncie o valor superfaturado. Ninguém estranhou que a renegociação de contratos se dê um ano antes das eleições municipais. Ninguém estranhou que parece ser renegociação de doações não contabilizadas. Ninguém estranhou o fato de o Subprocurador Geral conhecer a margem de lucro dos traficantes de drogas e, pelo visto, o presidente da entidade que congrega as empreiteiras também.
     Eu estranho viver em um país assim.

A vez do FGTS

     Há diversos estudos, inclusive da associação de auditores e fiscais da Receita Federal, que demonstram que a previdência social é superavitária. Antes de ser presidente, Lula confirmava os dados apresentados pelo DIESE que ratificavam esta afirmativa.
     Depois que assumiu a presidência, Lula passou a dizer que a previdência é deficitária. Há muito tempo a previdência é sangrada pelos constantes desvios de recursos.
     Agora Lula quer fazer o mesmo com o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, o FGTS, cujos recursos são depositados na Caixa Econômica Federal. Como todo banco, a Caixa também aplica os recursos nela depositados e, como todo banco, assume os riscos de lucros e prejuízos.
     Como Lula sabe que o atual investimento da nova panacéia nacional, o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, será um desperdício de recursos, resolveu transferir os riscos, considerados prejuízos certos, para os trabalhadores que são os donos dos recursos depositados na Caixa. Por que a Caixa não assume os riscos dos investimentos, como nas demais operações bancárias? Apenas duas coisas terão o crescimento acelerado pelo tal PAC: o rombo dos recursos dos trabalhadores e o lucro dos bancos.
     Lula, quando era oposicionista, resgatou o uso da palavra maracutaia, pelo visto ele tem conhecimento de causa.

Debate

     Ontem, quase cem pessoas compareceram ao excelente debate realizado no Arquivo Nacional, objeto da postagem anterior.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Janeiro 17, 2007


Preservação histórica e desenvolvimento urbanístico

     Calma pessoal! Eu não entendo do assunto o que poupará os leitores de uma postagem digressiva sobre o tema. O fato é que o Arquivo Nacional e a ACAN realizarão o primeiro ciclo de debates sobre temas ligados à memória artística e cultural do Rio de Janeiro, contando com a participação de competentes e renomados urbanistas, arquitetos e profissionais ligados à preservação da história.
     O objetivo do ciclo é possibilitar aos participantes discutirem técnicas e métodos atuais sobre a preservação histórica de documentos, monumentos e edificações e suas interferências nas transformações urbanísticas.
     Por vezes, recebemos alguns convites que não podemos recusar. No ano passado eu fui convidado para ser moderador do evento. Não fosse um convite gentil, eu poderia dizer que foi intimativo, não havia como eu contestar, muito menos recusar. Resta-me participar e convidar os amigos para comparecerem. A entrada é franca. Depois, certamente haverá uma esticada para um chope, que ninguém é de ferro.

Evento:
Ciclo de Debates sobre Preservação Histórica e Desenvolvimento Urbanístico
Data:
24/01/2007 - quarta-feira
Horário:
das 14 às 18:30h
Local:
Auditório do Arquivo Nacional - Praça da República - Centro - Rio de Janeiro
Entrada Franca
Direção dos trabalhos:
Jaime Antunes da Silva, Diretor Geral do Arquivo Nacional
Licio Araújo, Presidente da Associação Cultural do Arquivo Nacional
José dos Santos Barbosa, Presidente da Casa da Moeda do Brasil
Coordenadora do IPHAN
Luiz Paulo Conde, Secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Expositores:
Luiz Paulo Conde - Secretário Estadual de Cultura
Augusto Ivan - Secretário Municipal de Urbanismo
Alfredo Britto - Professor da Universidade Católica do RJ - PUC
Moderador:
Manoel Carlos Pinheiro, do Instituto Pereira Passos
Debatedores:
Mário Arthur, do Instituto de Arquitetos do Brasil
Mário Steinberg, do Clube de Engenharia
Comissão Organizadora:
Fernando Abelha - Diretor Cultural da ACAN
Maria Regina da Costa Duarte - Diretora Adjunta da ACAN
Saskia Radino - Diretora Adjunta da ACAN
Sidney Dias - Suporte


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Janeiro 12, 2007


O homem que desafiou o Diabo

     "
Para Manoel Carlos, pernambucano, fodão, companheiro das terças, o abraço e as homenagens de Nei Leandro". Depois de apor esta dedicatória no romance de sua autoria As Dunas Vermelhas, Lei Leandro de Castro me disse: — Manoel Carlos, devolva-me o livro que vou fazer outra dedicatória. Eu: — Por quê? Nei: — Sílvia pode ficar com raiva de mim. Eu: — de você? Nei: — sim, de mim, porque se ela ficar com raiva só de você, eu não me importo, é só um caso entre marido e mulher.
     Nei Leandro voltou a viver em Natal e parece-me que está muito feliz na capital potiguar. Quando vem ao Rio, encontramo-nos e conversamos, vê-se que ele está bem.
     Outro dia li uma notícia que alegrou, segundo o jornal, o filme sobre o livro de Nei Leandro, As pelejas de Ojuara, está pronto e será lançado em breve, com o título O homem que desafiou o Diabo. No livro, Nei resgata a Literatura de Cordel. Eu me lembro de quando Bruno Barreto começou o projeto do filme, o sofrimento de Nei com a condução do processo de filmagem até a troca do diretor, quando Moacyr Góes assumiu a direção, Nei ficou muito feliz, pois os conflitos entre o escritor e o roteirista acabaram. Pelo visto, o filme será lançado brevemente. Imagino que terá sucesso equivalente ao de O Auto da Compadecida ou de Lisbela e o prisioneiro. Provavelmente o livro será relançado, mas eu manterei a minha versão original, com uma dedicatória, digamos, mais convencional: "
Para Manoel Carlos, estas bravatas de um caboclo nordestino, com o abraço fraternal e nordestino de Nei Leandro"
     Em 26 de novembro de 2004, postei aqui mesmo no Agreste

Cuma é o nome dele?

     Carlos Drumonnd de Andrade, indagado sobre poesia erótica, respondeu que não havia, entre poetas brasileiros, a tradição de poemas eróticos, contudo, afirmou: - Há pouco tempo surgiu um poeta muito bom, eu não o conheço, mas ele publica uns poemas eróticos muito bons no Pasquim, chama-se Neil de Castro.
     Neil de Castro era o nome adotado por Nei Leandro de Castro no Pasquim. Alguém consegue imaginar a reação de Nei Leandro? Eu já o ouvi contar em minúcias este caso, com os olhos a brilharem de satisfação. Não é para menos, quem reagiria de outra forma?
     Certa vez, numa conversa com amigos, alguém citou Nei Leandro e eu disse que Moacir Lopes o considerava um bom poeta. Moacir Lopes me corrigiu: — Não. Bom escritor: bom poeta e bom romancista. As pelejas de Ojuara é um grande romance. Aliás, é bom comprá-lo agora, pois Bruno Barreto comprou os direitos e produzirá o filme, com direção de Moacyr Góes. Além de ficar mais caro, certamente uma nova edição sofrerá a influência do filme. Eu, por exemplo, prefiro a antiga edição de Olga, que tenho em casa, à atual com a foto da bela atriz na capa.
     Há uma polêmica envolvendo Nei Leandro. Segundo as más línguas, ele ajudou o amigo Moacy Cirne a criar o mítico Chico Doido de Caicó. Ambos negam a acusação e garantem que Chico Doido, em carne e osso, conservado em álcool, vivia entre o Doradinho e o Tangará, ali na Rua Álvaro Alvim, na Cinelândia.
     Diversas vezes já me atrevi a falar de Moacy Cirne e Moacir C. Lopes aqui em Agreste. Se bem que, como Nei Leandro, eles dispensam apresentação. Moacy Cirne ganhou o prêmio da Casa das Américas de Cuba. Entre os admiradores confessos de Moacir Lopes podemos citar Jorge Amado, Câmara Cascudo, Raquel de Queiroz, Alceu de Amoroso Lima, Pachoal Carlos Magno....

O romancista do mar

     Hoje às 16 horas, será a avant-première de "Moacir C. Lopes - O romancista do mar", documentário que tem direção e roteiro de Luís Alves, o qual apresenta entrevista com o romancista, depoimentos e imagens sobre temas dos romances. Após a apresentação haverá um coquetel.
Local: Rua da Candelária, 9 - subsolo
Horário: 16 horas
Data: 12/01/2007
Entrada gratuita


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Janeiro 08, 2007


O relatório enterrado

     Tali Fahima tem trinta anos de idade, é judia, israelense, sempre foi eleitora do ultradireitista partido Likud. Em 2003, a segunda Intifada desencadeou uma onda de atentados em territórios israelenses. E Tali era um alvo perfeito, ela mesma sentia-se como tal, sem entender as motivações dos palestinos.
     Quando o conheci, Khazmen era quase cego. Jamais perguntei se a cegueira dele era congênita ou adquirida. Eu suspeitava que era fruto do que chamamos de causa externa. Como jamais perguntei, ele nunca me disse. Certo dia ele me convidou para almoçar num tradicional restaurante árabe. Não ficamos na parte destinada aos clientes, fomos para uma parte atrás da área de serviço, a nós se juntaram o dono do restaurante e um padre (católico) que fazia parte do comando da OLP. Ao fim do almoço, Khazmen ofereceu-me alguns doces para minhas filhas e uns utensílios palestinos. Pareceu-me uma despedida e foi a última vez que o vi. Não sei se Khazmen ainda vive, pouco tempo depois de nossa despedida, começou a primeira Intifada na Palestina. Crianças enfrentaram, com pedras, um dos mais bem armados exércitos do Mundo, o de Israel. Eu costumava brincar ao dizer que, desprovido da visão, Khazmen via longe, pois era um estrategista e talvez tenha ido à sua terra natal para ser um dos organizadores do movimento de resistência à ocupação.
     A segunda Intifada, muitos anos depois, usou outros métodos. Bombas explodiram em locais públicos em cidades israelenses. Tali Fahima não entendia as causas e, por curiosidade, procurou descobrir. Afinal, o que poderia ser tão importante a ponto de fazê-la temer pegar um ônibus para ir ao trabalho, sendo ela uma simples secretária de um escritório de advocacia em Tel Aviv? Em sua busca, a partir de um número de telefone dado por um amigo jornalista, Tali Fahima fez contato com Zacaria Zubeibe, palestino, casado, pai de dois filhos e líder da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa. Tornaram-se amigos, cada um procurando entender o ponto de vista do outro, pois eles têm a mesma idade, mas realidades completamente diferentes.
     Até início do século passado, não seria considerada anormal a amizade entre muçulmanos e judeus nascidos na Palestina. Onde atualmente é Tel Aviv existia uma cidade árabe na qual havia liberdade religiosa. Como havia em Toledo, durante o califado de Córdoba, até a retomada da cidade pelos católicos, em 25 de maio de 1085, quando se iniciaram as perseguições religiosas.
     Em 17 de setembro de 1948, o sueco Conde Folke Bernadotte foi assassinado em Jerusalém. Ele representava as Nações Unidas e elaborou um relatório no qual condenou as ações sionistas, consideradas por ele como atos de genocídio. Os israelenses assassinaram o Conde de Bernadotte e o relatório por ele elaborado acompanhou-o ao túmulo. Desde então não cessaram as denúncias de genocídio, de torturas, de desrespeito aos direitos humanos. Nenhuma sanção foi aplicada ao governo de Israel, o qual tem bomba atômica e pode começar a destruição da vida humana no planeta. Os sonhos de uma Palestina unida estão enterrados com o relatório do Conde Bernadotte.
     Tali Fahima foi presa pelos serviços de segurança de Israel e se recusou a se tornar espiã israelense, por isto foi condenada e presa por mais de dois anos e meio, submetida a maus-tratos, pressionada, tratada como um monstro. Mesmo desconhecendo Filosofia do Samba, de Candeia, Tali Fahima descobriu que a verdade tem mais de uma interpretação. Atualmente ela denuncia torturas e massacres praticados pelo governo do seu país. Que o sentimento e a força de Tali Fahima nos anime em 2007 para que lutemos por uma sociedade livre e justa.

Entrevista com Mia Couto

     Em 2006 Mia Couto esteve no Brasil e foi entrevistado em rádio, na TV e em jornais. Aqui mesmo já reproduzi alguma coisa sobre a passagem dele pelo Brasil. A seguir, em três blocos, a entrevista feita pelas professoras da USP, Universidade de São Paulo, Rita Chaves e Tânia Macedo, em 14 de agosto de 2006. No início, o programa apresenta uma homenagem ao professor e crítico literário João Alexandre Barbosa.

Primeiro Bloco - Duração aproximada: 22 minutos
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Segundo Bloco - Duração aproximada: 20 minutos
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Terceiro Bloco - Duração aproximada: 17 minutos
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     A entrevista é excelente. Mesmo a parte inicial, que não é dedicada a Mia Couto. A lamentar apenas o desconhecimento nosso de música africana em geral e moçambicana em especial. Por mais que eu goste de Bonga, e gosto muito, é um erro grave tocá-lo, sendo ele angolano, como fundo musical de uma entrevista com um moçambicano. Além do excelente Bonga, tocou-se música cabo-verdiana, muito boa, mesmo assim não moçambicana, nem uma marrabenta... Será que na USP não há um disco de Alexandre Langa? Apenas para citar um músico moçambicano consagrado. Alguém imaginaria, por exemplo, uma entrevista numa rádio moçambicana, com um romancista brasileiro, tendo como fundo musical Dulce Pontes, Zeca Afonso ou Amália Rodrigues? Parece o tipo de coisa objeto das constantes críticas de Mia Couto, a africanização do escritor, não como um processo ou uma abordagem a partir da realidade cultural do escritor, mas como um nivelamento automático, como se todos africanos fossem iguais e como se o valor de escritor estivesse no fato de ele ser africano e não no fato de escrever bem.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Janeiro 03, 2007


Esperança

     Na quarta-feira entre o Natal e o Ano Novo, eu me encontrei com Galego, um amigo de infância que é professor de Literatura da Universidade Federal da Paraíba e está de férias no Rio de Janeiro. Bebermos um café, no En Passant, localizado numa galeria na Rua do Catete. Quando saíamos de lá, a mocinha que nos atendeu me chamou: — senhor, por favor! Voltei e ela me perguntou: — o senhor esteve aqui no sábado, com sua esposa? Pensei rapidamente e lembrei-me de que fui lá com Sílvia e minha filha Luana, após beber um café, Sílvia saiu antes de nós e, pouco depois, nos encontrou à saída da galeria. Respondi afirmativamente enquanto tentava me lembrar de alguma coisa que pudesse ter chamado a atenção da atendente. Ela: — a sua esposa pagou a conta e a minha colega que recebeu saiu um pouco e o senhor pagou outra vez, então precisamos devolver-lhe dez reais e quarenta centavos.
     No Natal recebi presentes e mensagens carinhosos que muito me alegraram, mas a atitude das atendentes do En Passant me surpreendeu e comoveu, pois vivemos num país em que o Presidente da República, ao se referir aos crimes praticados por ele e seus asseclas, diz que "todo mundo faz" e que "ninguém neste país tem moral para discutir ética comigo". Estou habituado a devolver troco dado a mais, mas confesso que foi comovente receber um dinheiro pago a mais, quatro dias depois, de atendentes de um café que quase não freqüento. Apesar do péssimo exemplo dado pelos nossos dirigentes ainda encontramos pessoas sérias e honestas. Isto renova a minha esperança na nossa capacidade de transformarmos o mundo, melhorando-o.

Esculhambação

     Desde que foi instituída a reeleição para cargos executivos no Brasil, prefeitos, governadores e presidentes usam desavergonhadamente a máquina pública na campanha eleitoral, algumas vezes o fazem com artifícios para se aproveitarem das brechas legais. É a demonstração de que nem tudo que é legal é moral ou ético. De qualquer forma, os mandatos são desvinculados entre si. Por isto, é um despropósito, verdadeiro escárnio, o candidato do "deixe o homem trabalhar" começar o mandato tirando férias, às quais ele não faz jus.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
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Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
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Parque das Emas
Goiás - Mato Grosso do Sul
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Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
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Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
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Campos do Jordão
São Paulo
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Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
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Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
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Mercado São Josá - Recife
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Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
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Pouso Alegre
Minas Gerais
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Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
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Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
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Nascente - Pão-de-Açúcar
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Niterói
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Zona Norte
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Santa Tereza
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Vista de Casa
Santa Tereza
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Vista de Casa
Santa Tereza
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Santa Tereza
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