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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Setembro 25, 2006 |
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O homem que não calcula
Há muito tempo eu tenho vontade de processar, por charlatanice, os órgãos responsáveis pela certificação de psicólogos, a começar pelos pernambucanos; afinal de contas, foi graças a testes psicotécnicos, elaborados e aplicados por eles, que me encontro quase à beira da loucura.
Quando eu era criança, as minhas principais esquisitices eram relacionadas à minha imaginação. Muita gente não entendia como eu podia ficar tanto tempo imóvel olhando para a lua, ou apreciando um mapa. O que os adultos não sabiam é que, nestas ocasiões, eu viajava, virtualmente, no espaço e, até mesmo, no tempo. Inúmeras vezes eu me vi na Idade Média ou no futuro, percorria todos os estados brasileiros e me aventurava em outros mundos também.
Ah! Havia outra esquisitice: ao contrário da maioria das crianças, eu gostava de resolver problemas aritméticos. Em um tanque com tantos litros d¿água a entrada é por duas torneiras, uma com tal vazão outra com tal vazão, mas há uma saída com tal vazão, se o tanque com tal capacidade tem tantos litros, em quanto tempo ele ficará completamente cheio? Numa fazenda há galinhas, porcos e bois, se há tantas pernas, tantas cabeças e tantos chifres (todos bois têm chifres), quantos são as galinhas, os porcos e os bois? Eu os resolvia não apenas com facilidade, mas com alegria. Certa vez, fiquei muito feliz quando me deram um problema para resolver: há doze bolas iguais, mas uma delas tem peso diferente das demais, usando uma balança de dois pratos, em três pesagens determine qual a bola que tem peso diferente, e se ela é mais leve ou mais pesada que cada uma das outras.
Antes de concluir o curso primário, equivalente ao atual primeiro segmento do ensino fundamental, todos diziam que eu deveria estudar alguma coisa relacionada à Matemática. Eu não tinha certeza, pois gostava de Matemática tanto quanto gostava de Estudos Sociais. Já na universidade é que fui definitivamente iludido. Eu fiz um concurso para o SERPRO, Serviço Federal de Processamento de Dados, e havia três baterias de testes, evidentemente elaborados e aplicados por psicólogos. Em tese os testes mediriam a Inteligência Geral, o Raciocínio Abstrato e o Raciocínio Matemático, não mediriam conhecimento. Eu fui aprovado. Depois disto, fiz três outros concursos que também pretensamente avaliavam as mesmas coisas e também fui aprovado. A partir de então, com o aval de psicólogos, passei a me considerar um indivíduo com raciocínio matemático, mas tudo não passou de um engodo. Se antes eu me divertia resolvendo problemas aritméticos e isto me deu a falsa impressão de ter algum raciocínio matemático, era um problema meu, mas depois dos testes, passou a ser um problema entre mim e os psicólogos que me enganaram, charlatães!
Atualmente eu posso provar que jamais tive raciocínio aritmético, pois ele tem a ver com as coisas da vida e não com missionários e canibais atravessando um rio numa hipotética canoa, com viagens limitadas.
Outro dia eu me surpreendi sem entender algumas contas elementares: devido à inexplicável relação com Marcos Valério, até Lula reconheceu que o PT devia dezenas de milhões de reais, por conta disto, o ¿partido dos trabalhadores¿ fez uma campanha nacional para angariar fundos e quitar as dívidas, cuja arrecadação foi de cerca de meio milhão de reais; por obra divina, o TSE, Tribunal Superior Eleitoral, não bloqueou o fundo partidário do PT e deveria se aplicasse a legislação em vigor, pois, como até o presidente Lula, que nada sabe, afirmou, o PT fez ¿caixa dois¿. Os recursos do fundo partidário, segundo declarações dos próprios dirigentes petistas, não cobriam as despesas mensais. Pois não é que o PT, gastando muito dinheiro em riquíssimas campanhas, conseguiu quase dois milhões de reais para a compra de uma entrevista, amparada em um dossiê fajuto, para ser publicada nas principais revistas brasileiras? Eu não sei fazer contas! Malditos psicólogos!
Eu gosto muito de beber café expresso e pago, no mínimo, dois reais por cada cafezinho que bebo, muito mais do que Henrique Meirelles pagou por uma imensa fazenda de café e gado na região serrana do Estado do Rio de Janeiro; houve gente, como eu, que não sabe fazer conta, entre os metidos a calculistas havia promotores e auditores fiscais que quiseram processar Henrique Meirelles, mas Lula imediatamente deu status de ministro ao presidente do Banco Central e ele não pode mais ser processado, pois dependeria da autorização do Supremo Tribunal Federal. Mais uma vez, eu me enrolei tentando calcular o preço de cada hectare de terra, das benfeitorias, do cafezal e do gado, mas conclui o que deveria saber há muito tempo: não sei fazer contas! Malditos psicólogos!
Eu fui ler as declarações de rendimentos dos candidatos à Presidência e fiquei surpreso com a pequena fortuna declarada por Lula, pois mesmo com a aposentadoria especial irregular que ele obteve de FHC, nas minhas contas, se ele não gastasse um centavo, a diferença entre o valor declarado em 2006, em relação ao valor declarado em 1989, seria maior do que tudo que ele recebeu no período. Eu não disse que não sei fazer contas? Malditos psicólogos!
Creio que só há uma coisa tão grande quanto a minha incapacidade de lidar com a aritmética: minha teimosia. Eu teimei em tentar fazer contas. Tentei somar todo o dinheiro distribuído pelo mensalão, mas, mais uma vez, me enrolei entre somas e subtrações. Para as minhas contas darem certo, o dinheiro precisaria brotar em árvore ou vir do governo Lula, conclui que não sei fazer contas, malditos psicólogos!
Teimei em equacionar os valores roubados pelas máfias de vampiros e sanguessugas, mas continuei sem fechar as contas, outra vez eu precisaria de um artifício: que o dinheiro tivesse se originado no Poder Executivo. Meus cálculos não batem, malditos psicólogos!
Em três dias, um pobre caseiro, filho bastardo, recebeu do pai, um empresário, um dinheiro superior a dez mil reais. Por acaso, este caseiro cuidava de uma mansão em Brasília ao lado da qual funcionava um prostíbulo de luxo, onde empresários e figuras do primeiro escalão do governo Lula se reuniam e tratavam de negócios. O tal caseiro afirmou que viu o ex-ministro da Fazenda ir, várias vezes, à casa vizinha. Em poucas horas, o COAF, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, conseguiu rastrear toda a movimentação do dinheiro que o pai depositou na conta do caseiro, mas não consegue, em três semanas, rastrear a movimentação do tal dinheiro para a recente compra do dossiê. Além disto, na ocasião, dizia-se que o ministro não podia ser investigado, pois a vida familiar dele poderia ser atingida; as vidas do caseiro e do pai dele foram expostas por algo que eles não fizeram, neste caso errei duas vezes: no cálculo do tempo de rastreamento e na avaliação dos danos morais. Quem me mandou fazer cálculos? Malditos psicólogos!
Resolvi fazer o último esforço para me reconciliar com a aritmética. Não conheço uma pessoa que, não tendo votado em Lula em 2002, votará nele em 2006; conheço muitas pessoas que votaram em Lula em 2002, mas não votarão nele em 2006; em 2002 ele não venceu no primeiro turno, mas vencerá em 2006! Fiquei maluco! Minhas contas são incongruentes! Malditos psicólogos!
Depois de tudo isto conclui que o mais grave é que a minha incapacidade de lidar com números me deixou paranóico, passei a acreditar que as pesquisas eleitorais têm dois objetivos: a indução do voto e a coonestação da fraude; e que a urna eletrônica é fraudável. Eu reconheço que preciso fazer um tratamento médico, pois a falta de raciocínio aritmético me leva à paranóia, agora desconfio das pesquisas de opinião pública, as quais só seriam falsas se a urna eletrônica fosse fraudável, mais uma vez, vejo-me em situação de absoluto constrangimento, pois acho isto possível, nesta não estou só, a alucinação é coletiva, pois os melhores técnicos em segurança de dados do país também acreditam nisto - ver http://www.votoseguro.org.
Contudo, o que mais me incomoda é saber que me tornei, por falta de raciocínio aritmético, um supersticioso, pois só pelo fato de o responsável pela Proconsult ter desenvolvido a urna eletrônica passei a acreditar em fraude. A Proconsult é a empresa que fraudou a apuração eleitoral no Rio de Janeiro e, neste caso, a própria Justiça Eleitoral reconheceu que houve ¿tentativa de fraude eletrônica¿.
Antes que alguém faça mau juízo do Brasil, reitero que somos todos honestos, que esta coisa ruim de fraude eleitoral só ocorre nos EUA, como ficou comprovado na primeira eleição de George Bush, ou no México. O Brasil é um país sério, eu é que estou paranóico a ponto de acreditar que Lula ganhou fazendas que mensagens de e-mail dizem que ele ganhou, uma delas em Nhecolândia, santuário ecológico em Corumbá, Mato Grosso do Sul e a outra em Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso, cada uma com mais de 32 mil hectares, ou seja, pouco mais de um café expresso.
Malditos psicólogos!
Lançamento
Hoje o amigo Antônio Jardim fará o primeiro pré-lançamento do livro do ¿Música: vigência do pensar poético¿, publicado pela Editora 7 Letras e o Programa de Pós-graduação em Ciência da Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ. Além de um grande amigo, Antônio Jardim é Compósito,r Professor e Musicólogo, tendo sido, por duas vezes, membro do corpo de jurados do Concurso da Casa das Américas, em Havana.
Eis a programação:
Pré-lançamento
25 de setembro de 2006, às 19:00 horas,
Auditório Lorenzo Fernandez, do Conservatório Brasileiro de Música
Av. Graça Aranha, 57 ¿ 12º andar - Centro
Antecede o pré-lançamento recital do grupo "Música Surda", às 19:00 horas
Entrada franca
Pré-lançamento
27 de setembro de 2006, às 16:00 horas
Paço Imperial
Praça XV de novembro, 48 ¿ Centro
Antecede o pré-lançamento recital do grupo "Música Surda", ás 16:00 horas
Entrada franca
Lançamento
18 de outubro de 2006, às 19:00 horas no
Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura
Av. Pasteur 250, 2º andar
Antecede o lançamento recital do grupo "Música Surda", às 19:00 horas
Entrada franca
Lançamento
23 de outubro de 2006, às 19:00 hotas na
Livraria Armazém Digital
Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Leblon -
Tel: (21) 22745999
Antecede o lançamento recital do grupo "Música Surda", às 19:00 horas
Entrada franca
www.letras.ufrj.br/musicasurda
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Setembro 25, 2006
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Quinta-feira, Setembro 21, 2006 |
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Freud explica?
Por estas e outras, desacredito a Psicanálise, pois se Freud explicasse, Lula não mais alegaria que nada sabe.
Há pessoas que não mudam; após aparecer na TV o tal "petequeiro" recebendo três mil reais de propina, no início do escândalo dos Correios, Lula recebeu Roberto Jefferson em audiência e declarou que "confio tanto em Roberto Jefferson que sou capaz de lhe dar um cheque em branco"; muitos outros escândalos estouraram e Lula diz que bota a mão no fogo pelos companheiros, que foi traído, faz elogios quando eles saem do governo e que quer tudo apurado e esclarecido, pois nunca soube nada. O que é mais grave? Lula saber, não saber ou mentir, sistematicamente, para o povo brasileiro? Cinicamente ainda afirma que "neste país, ninguém pode falar de ética comigo", eu não sabia que a simples palavra ética causava alergia.
Obviedades
Paulo Freire foi exilado político no Chile; certa vez, ele caminhava pelas ruas de Santiago com um amigo e, como é natural no Brasil, botou a mão no ombro do chileno, mas percebeu, à medida que caminhavam, que o amigo estava constrangido. Então, Paulo Freire perguntou o que havia e o chileno disse que, no Chile, era muito estranho um homem botar a mão no ombro de outro homem. Paulo Freire nada disse, mas pensou: "há algo muito estranho com a cultura deste povo". Após o golpe que derrubou Salvador Allende, Paulo Freire foi para a Suíça e iniciou contatos com educadores de países africanos, por conta disto, visitou a África; em sua primeira viagem foi à Tanzânia, onde foi muito bem recebido, um dia, ele caminhava com um amigo pelas ruas, não me lembro se em Dodoma ou Dar es Salaam, quando o tanzaniano passou a andar de mãos dadas com Paulo Freire que se sentiu constrangido e pensou: "há algo muito estranho com a cultura do meu povo". Certa vez, em Bissau, contei este fato a um grande amigo de Paulo Freire, o então vice-presidente da Guiné-Bissau, Vasco Cabral, ele riu muito e me disse que conseguiu imaginar as duas cenas e, pelo que conhecia de Paulo Freire e dos costumes africanos, achou que deve ter sido muito engraçado.
Certa vez, Joaquim Chissano veio ao Brasil e meu amigo Gonçalves Sengo o acompanhou, nós nos encontramos, andamos pela cidade e, ao fim do dia, eu o acompanhei ao Hotel Ouro Verde, na Avenida Atlântica, em Copacabana, ficamos mais um pouco no bar do hotel e eu resolvi ir embora, mas Sengo me acompanhou até a calçada e segurou a minha mão, o que me deixou absolutamente embaraçado, mais ainda pelo fato de Sengo me dizer: — Oiça lá, Pinheiro, tenho maningue saudade da época que estavas lá.
É natural o estranhamento de idiossincrasias alheias, como também é natural que ignoremos hábitos e costumes de outros povos, mas este estranhamento pode se tornar perigoso quando passa a discriminação, hostilidade.
Um filho de pescadores da Ilha Grande ficou uns dias de férias em nossa casa, em Santa Tereza, ele nasceu e se criou em Provetá, colônia de pescadores da Ilha Grande e, naquela época, não havia energia elétrica lá. Muitas coisas não faziam parte do universo do garoto, em alguns casos, para não ele não ficar encabulado, esforçávamo-nos para contermos o riso, como quando percebíamos que ele não associava o barulho da campainha a alguém batendo à porta, coisa que até nossa cadela Cigana fazia.
Muitas vezes tratamos um assunto como se fosse uma obviedade e desconsideramos o universo alheio, mas um dado só se torna informação quando é contextualizado.
Antigamente, entre presidiários, sempre que um novo preso chegava à prisão, perguntava-se o motivo de ele estar preso, a resposta era dada pelos artigos do Código Penal pelos quais o detento fora condenado, o que era um jargão de prisioneiros se generalizou na vida brasileira, então chamar alguém de 171 equivale a chamá-lo de estelionatário, pois no antigo Código Penal era este artigo que tratava de estelionato.
Outro dia, enviei a uns amigos uma piada, a qual transcrevo a seguir, uma amiga portuguesa me perguntou se o número do decreto-lei tem um sentido oculto ou se foi aleatório.
Decreto-Lei 171/2006:
Fica decretado que, de agora em diante, o corno será o penúltimo a saber.
O último será sempre o Presidente!
Ignoram-se as disposições em contrário.
O amigo e escritor Moacir Lopes costuma dizer que os piores escritores são aqueles que não têm clareza e imaginam que o leitor tem as mesmas informações de que dispõe o próprio escritor. Assim sendo, na condição de especialista no assunto, resolvi ajudar os meus amigos com as dicas de redação abaixo.
Dicas de Redassão
1. Deve-se evitar ao máx. a utiliz. excess. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se emprego de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo praticamente narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não se esqueça das maiúsculas no início das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Troque por travessão.
8. Estrangeirismos estão démodé; palavras de origem portuguesa estão in.
9. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça legal, valeu?
10. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.
11. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
12. Evite repetir a mesma palavra, pois esta palavra ficará uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto em que a palavra se encontra repetida.
13. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "quem cita os outros não tem idéias próprias".
14. Frases incompletas podem causar.
15. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
16. Seja mais ou menos específico.
17. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
18. A voz passiva deve ser evitada.
19. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação.
20. Para que perguntas retóricas?
21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
22. O exagero é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
23. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
25. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida, e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
27.Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lingüa portuguêza.
28. Seja incisivo e coerente, ou não.
29. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre - causando ambigüidade - e esquisito, deixando a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
30. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu mora, tchê!
31. O infinitivo pessoal é variável, portanto as pessoas, ao usar o infinitivo, se não concordar o verbo com o sujeito, cometerão erro.
32. Onde é advérbio de lugar e só pode ser usado adequadamente no momento onde indique espaço físico.
33. A conjunção "enquanto" indica "durante o tempo", "à medida que", ou seja, situação transitória, assim sendo, a governadora "enquanto mulher, negra e favelada", deveria não dizer bobagem.
34. Advérbios são invariáveis, por isto, por menas vontade que tenha, o presidente apedeuta deveria estudá-los.
35. Leitor vocativo exige vírgula.
36. Têm muitas pessoas que desconhecem que os verbos ter e haver, no sentido de existir, são impessoais.
37. Hão muitos anos que os mesmos verbos, ter e haver, indicando tempo, também são invariáveis.
38. Há muito tempo atrás a redundância passou a ser um erro; não digo dez anos atrás, nem há vinte anos.
39. A maioria das pessoas não sabem que o coletivo leva o verbo para o singular.
40. Prefiro pegar o AIDS ou a dengue a errar o gênero das coisas.
Lançamento
Amanhã, a partir das 18h30, na Livraria Museu da República, Rua do Catete, 153, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, será o lançamento do livro Rio colonial, histórias e costumes, de Antonio Luiz d'Araújo que também é autor de Arte no Brasil colonial. O livro tem apresentação do poeta e crítico de arte Ferreira Gullar e é uma viagem àquele, na qual somos guiados por um texto preciso e sensível que nos revela mapas e fotos de teatros, igrejas, logradouros e monumentos, além de reproduções de gravuras e obras de arte do Rio Colonial.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Domingo, Setembro 17, 2006 |
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Fado meu
Certa vez, fomos convidados para uma tertúlia no Museu Casa da Marquesa de Santos. Tertúlia? Achei logo que seria uma coisa chata, pois alguém que denomina suas reuniões ou festas de tertúlia, deve ser tão arrogante que não tem senso de humor para dar uma festa, não que todo anfitrião precise ser pândego, mas pedantismo não combina com festas. Para não ser descortês, aceitei o convite e foi nosso programa de sexta-feira à noite. Ao chegarmos lá, fui agradavelmente surpreendido pelo ambiente: a tertúlia se realizaria no jardim que fica atrás do museu, a decoração remontava ao Brasil Império, havia mesinhas espalhadas pelo jardim, grandes mesas com comidas típicas da culinária afro-brasileira, lampiões e mais alguns detalhes que tornavam o ambiente parecido com o que poderia ser uma tertúlia organizada pela própria Maria Domitília. Pouco depois de chegarmos, jovens negros, fantasiados de roupas de escravos, de acordo com o serviço a ser prestado, começaram a circular entre os convidados, inclusive servindo comida e bebida. Ao começar o batuque, os tais jovens começaram a dançar lundu, entre os convidados, brancos, negros e mestiços, havia historiadores, antropólogos, artistas e intelectuais; todos deslumbrados com a recriação histórica, mas nós ficamos chocados, foi constrangedor fazermos o papel de cortesãos. Em nada me agradou a reprodução de costumes escravistas, por mais que eu soubesse que as jovens "mucamas", em sua maioria, eram atrizes.
No fim do Século XVIII, Portugal era dominado pelas grandes empresas monopolistas estabelecidas no tempo do Marquês de Pombal, pertencentes à burguesia comercial e financeira, consolidadas no Absolutismo de D. João V e no Despotismo Iluminado de Pombal. O núcleo de poder, constituído pela aliança entre a Coroa e a Igreja, ao contrário do que ocorria nas demais capitais européias, era conservador e avesso a manifestações culturais oriundas dos setores liberais, formados por comerciantes, baixo clero (principalmente beneditinos, carmelitas, dominicanos e franciscanos) e funcionários públicos e, sobretudo, das imensas massas proletárias formadas por portuários, pescadores, soldados, marinheiros, artesãos e empregados do comércio e da indústria. Os divertimentos profanos eram rigorosamente reprimidos, daí, até na atualidade, serem muito comuns em Portugal festas associadas às cerimônias religiosas, prática reforçada à época do salazarismo.
No Brasil, distante dos olhos do poder central, as manifestações eram mais livres e apreciadas pelos portugueses, até mesmo o lundu foi levado para Lisboa no reinado de Dom José, mas lá as mulheres eram proibidas de se exibirem em palcos, graças as escrúpulos religiosos de D. Maria I, então homens maquiados representavam os papéis femininos. No início do Século XIX, apesar do conservadorismo reinante, em Lisboa floreciam gêneros e formas de canções e danças populares e, no Brasil, os portugueses desenvolveram um tipo de canção chamada Fado.
O Lundu, associado a outros batuques, originou outras formas de expressão, como Maxixe e Samba, mas praticamente desapareceu no Brasil e em Portugal; o fado consolidou-se em Portugal, ainda com linha melódica e poética improvisatórias, baseadas em padrões formais e harmônicos estáveis, os poemas, de livre circulação, sem autoria definida, eram apropriados por cada fadista. Apenas a partir da segunda metade do Século XIX, com Alberto Pimentel, o fado passou por um processo de sistematização, ainda com perspectiva moralista, com reprodução e reafirmação de códigos de honra e de vergonha, de virilidade e feminilidade. Curiosamente, foi entre marginais e prostitutas que o fado se fortaleceu, mas também entre os operários, pois nos salões, como bem retrata Eça de Queirós, a ária de ópera predominava. Lamentavelmente, não havia indústria fonográfica para termos registrada a voz de Severa, um mito eterno do fado, mas também as vozes de Escarniche (Carlota Scarniccia), Joaquina dos Cordões, Chicória, Borboleta (Bebiana Vieira de Castro), Custódia Maria, Cesária, Saloio de Campolide, Sales Patuscão, Sousa do Casacão, Paixão, Pitalcante, Calafate (o Cantador de Setúbal), Epifânio Mulato, Preto de Tia Leocádia, Preta Cartuxa... consolemo-nos e nos deliciemos com Amália Rodrigues, Mísia, Mariza e Dulce Pontes.
Para ouvir Amália Rodrigues, por favor, clique aqui ou abaixo
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Domingo, Setembro 17, 2006
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Terça-feira, Setembro 12, 2006 |
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Operação mãos sujas
Na Itália, alguns juízes desencadearam verdadeira cruzada contra o crime organizado, numa ação que ficou mundialmente famosa como Operação Mãos Limpas. No Brasil, o presidente que diz não saber que o governo dele é o mais corrupto da História do Brasil, declarou que "política se faz sujando as mãos". Poucos dias depois, Vladimir Palmeira, candidato do PT ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, declarou: "não posso prometer acabar a corrupção, mas prometo reduzi-la a níveis civilizados". Esta a versão atualizada da ética dos arautos da moralidade. O que Lula e seus acólitos entendem por corrupção civilizada? Será o nível de corrupção anterior à praticada pelo governo deles? Certamente foi um ato falho a declaração de Lula na entrevista no Jornal Nacional da TV Globo: "combati a ética".
Telemar na área, pênalti certo
Gerson Gaguinho, Analista de Suporte de Sistemas do SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados, tirou o telefone do gancho, discou o número da telefonista e começou: — po-po-po-por-fa-fa-fa-vor... Impaciente, a telefonista enviou uma linha externa para o ramal de Gerson. Naquela época era assim, não se podia telefonar para fora da empresa sem solicitar linha à telefonista. Gerson desligou o telefone, coçou a cabeça, respirou fundo, fechou levemente os olhos, pegou o telefone e refez a ligação para a telefonista: — mi-mi-mi-nha que-que-que-ri-ri-ri-ri-da... Mais uma vez não conseguiu concluir, pois a telefonista enviou o sinal de linha externa. Gerson ficou vermelho, desligou o telefone, inspirou e expirou várias vezes, imóvel, olhos fechados... depois pegou o telefone, respirou fundo, refez a ligação para a telefonista: — na-na-na-não! Recebeu o sinal de linha outra vez! Gerson desligou o telefone, levantou-se bruscamente e saiu da sala, alguns colegas o seguiram, tão discretamente quanto possível. Gerson subiu as escadas que o separavam do andar da central telefônica do SERPRO, ao vê-lo entrar esbaforido na sala, as telefonistas se assustaram, então Gerson parou, respirou fundo e gaguejou: - po-po-po-por-fa-fa-fa-vor, mi-mi-mi-nha que-que-que-ri-ri-ri-ri-da, vô-vô-vô-cê tê-tê-tem u-u-u-ma li-li-li-lis-ta te-te-te-le-le-le-te-te-te-le-fô-fô-ni-ni-ca?
Há muitos anos, uma grande empresa renovou o seu sistema de telefonia e um técnico foi à sala do presidente da empresa, disse: — além do ramal, instalarei uma linha direta para o senhor. O presidente respondeu: — por quê? eu não preciso de uma linha direta, quando precisar telefonar, basta que eu peça uma linha à telefonista. Surpreso, o técnico argumentou: — mas doutor, pode ser que demore um pouco, com a linha direta será mais rápido. O presidente da empresa: — se eu não posso usá-lo, o sistema não presta e não serve para a empresa.
Naquela época, a telefonia não era tão moderna quanto é hoje em dia, não havia DDR, discagem direta a ramal, nem ATM, ADSL, VOIP e muitas outras siglas maravilhosas, que ninguém decifra e, por isto mesmo, fazem a alegria dos tecnocratas. Pensando bem, como os tecnocratas sobreviviam sem estas siglas todas?
Nós, simples mortais, sabemos que a telefonia moderna oferece recursos fantásticos, mas carecemos de serviços de qualidade. Em pleno Século XXI, ficamos quatro dias sem internet em casa. Um técnico veio consertar um telefone na vizinhança e deixou mudos nossos telefones fixos, além da Internet desconectada. Minha filha ainda o avisou e ele disse que em vinte minutos resolveria o "problema". Não "resolveu", foi embora e não retornou.
Não sei o que mais me irrita nestas ocasiões: os serviços, a assistência técnica ou o atendimento às reclamações. Os diálogos com os atendentes são kafkianos.
Cliente: — Por favor, o meu telefone está mudo.
Atendente Um: — Desculpe-me senhor, mas estarei fazendo algumas perguntas para sua segurança.
Por mais que o cliente não consiga imaginar como um pedido de conserto de telefone, mesmo que feito por estranhos, pode afetar a segurança de família dele, responde.
— Está bem, pergunte.
— O senhor pode estar me dizendo o número de CPF, RG, CEP, por favor?
— Está bem, tal, tal e tal.
— Em que poderei estar ajudando?
O cliente relata o problema e o imperturbável atendente diz.
— Agora estarei transferindo a sua ligação para o setor de técnico, poderei estar ajudando em mais alguma coisa?
— Não...
Depois de o cliente ouvir muita música chata e propaganda enganosa, finalmente o atendente Dois o faz repetir tudo que havia dito para o atendente Um e diz.
— Um senhor está tendo uma ADSL, com transmissão ATM, serviços ASP e ISDN.
— É...
— Por isto estarei precisando verificar se a baud rate está sendo compatível com a bandwidth e se está tendo uma narrowband que está sendo compatível com a broadband que está sendo disponibilizada para o senhor. Também estarei precisando verificar se o slow scan converter que está sendo disponibilizado pelo SMS está sendo compatível com o CoD de AoD e VoD e se está suportando VOIP.
— O quê?
— A luz DSL está permanecendo apagada?
— Sim...
— Um momento, por favor, estaremos iniciando o rastreamento do roteamento, enquanto isto, o senhor estará aguardando na linha, enquanto estarei iniciando a verificação do sinal assíncrono, o senhor está tendo extensão neste telefone?
— Há três extensões deste telefone.
— Estão sendo usados filtros de linha com conector USB? Qual o FCC ID?
— Como vejo isto?
— Desculpe-me senhor, mas o telefone está permanecendo mudo de mudez de par trançado na conexão de IP, ou no serviço de provimento de voz?
— Como assim?
— Agora estarei transferindo a sua ligação para o setor de voz, pois não está sendo possível estar fazendo os testes que estão sendo necessários.
Evidentemente, os diálogos reproduzidos não passam de eufemismo, pois a realidade supera, e muito!, a minha imaginação. Fiquei três dias sem conseguir pedir reparo, suportando diálogos mais extravagantes que os reproduzidos acima; numa das vezes, depois de ficar quarenta e cinco minutos (quase descarregou a bateria do celular) ouvindo mensagem sobre o maravilhoso serviço prestado pela Telemar, a ligação caiu. Então eu telefonei e me identifiquei para a avatar como não sendo cliente da empresa e interessado em adquirir uma linha telefônica. Evidentemente, a minha ligação foi encaminhada ao setor de vendas e quando eu disse que queria fazer reclamações, frisando bem o plural, o atendente tentou transferir a minha ligação. Rapidamente eu o impedi, perguntei se ele não podia perder alguns preciosos minutos do tempo dele para atender um cliente que acabara de ficar, em vão, quarenta e cinco minutos à espera de um atendimento; antes que ele conseguisse articular uma resposta desaforada, exigi respeito. Apenas por meio deste artifício pude fazer as reclamações e, mesmo sendo feriado, pouco tempo depois, um técnico chegou à nossa casa e resolveu o problema, confirmando que o mesmo fora provocado por imperícia do outro técnico. Enquanto reclamava, eu me lembrei do presidente da grande empresa que há pouco citei e perguntei ao atendente se o presidente e os diretores da Telemar, ao terem problemas técnicos em suas residências, usavam o mesmo serviço que eu, pois quando contratamos o plano atual, recebemos da empresa telefônica a garantia de excelentes serviços, por pouco não prometeram atender até nossas fantasias sexuais.
ADSL
Asymmetric Digital Subscriber Line (Linha Assimétrica Digital de Assinantes) - Um tipo de DSL que utiliza a maior parte da sua banda larga para transmitir informações e uma pequena parte para receber informações de usuários.
AoD
Áudio sob demanda. Ver CoD.
ATM
Asynchronous Transmission Mode (Modo de Transmissão Assíncrono) - Tecnologia utilizada para a transferência de dados em alta velocidade. Esses pacotes de informação são transmitidos em quantidades fixas, permitindo a transmissão permanente. O ATM suporta voz e vídeo em tempo real, bem como outros tipos de dados, e pode atingir velocidade superior a 10 Gbps.
Avatar
Provavelmente inspirada na palavra avatara, do sânscrito, em atendimento automático, personagem virtual que representa uma pessoa, com muito mais poder.
Bandwidth
Largura de Banda. Capacidade de transporte de informações de um canal de comunicação.
Baud rate - Taxa de bauds
Medida de velocidade de transmissão de dados do modem.
Broadband (banda larga)
Transmissão de alta velocidade. A velocidade específica utilizada para definir banda larga é subjetiva; o termo freqüentemente inclui conexões com uma velocidade superior a que é comumente usada até o momento.
CoD
Content on demand (Conteúdo por Demanda) - Entrega de uma oferta, em formato mídia, em qualquer lugar, a qualquer hora através de uma rede. Suas variantes incluem áudio sob demanda (AoD) e vídeo sob demanda (VoD).
DSL
Digital Subscriber Line (Linha Digital para Assinantes) - Método de acesso à Internet banda larga, através de assinatura, que envia dados de uma linha telefônica padrão em velocidade acima de 7 Mbps.
FCC ID
Código de registro de dispositivos de comunicações junto à FCC - Federal Communications Commission. O código FCC ID é formado por dezessete caracteres. Os três primeiros indicam o fabricante e os demais quatorze caracteres indicam o produto.
IP
Internet Protocol (Protocolo de Internet) - O padrão internacional para endereçar e enviar dados via Internet.
ISDN
Integrated Services Digital Network (Rede Digital de Serviços Integrados) - Padrão de telecomunicações que permite aos canais de comunicação transportarem voz, vídeo e dados simultaneamente.
Modem
Acrônimo de modulador-demodulador. Dispositivo capaz de converter dados digitais em sinal analógico, e vice-versa.
Narrowband
Na transmissão de dados, velocidades de 50 Bps a 64 Bps. Veja também banda larga.
Slow scan converter
Conversor de scan lento - Transmite e recebe vídeo através de canais de banda estreita em tempo real. Os componentes de uma câmera devem permanecer estáticos para uma maior resolução.
SMS
Short Message Service - Sistema que permite ao usuário enviar e receber mensagens de um telefone fixo para um telefone fixo, móvel, e-mails e ainda envio de fax.
USB
Universal Serial Bus - Dispositivo de interconexão concebido para unificar e facilitar a adição de periféricos (teclado, mouse, impressora e webcam) a um computador.
VoD
Vídeo sob demanda. Ver CoD.
VOIP
Voice over IP (Voz sobre IP) - Voz transmitida digitalmente utilizando protocolo de Internet.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Setembro 12, 2006
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Domingo, Setembro 03, 2006 |
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Blog Day
Eu não sabia que o dia 29 de agosto é considerado um dia especial para a blogosfera e que os blogueiros são instados a indicarem cinco blogues aos seus visitantes, preferencialmente de estilo ou temática diferente das de quem indica, pois a idéia é que as pessoas conheçam coisas diferentes. Quando soube, já havia passado a data, eu me atrasei até mesmo para agradecer a Francy pela indicação de Agreste.
Parceria
Paulinho da Viola nasceu e foi criado em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, mas as suas ligações com o samba o levaram para os subúrbios do Rio; quando Jacarepaguá ainda era um longínquo e quase deserto subúrbio carioca, Paulinho se integrou a uma pequena agremiação carnavalesca de lá, na qual começou a se destacar, sendo levado à Portela, em Madureira. Evidentemente, havia uma roda de samba e Paulinho mostrou a primeira parte de um samba, imediatamente, Casquinha fez uma segunda parte. Estava formada a parceria e Paulinho da Viola foi aceito pela ala de compositores da Portela.
O interessante na primeira parceria de Paulinho da Viola na Portela é que a segunda parte da letra nega o que a primeira parte afirma:
Leva o recado
a quem me deu tanto dissabor
diz a ela que no passado
eu fui um sofredor
agora já não sou
o que passou, passou
Vai dizer à minha ex-amada
como é feliz meu coração,
mas que nas minhas madrugadas
eu não esqueço dela não
Eu gosto de trabalhar em equipe, menos quando se trata de redigir alguma coisa, pois é muito difícil escrever a quatro mãos. Há quem consiga, como Flávio Machado e Márcia Maia que já fizeram excelentes tabelinhas, mas quando se trata de um artigo é muito difícil, o co-autor encarregado de finalizar o texto fica sempre com dificuldade em manter o estilo de quem escreveu uma parte e, ao mesmo tempo, tentando manter a unidade do texto. No dia 29 de agosto, foi ao 170º aniversário de nascimento de Pereira Passos, por conta disto, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro publicou um encarte de oito páginas no Diário Oficial com um artigo meu e de Renato Fialho, provavelmente ninguém tem paciência de ler, mas o texto original está aqui.
Feitiço contra feiticeiro
A blogosfera congrega uma rede de milhões de blogueiros e leitores, contudo, em raríssimos casos, algum blogue serve de referência, alia conteúdo a popularidade. Entre as exceções está Ricardo Noblat, cujo blogue chegou a ter mais de dois mil comentários por dia no auge da CPMI dos Correios. Na maioria das vezes, os demais jornalistas têm poucas visitas e quase nenhuma repercussão. Por conta disto, os homens públicos nem se importam quando ao criticados pelos blogueiros, afinal, como diz a sabedoria popular: mais valem dois marimbondos voando do que um na mão. Aparentemente não é o que acha o autor de Marimbondos de Fogo, o senador José Sarney, pois pintaram um muro contra ele, a jornalista Alcinéa fotografou e botou no blogue dela, Sarney não gostou e mandou os seus advogados desencadearem, por meio de ações judiciais, uma campanha pela retirada do blogue, aparentemente eles conseguiram retirar Alcinéa do ar, numa derrota para a liberdade de expressão no Brasil, mas o feitiço virou contra o feiticeiro, os dois marimbondos que voavam se transformaram em um verdadeiro enxame contra o senador: a charge virou camiseta e passou a ser reproduzida por blogueiros de várias partes do Brasil.
Frases
"Não tem geada, não tem terremoto, não tem cara feia. Não tem Congresso Nacional, não tem um Poder Judiciário. Só Deus será capaz de impedir que a gente faça este país ocupar o lugar de destaque que ele nunca deveria ter deixado de ocupar" - Lula em 24 de junho de 2003, citado por Sílvio Persivo em Não engula sapo por Lula.
"Se a gente não cumprir, é porque houve fatores extraterrestres que não permitiram que cumpríssemos" - Lula em 01 de setembro de 2006, citado por O Globo.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Domingo, Setembro 03, 2006
Comentário e zombaria:
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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