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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos e um neto. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Terça-feira, Novembro 28, 2006 |
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Roteiro de férias
Tenho trabalhado demais, nem tempo tenho para dedicar atenção ao meu universo bloguístico, então penso, ou melhor, sonho em viajar de férias, como é comum neste período neste período. Sugestão de roteiro é que não falta, vejam, por exemplo, o que me sugeriu um amigo, numa possível viagem a Moçambique.
Quanto ao roteiro em Moçambique tudo depende do que as pessoas procuram e do tempo que dispõem:
- Praias?
- Vida animal selvagem?
- Montanha?
- Arquitetura tradicional portuguesa?
- Cultura moçambicana?
- Tudo isto?
O roteiro mais tradicional será o seguinte:
1º dia e 2º dia - chegada a Maputo - visita a:
Fortaleza
Caminhos de Ferro (aproveitem que há um jazz point do Ricardo Rangel - fotógrafo)
Catedral
Centro cultural franco-moçambicano (Casa de Ferro) onde se promovem com regularidade exposições de arte (pintura, cerâmica, escultura, etc.)
Feira de artesanato na Praça 7 de Março
Mercado Central
Casa do pintor Malangatana
Museu Nacional de Arte
Museu de História Natural (o qual apesar de estar bastante degradado tem a única coleção existente no mundo da gestação completa de fetos de elefante e um grande mural pintado pelo Malangatana)
(Não sei se ainda é recomendável uma ida ao Xipamanine...)
Podem ir ainda até à Barragem dos Pequenos Libombos e depois dar um salto à Namaacha, zona de montanha, na fronteira com a Suazilândia, ou então visitar o Krueger Park, um dos maiores parques de vida selvagem da região, que neste momento ocupa uma área partilhada em Moçambique, África do Sul e Zimbabwe.
3º e 4º dia - visita às praias do sul
Ponta do Ouro, fronteira com a África do Sul
Ponta Malongane
5º dia até 12º dia - começam a subir a costa para norte
Marracuene
Matalana (onde o Malangatana tem um Centro Cultural)
Macaneta
Bilene
Zongoene
Xai-Xai
Tofo
Tofinho
Inhambane
Se tiverem tempo e disponibilidade para viagens internas de avião:
Beira - Parque Nacional da Gorongosa
Vilanculos - Bazaruto
Pemba e Ilha de Moçambique
No regresso para descansarem, passem um fim de semana na Inhaca, aproveitando para observarem tartarugas marinhas e golfinhos, mergulharem na zona dos recifes de coral, fazerem um piquenique na Ilha dos Portugueses e visitarem a Estação de Biologia Marítima, onde o escritor Mia Couto também trabalha.
Se tiverem sorte pode ser que estejam em cartaz espectáculos de teatro da companhia Txova Xita Duma (empurra que ele pega) e da Companhia Nacional de Canto e Dança. Pode ser que também se faça algum lançamento de livros de novos poetas e contistas onde estarão certamente presentes Mia Couto, Calane da Silva, Ricardo Rangel, de entre outros.
Xipamanine é um mercado suburbano de Maputo. Senti falta de roteiros em Maputo, como a Costa do Sol, na qual todo cuidado é pouco, pois os portugueses tentaram criar uma barreira parecida com os corais em Boa Viagem, no Recife, mas o resultado é que o local virou um verdadeiro aquário de reprodução de tubarões. Ainda em Maputo, uma boa opção (antigmente) era atravessar a bía e visitar a Ilha de Catembe. A froteira com a Suazilândia é realmente magnífica, o hotel de lá é muito bom, como també era excelente o hotel em Bilene. Por falar em hotel, em Maputo, os dois melhores eram o Polana e o Cardoso, neles me senti tão bem quanto no Hotti Hotel, em Bissau, e no Panorama Hotel, em Luanda, certamente há novos hotéis por lá.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Novembro 28, 2006
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wDivagações e citações - Sábado, Novembro 18, 2006 |
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Rio Estudos
Até o início do Século XX, a Cidade do Rio de Janeiro era conhecida como Cidade da Morte ou Cemitério dos Europeus. Em duas Administrações, Pereira Passos (1902 a 1906) e Souza Aguiar (1906 a 1909), a Cidade do Rio se transformou a ponto de, em 1908, Coelho Netto, numa crônica publicada no jornal A Notícia, chamá-la de Cidade Maravilhosa.
Este ano, no dia 29 de agosto, em comemoração ao 160º aniversário de nascimento de Pereira Passos, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou um encarte de oito páginas com um artigo meu e de Renato Fialho, com uma síntese da vida e da obra de Pereira Passos; no dia 16 de novembro, em comemoração ao centenário da posse de Souza Aguiar, o Diário Oficial publicou outro encarte, também de oito páginas, com um artigo meu sobre a vida e a obra de Souza Aguiar.
Para ler o Rio Estudos 221, Pereira Passos - Vida e Obra, por favor, clicar aqui.
Para ler o Rio Estudos 230, Souza Aguiar - Vida e Obra, por favor, clicar aqui.
Teoria e prática
Não sei o que é mais assustador: as pessoas apoiarem Lula por acreditarem no que ele diz, ou por concordarem com o que ele faz.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sábado, Novembro 18, 2006
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Novembro 13, 2006 |
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Distração
Na sexta-feira, eu me distraí, o que é uma coisa muito comum. Por ter que entregar um trabalho, eu o revisei, repetidas vezes, com atenção; absorto, eu me esqueci de almoçar. Quando me dei conta, quase às três horas, resolvi fazer um lanche; no caminho, eu me lembrei do professor Sidrack Holanda, Catedrático de Física da Universidade Federal de Pernambuco e professor de Matemática em alguns dos mais afamados colégios da capital pernambucana.
Certo dia, à entrada do Colégio Americano Batista do Recife, alguns alunos pediram ao professor Sidrack que os ajudasse a resolverem um problema muito bem elaborado; gentilmente o professor concordou e se empolgou nas explicações da montagem da solução; ao terminar, os alunos agradeceram e se despediram, então o professor os chamou e perguntou: — por favor, me digam uma coisa: eu estava entrando ou saindo do colégio? Um pouco surpresos, os alunos responderam: — entrando, professor. E o professor: — ótimo, então já almocei.
Eu andava, feito maluco, rindo sozinho de minhas lembranças, e encontrei Sérgio Besserman. Quando nos conhecemos, Besserman era presidente do Diretório Central dos Estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; depois disto, ele foi presidente do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e é presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, da Cidade do Rio de Janeiro, mas ninguém o conhece por isto, o que o tornou conhecido foi ser irmão de Bussunda.
Na sexta-feira, quando nos encontramos, Besserman vinha com um guarda-chuva fechado na mão esquerda e um jornal na mão direita. Ao se aproximar de mim, eu me dei conta de que ele, para se proteger da chuva, tentava cobrir a cabeça com o jornal.
Às vezes, perco o amigo, jamais a piada, então disse: — um rapaz tão enxuto, usar guarda-chuva, pra quê? Sérgio riu, me cumprimentou e disse: — rapaz! Eu estava aqui reclamando da chuva, esquecido de que tinha trazido guarda-chuva.
Convite
A Livraria Museu da República reabriu mais ampla e agradável. Na inauguração das novas instalações, alguns escritores autografarão seus livros à venda na livraria, dentre eles, os amigos Arnaldo Mourthé e Moacir C. Lopes.
Evento: inauguração da Livraria Museu da República
Data: 16 de novembro de 2006 - quinta-feira
Horário: a partir das 18h30
Local: Rua do Catete, 153
Catete - Rio de Janeiro
Autores que já confirmaram presença: Aldemar d'Abreu Pereira, Antonio Olinto, Arnaldo Mourthé, Eulália Junqueira, Eliane Meadows, Israel Beloch, Laura Reis fagundes, Luzia de Maria, Moacir C. Lopes, Reynaldo Valinho Alvarez e Ronald Barata.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Novembro 13, 2006
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Novembro 08, 2006 |
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Julgamentos
10 de dezembro de 1901, Suécia
Alfred Nobel fez fortuna com a invenção da dinamite e resolveu incentivar a produção intelectual com a criação de um prêmio anual. Em 10 de dezembro de 1901, foi anunciada a criação do prêmio que teria como primeiros ganhadores: Emil von Behreng, de Medicina; Henri Dunant e Fréderic Passy, da Paz; Jacobus Henricus van't Hoff, de Química; Sully Prudhomme, de Literatura; e Wilhelm Röntgen, de Física. Anualmente, uma comissão julgará quem merecerá receber o chamado Prêmio Nobel.
1 de dezembro de 1902, Rio de Janeiro
Euclides da Cunha encontrou oitenta erros de português no livro Os Sertões, impresso pela Livraria Laemmert, com a tiragem de mil exemplares, paga pelo autor com dois meses do seu salário. Por causa dos erros encontrados, envergonhado, Euclides julgou mais apropriado não comparecer ao lançamento do livro. Escrito em estilo jornalístico, o livro contradiz a versão oficial e julga a ação do Exército um ato criminoso, um genocídio. Ao contrário do autor, a crítica especializada aprovou o livro, segundo Sylvio Romero, Euclides "se deitou obscuro e acordou célebre, com a publicação de Os Sertões".
18 de junho de 1903, Suíça
Benito Mussolini, pacato professor italiano de escola primária, há um ano estuda na Universidade de Lausanne e trabalha como pedreiro nas horas vagas. Hoje, ele foi fichado pela polícia da Suíça como agitador, ele foi acusado de freqüentar círculos revolucionários, nos quais lê e discute obras de autores subversivos, como Karl Marx.
15 de novembro de 1904, Rio de Janeiro
"Assim como o Direito veda ao poder humano invadir-nos a consciência, assim lhe veda transpor-nos a epiderme", esta foi a manifestação do senador Ruy Barbosa que julgou legítima a reação da população à campanha de vacinação obrigatória contra a varíola. No ano passado, mais de seiscentas pessoas morreram vitimadas pela varíola. Os casos registrados este ano, não passam de trinta e nove. A revolta durou cinco dias e só foi debelada com a decretação do estado de sítio. Saldo dos confrontos: 30 mortos, 945 presos, dentre os quais 454 deportados para o Acre e 7 estrangeiros extraditados.
22 de janeiro de 1905, Rússia
O padre ortodoxo russo Gregori Gapone julgou necessário organizar uma passeata pacífica até o Palácio de Inverso, em São Petersburgo para entregar ao czar Nicolau II uma petição, assinada por cento e trinta e cinco mil trabalhadores, na qual reivindicam reforma agrária, tolerância religiosa, fim da censura e participação de representantes do povo no governo. Algumas testemunhas julgam que trinta mil pessoas participaram da passeata, outras julgam que participaram duzentas mil pessoas. O grão-duque Sergei Alexandrovitch julgou que os manifestantes não poderiam se aproximar do palácio e ordenou que a guarda do czar disparasse contra a multidão, matando cerca de mil manifestantes. Atualmente há quatrocentos mil trabalhadores em greve, na Rússia, e os bolcheviques julgam que, depois do Domingo Sangrento, este número atingirá dois milhões e meio, criando as condições para a derrubada do sanguinário regime.
12 de junho de 1906, Paris
Há doze anos, o capitão Alfred Dreyfus foi condenado à prisão perpétua, acusado de passar informações secretas aos alemães. O capitão se declarou inocente e seus familiares julgaram a condenação injusta, desde então desencadearam uma campanha pela libertação do capitão Dreyfus. Émile Zola, em solidariedade ao capitão escreveu uma carta aberta ao presidente da República, J'accuse, publicada no jornal L'Aurore. Hoje, a Corte de Cassação, ao comprovar que a condenação foi baseada em documentos falsificados, anulou a condenação. O capitão Alfred Dreyfus foi reintegrado ao Exército da França e foi condecorado com a Légion d'Honeur.
julho de 1907, Paris
Diversos artistas, dentre eles Georges Braque e André Lhote, julgam oportuna a adesão ao novo estilo de pintar, lançado este mês pelo pintor espanhol Pablo Picasso, ao concluir a pintura do quadro Les Demoiselles d'Avignon. O novo estilo tem sido chamado de cubismo e representa uma ruptura de Picasso com o impressionismo. Em Les Demoiselles d'Avignon, Picasso representa cinco mulheres nuas, cujas formas humanas são decompostas em traços de aparência geométrica. Neste quadro, Picasso também rompe com as leis da perspectiva, pois quem observa a tela percebe que as figuras nela retratadas são mostradas como se fossem observadas, simultaneamente, por vários ângulos.
11 de agosto de 1908, Rio de Janeiro
Abertura da Exposição Nacional, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. O governo do Presidente Affonso Penna julgou estratégico realizar a exposição, em comemoração ao Centenário da Abertura dos Portos. Os objetivos são: fazer um inventário da economia do país e apresentar a nova Capital da República aos que a visitam. Desta forma, o Presidente Affonso Penna pretende atrair turistas e investimentos estrangeiros. Por conta das reformas, urbana e sanitária, realizadas, o Rio de Janeiro passou a ser uma cidade moderna, com grandes avenidas e belos prédios. Anteriormente o Rio era conhecido como Cidade da Morte. Coelho Netto, em crônica publicada em A Notícia, fez o primeiro registro escrito da nova denominação do Rio: Cidade Maravilhosa.
22 de abril de 1909, Rio de Janeiro
O cientista Carlos Chagas, 30 anos, afirmou em comunicado: "saibam todos que o inseto conhecido por barbeiro ou chupão, encontrado nas casas de pau-a-pique dos sertanejos do Brasil, é portador de um parasita que causa febre, anemia, cardiopatias e aumento de gânglios". Além desta descoberta, Carlos Chagas identificou o parasita que batizou de Trypanosoma cruzi, no que julgou uma homenagem ao sanitarista Oswaldo Cruz. O povo julga que Carlos Chagas também merece ser homenageado e batizou o conjunto de sintomas de Doença de Chagas.
26 de novembro de 1910, Rio de Janeiro
Oficiais da elitista Marinha do Brasil julgam prazeroso, ao fim do dia, sentarem em suas cadeiras e assistirem à aplicação de castigos corporais aos soldados. Os marujos julgaram que uma rebelião era necessária e, liderados por João Cândido, apelidado de Almirante Negro, pela sua perícia no comando da frota, dominaram os navios Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Deodoro, cujas armas foram apontadas para a Capital da República. Alguns abastados e assustados cariocas julgaram mais prudente se retirarem para Petrópolis. Após serem anistiados e ser revogada a lei que permitia os castigos corporais, os rebelados entregaram a frota, após cinco dias de revolta. O Almirante Alexandrino julgaria uma indignidade o descumprimento do acordo por parte do governo e renunciaria ao cargo de Ministro da Marinha, o Marechal Hermes, Presidente da República, julgaria necessário prender, torturar e matar quase todos os marujos rebelados.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Novembro 08, 2006
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Novembro 02, 2006 |
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Teorias conspiratórias
Durante muito tempo eu fui chamado de louco por não acreditar, pelos indícios disponíveis, que a morte de Samora Machel fora acidental. Não me conforta ver a notícia que transcrevo a seguir, apenas me angustia ver que tudo continua e quem desconfia ainda é considerado louco.
"Eu matei Samora"
Maria Pons, correspondente em Joanesburgo
Um ex-agente dos serviços secretos militares do antigo regime sul-africano do «apartheid» assumiu publicamente ter estado envolvido na morte de Machel.
Numa entrevista exclusiva publicada pelo semanário «Sowetan Sunday World», o ex-agente afirmou que participou nos planos que causaram a morte, em Outubro de 1986, num desastre de avião, ao antigo Presidente moçambicano, Samora Machel, bem como a outras 33 pessoas.Hans Louw, um assassino profissional ao serviço do Civil operation Bureau (CCB), um departamento de operações especiais daqueles serviços secretos, concedeu a entrevista na prisão, onde se encontra desde 1997, a cumprir uma pena de 22 anos, por ter morto um membro da mafia grega.
Ele e um outro agente são acusados de outros seis homicídios e 70 tentativas de homicídio. Louw afirma que a morte de Machel não resultou de um acidente e que não foi por acaso que o avião em que este seguia, um Tupolev de fabrico soviético vindo de Lusaca (Zâmbia) em direcção a Maputo, caiu nas colinas em Mbuzini, perto da fronteira sul-africana com Moçambique. "Eu fazia parte da equipa de reserva, armada com mísseis terra-ar, que seriam utilizados caso o primeiro plano falhasse", disse Louw, que afirma ter também colaborado nos relatórios e trâmites burocráticos da morte de Machel.Segundo o ex-agente, havia um plano A, que devia desviar o Tupolev da sua rota por meio da emissão de falsos sinais de rádio, o que efectivamente aconteceu. Crente de que estava a baixar em direcção a Maputo, o piloto russo conduziu, de facto, o avião para território sul-africano, onde acabou por despenhar-se nas montanhas de Lebombo, na região de Mbuzini.
Louw acusa os serviços secretos militares do regime do «apartheid», a que pertencia na época, de terem emitido os falsos sinais. O mesmo método, denunciou Louw, teria depois servido para abater um avião militar angolano em 1989. Em 1987, uma comissão de investigação sul-africana declarou que o desastre se devia a um erro do piloto, que também morreu no desastre.
Depois do fim do «apartheid», também a Comissão para a Verdade e Reconciliação investigou o desastre, mas não publicou os resultados. Nessa altura, apurou-se que a causa do acidente foi, efectivamente, a emissão de falsos sinais. A pedido de Graça Machel e Nelson Mandela, a morte de Samora Machel está agora a ser investigada pela equipa especial de investigações «The Scorpions».
Louw confessou ainda que no princípio dos anos 90 distribuiu armas para semear violência nos comboios interurbanos no Rand oriental próximo de Joanesburgo, com armas provenientes de Moçambique. Depois de se demitir das forças especiais, foi mercenário em Angola e na Serra Leoa com a empresa sul-africana Executive Outcomes, oficialmente dissolvida em 1998, mas que continua a actuar sob outros nomes. E disse que estava arrependido do seu "passado sangrento" e que, por isso, queria "pôr tudo em pratos limpos". As suas revelações são apenas a ponta do icebergue.
Em: http://www.news24.com/News24/South_Africa/News/0,,2-7-1442_1306248,00.html
Epitáfios - Domínio Público
Espírita: voltarei logo.
Psicanalista: a eternidade é um complexo de superioridade mal resolvido.
Internauta: www.aquijaz.com.br
Agrônomo: favor regar o solo com Neguvon, evita vermes.
Alcoólatra: enfim, sóbrio.
Arqueólogo: enfim, fóssil.
Viciado: enfim, pó.
Assistente Social: alguém aí, me ajude!
Surfista: fui!
Cartunista: partiu sem deixar traços.
Delegado: tá olhando o quê? circulando, circulando...
Ecologista: entrei em extinção.
Enólogo: cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma formol que denota a presença de microorganismos diversos.
Burocrata: é no túmulo ao lado.
Garanhão: rígido, como sempre.
Gay: virei purpurina.
Herói: corri para o lado errado.
Hipocondríaco: eu não disse que estava doente?
Humorista: esta situação não tem a menor graça.
Jangadeiro diabético: foi doce morrer no mar.
Comerciante hebreu: quem ficou tomando conta da loja?
Pessimista: aposto que está fazendo o maior frio no inferno.
Otimista: no céu, com minha mãe estarei.
Prostituta: agora só a terra vai comer.
Dercy Gonçalves: puta que pariu! Até que enfim.
Corintiano: melhor aqui do que na segundona.
Lula: pela primeira vez na História deste país, eu não sabia de nada.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Novembro 02, 2006
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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