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Rabiscos e divagações

Auto-retrato
Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos.
Contato
Rabiscos e divagações
"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós"
Agostinho Neto
"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos"
Vital Farias
"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar"
Luiz Carlos Prestes
"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim"
Paulinho da Viola
"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos"
Josué de Castro


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-- Atual --

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wDivagações e citações - Segunda-feira, Agosto 28, 2006


A mãe

     Em 28 de agosto de 1870, José Martí estava preso e enviou à própria mãe uma fotografia na qual ele vestia roupa de presidiário, na foto escreveu a dedicatória:


   Mirame, madre, y por tu amor non llores:
si esclavo de mi edad y mis doctrinas
tu mártir corazón llené de espinas,
piensa que nacen entre espinas flores.


     Outro dia eu procurava livros para reler e me deparei com A mãe, de Máximo Gorki, peguei-o e me lembrei de quando era adolescente e o li pela primeira vez. Na época alguém contou à minha mãe que eu participava de atividades políticas clandestinas e o risco que isto representava. Eu tinha em casa um reco, mimeógrafo rudimentar, de madeira, que utilizava estêncil a álcool, no qual reproduzia alguns textos que distribuía, libelos juvenis que despertavam a brutalidade da repressão. Alguns livros proibidos completavam o material subversivo. Eu tinha muitas idéias para a criação de um mundo justo e solidário.
     Mamãe veio falar comigo e me perguntou se era verdade que eu me envolvera em atividades políticas clandestinas, eu respondi que sim. Ela, angustiada, me perguntou: — por quê? Eu expliquei as minhas razões, falei de nossas origens, desde a escravidão, de injustiças, de lutas, de sacrifícios e de sonhos. Não se tratava de um discurso, não pretendi convencê-la, apenas dizia para minha mãe, quais as razões da luta, o que representava, para mim, o sentido da vida; de forma simples e honesta eu disse a ela que tinha muitas opções na vida, inclusive ignorar tudo que via e sentia, fingir que nada sabia e seguir o caminho na busca do sucesso, da realização material. Concluí dizendo que fizera a escolha que não me parecia mais fácil, mas a que tinha a ver com a minha natureza. Ela ouviu tudo em silêncio, sem nada argumentar, ao fim, apenas me abraçou muito e chorou convulsivamente. Mesmo sabendo que eu era ateu, ela me disse: — Deus te proteja, meu filho, Deus te proteja e te faça feliz.
     Folheei o livro, mas não o reli, apenas o indiquei para minha filha adolescente.

Às vezes, penso que o povo gosta de ser enganado - Lula, em maio de 1994, em João Monlevade, MG, citado por Sílvio Persivo em Não engula sapo por Lula.

Quinteto Violado em Portugal

     Em setembro, o Quinteto Violado se apresentará em Portugal, confiram a programação.

Dia 01: Régua, Parque Isidoro Guedes.
Dia 02: Vila Real, Teatro Vila Real.
Dia 08: Mirandela, Parque Império.
Dia 09: Régua, no Cais da Régua.
Dia 14: Porto, Casa da Música do Porto.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Agosto 28, 2006
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Agosto 23, 2006


Capa-gatos

     Nós, pernambucanos, sempre sofremos muito com a seca no Sertão e no Agreste. Como é hábito, rimos de nossa própria penúria, dizemos que, na estiagem, reza-se tanto pela chuva que ela vem em quantidade tal que inunda tudo; reza-se tanto para a chuva parar que vem a estiagem. Na cheia, o sofrimento atinge mais a Zona da Mata e o Litoral, sobretudo o Recife, cidade onde os rios Capibaribe e Beberibe se encontram para formarem o Oceano Atlântico. Muitas vezes, nas enchentes, o nível dos rios subia mais de vinte e cinco metros na capital pernambucana, claro que os antigos igarapés foram aterrados, o leito do rio foi estreitado por pontes e mais uma série de usos indevidos do espaço urbano que provocaram as inundações. Os rios apenas voltam aos seus lugares que eram deles.
     É impossível reverter muito do que foi feito, então os homens fazem novas obras e o problema das enchentes no Recife foi resolvido com a construção da Barragem de Tapacurá, a qual alagou uma imensa área entre Chã de Alegria, Glória de Goitá, São Lourenço da Mata, Pombos, Vitória de Santo Antão e Moreno.
     Na área alagada, além de engenhos e fazendas, encontravam-se uma antiga abadia e um colégio agrícola que fora a primeira Escola de Agronomia do Brasil. O colégio no qual cursei o secundário, em regime de internato, o curso de Técnico Agrícola. Diziam que técnico agrícola era, digamos, agrônomo-veterinário de nível médio. Como na época não existia esta coisa de politicamente correto, nós dizíamos que não passávamos de capa-gatos.
     Após concluirmos o curso, espalhamo-nos pelo mundo e perdemos contato com antigos colegas e amigos; recentemente, graças à internet, fui reencontrado e, evidentemente, as conversas virtuais se concentram em nossas evocações.
     Além das dificuldades naturais para reencontramos as pessoas, nós todos, alunos e professores, éramos conhecidos por apelidos, com raras exceções.
     Dos colegas de turma, o último que encontrei foi Élson Moraes, há mais de trinta anos, quando estudávamos na Universidade Federal de Pernambuco, ele cursava Economia e eu, Engenharia. Como poucos, conhecido pelo próprio nome, Élson é um alagoano de União dos Palmares, terra de Zumbi, o quilombola.
     Ao chegar ao colégio, Élson era um negro baixinho e franzino, canhoto, envolvia-se na carteira escolar para escrever, afinal, na época não havia carteira para os que teimavam em não se tornarem destros. Ele foi o protagonista do caso que relato e que entrou para os anais dos capa-gatos.
     Como disse anteriormente, não me lembro dos nomes dos professores, pois conhecíamos o de Português como Bifúsio, o de Química era Meu Caro, o de Inglês, Le Fou, o de Francês, Le Petite François, mas não havia insinuação de comportamento homossexual, apenas o apelido fora dado por um aluno que nada aprendeu, a ponto de confundir os gêneros, mas pegou como praga de madrinha.
     Por dedução, acho que o professor de Francês se chamava Francisco, salvo outro erro do aluno que o apelidou. E chamava a atenção como o professor gostava de Élson, um aplicado aluno, não era uma preferência velada, mas assumida, pois Le Petit elogiava cada pergunta, resposta ou leitura de Élson. Certa vez, numa prova, quando circulava pela sala, Le Petit recebeu a informação de um aluno: — professor, Élson está filando (colando)! — Élson? Deixe de bobagem, garoto, concentre-se na prova!
     No colégio havia algumas regras que tinham mais força de lei que o Regimento Interno, escrito e oficializado, entre elas, aceitas por todos, duas normas de comportamento: ninguém podia filar, ninguém podia delatar um colega. As duas regras foram quebradas, o que era estranho, mesmo se tratando de uma turma de segunda série ginasial, equivalente à atual sexta série do ensino fundamental.
     Le Petit continuou a circular pela sala, como costumava fazer, para atender os alunos com eventuais dúvidas. Mais adiante, outro aluno resmungou: — Pois é... Élson pode filar. Le Petit se assustou e seguiu, como se nada acontecesse. E, mais adiante, outro aluno comentou: — Élson hoje está danado! Le Petit começou a duvidar e prestou atenção, paralisado, viu Élson esconder um papel embaixo da prova, empalideceu, dirigiu-se até Élson e inqueriu: — Élson, o que é isto? E Élson: — o quê? Le Petit: — o que você tem aí? Élson: — nada, professor. Le Petit: — afaste-se da prova, Élson! Élson se afastou, enquanto Le Petit, a ponto de sofrer um infarto, levantou a prova e encontrou um pequeno papel dobrado, a prova do crime, com as mãos trêmulas abriu o papel e leu: primeiro de abril!
     No reencontro virtual, toquei no assunto e Élson respondeu: — nem me diga, ainda hoje, só de me lembrar, sobe um galo em minha cabeça, por conta do cascudo que levei, enquanto a turma gargalhava.

Registro

     No dia 19 deste mês, aniversariou Milton Ribeiro que recentemente se sagrou campeão da Copa Libertadores da América. No dia 22 aniversariaram: os escritores Adelaide Amorim e Marcelo D´Ávila, além do músico Toinho Alves, do Quinteto Violado, grupo que, pelo DVD Peba na Pimenta, está inscrito para concorrer ao 7 Latin Grammy, na categoria (47) best long form music video. A todos os votos de felicidade.

Por motivos profissionais, estive sumido da blogosfera e peço desculpas aos amigos.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Agosto 23, 2006
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Agosto 14, 2006


Raiz de Orvalho

     Quando retornei de Moçambique para o Brasil, trouxe pouca coisa comigo, mesmo assim, a minha bagagem teve um excesso de quase cem quilos. Deixei quase todos os livros que, por mais de dois anos, adquiri lá. Entre os poucos livros que vieram comigo, havia um de poesia escrito por um jornalista que, na época, era desconhecido e inexpressivo como escritor. Para ser sincero, não sei bem o que me fez trazer o tal livro, talvez tenha sido o fato de conhecer pessoalmente o autor. Nós nos conhecemos em reuniões de brasileiros ou chilenos, duas comunidades integradas. Alguns moçambicanos participavam destas reuniões. Com o tempo, eu é que passei a evitá-las, pois me sentia em um gueto. Eu me integrei à vida local, convivia mais com moçambicanos e pessoas de outras nacionalidades, apenas eventualmente é que ia a alguma festa chilena ou brasileira. Em função disto, provavelmente, ele nem se lembra mais de mim. Conversávamos um pouco, ele era calado, gentil e muito bom ouvinte.
     Se não era reconhecido como escritor, o autor em questão era considerado um jornalista muito competente. Em pouco tempo ele passou de diretor da AIM - Agência de Informações de Moçambique a diretor da revista semanal Tempo e daí a diretor do jornal diário Notícias de Maputo. O que eu não poderia imaginar é que o autor de Raiz de Orvalho, livro lançado em 1980, em Moçambique, se tornaria mundialmente famoso, não como jornalista, mas como romancista. Todos conhecem a obra de Mia Couto, entre os autores de língua portuguesa vivos, o mais expressivo.
     Mia Couto é um destribalizado, para ele não há outras tribos, todos são humanos. A obra dele reflete esta visão de um mundo em conflitos raciais, de forma não panfletária, faz a crítica ao racismo; Mia Couto não foi guerrilheiro, como o romancista angolano Pepetela, não foi preso e torturado com o poeta moçambicano José Craveirinha, mas foi um jovem com ativa participação no processo de construção da nacionalidade moçambicana, desta experiência resultou outra característica marcante da obra dele: a visão crítica do processo social.
     Embora a África seja antiga, com tradições milenares, o processo de independência nacional é recentíssimo (até 1900, apenas Libéria e Etiópia eram independentes, até 1950, apenas Libéria, Etiópia, Egito e África do Sul não eram colônias), como conseqüência direta da luta de libertação nacional houve significativa produção teórica revolucionária e intenso processo de busca de identidade, o qual passava por um resgate cultural, renegação da condição de africano colonizado. Na obra de Mia Couto, como na maioria dos grandes escritores africanos revolucionários, há quase obsessão na busca de sentido e identidade, com a consciência de quem sabe que no passado encontrará as respostas para a feitura do vindouro.
     No Brasil, José de Alencar foi o grande iniciador da literatura brasileira e tem muitos méritos, mas a obra dele era européia, na verdade, Graciliano Ramos é que abrasileirou a linguagem escrita, na condição de escritor e, notadamente, como revisor de jornais. Em angola, o processo análogo é conhecido como sunguilamento. Viriato Cruz (nascido em Porto Amboim, Angola, em 1928 e falecido em Beijing, China, em 1973), Arnaldo Santos (nascido em Luanda, Angola, em 1935) e Luandino Vieira (nascido em Lagoa do Furadouro, Portugal, em 1935) são três figuras de destaque neste processo. Mia Couto (nascido em Beira, Moçambique, em 1955) representa o aprimoramento desta africanização do português escrito.
     É inegável a técnica narrativa de Mia Couto, sobre ele disse o professor Roberto Pontes, poeta e Doutor em Letras:
— Mia Couto é um Guimarães Rosa... melhorado! Eu sei que a afirmativa do professor causa polêmica, mas dá a dimensão da importância do escritor moçambicano. Mia Couto cria muitas palavras, em geral quem faz isto torna-se artificial, não é o caso do moçambicano e por quê? Muitas línguas africanas são aglutinantes, com uso de prefixos e sufixos e os africanos utilizam-se deste processo de suas línguas nacionais no uso do português, Mia Couto também faz isto, utiliza-se de um processo existente em Moçambique e, de acordo com o mesmo, cria palavras e expressões, além de, evidentemente, transcrever formas de expressão oral.
     Eu não poderia imaginar que aquele jovem, gentil, calado, quase tímido, se tornaria o maior, entre os vivos, escritor de expressão portuguesa.


"Não se iludam
Eu sou um gajo magro, e até baixo,
Pouco para desfazer
Mas cuidado com o verde, a nascer
À superfície de mim, depois de enterrado..."


António Cardoso (nascido em Luanda, em 1933 e falecido em Lisboa, em 2006)


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Agosto 14, 2006
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wDivagações e citações - Terça-feira, Agosto 08, 2006


A voz da razão

     Na postagem de 31 de julho, eu disse: "Cineastras brasileiros de origem hebraica, entre eles Roberto Berlinder e Sylvio Back, assinaram um manifesto de diretores de cinema israelenses, dirigido a diretores de cinema árabes, no qual condenam o bombardeio de Israel à população libanesa". Transcrevo o tal manifesto.

CARTA AOS CINEASTAS PALESTINOS E LIBANESES

Na ocasião da abertura da Bienal do Cinema Árabe em Paris (22 de julho de 2006)

     Nós, cineastas israelenses, saudamos todos os cineastas árabes reunidos em Paris para participarem da BIENAL DO CINEMA ÁRABE. Por intermédio de vocês, queremos enviar uma mensagem de amizade e solidariedade aos nossos colegas libaneses e palestinos que estão atualmente acossados e sendo bombardeados pelo exército de nosso país.

     Nós somos categoricamente contra a brutalidade e a crueldade da política israelense, intensificadas ao máximo nas últimas semanas. Nada pode justificar a continuidade da ocupação militar, do cerco e da repressão na Palestina. Nada pode justificar o bombardeio de populares civis e a destruição da infra-estrutura no Líbano e na Faixa de Gaza.

     Permitam-nos dizermos a vocês que os seus filmes, aos quais fazemos tudo para assistirmos e circularem entre nós, são muito importantes para os nossos olhos. Estes filmes nos ajudam a conhecermos e a compreendermos vocês. Graças a estes filmes, os homens, as mulheres e as crianças - que sofrem em Gaza, em Beirute e em todos os lugares em que nosso exército exerce sua violência -, têm, para nós, nomes e rostos. Queremos agradecer-lhes por terem feito estes filmes. E também encorajá-los a continuarem a filmar, apesar de todas as dificuldades.

     No que diz respeito ao nosso trabalho, mantemos o compromisso de expressarmos - por meio de filmes, de ações pessoais e de voz elevada - nossa oposição categórica à ocupação militar israelense. E de expressarmos também nosso desejo de liberdade, justiça e igualdade para os povos da região.

Nurith Aviv / Ilil Alexander / Adi Arbel / Yael Bartana / Philippe Bellaiche / Simone Bitton / Michale Boganim / Amit Breuer / Shai Carmeli-Pollack / Sami S. Chetrit / Danae Elon / Anat Even / Jack Faber / Avner Fainguelernt / Ari Folman / Gali Gold / BZ Goldberg / Sharon Hamou / Amir Harel / Avraham Heffner / Rachel Leah Jones / Dalia Karpel / Avi Kleinberger / Elonor Kowarsky / Edna Kowarsky / Philippa Kowarsky / Ram Loevi / Avi Mograbi / Jud Neeman / David Ofek / Iris Rubin / Abraham Segal / Nurith Shareth / Julie Shlez / Eyal Sivan / Yael Shavit / Eran Torbiner / Osnat Trabelsi / Daniel Waxman / Keren Yedaya


Registro

Hoje é o aniversário de Flora, a caçula da família, que é muito querida por pais e irmãos.
Hoje foi publicada uma resenha que fiz em Livros & Afins


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Agosto 08, 2006
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Agosto 04, 2006


Fujimori brasileiro

     Em 1990, Alberto Fujimori foi eleito presidente do Peru, após se credenciar como salvador da pátria. Durante dez anos, ele governou o país, dando vários golpes de estado, o primeiro dos quais foi um autogolpe com a convocação de uma assembléia constituinte sem a participação de políticos. Terminou o governo de forma melancólica, sob escândalos de corrupção e aproveitou uma viagem internacional para se exilar no Japão.
     Lula também se elegeu para mudar o Brasil, igualmente na condição de salvador da pátria. Logo no início de seu governo, em declarações que pareciam incontinência verbal, atacou o Poder Judiciário. Na verdade, até então, o Poder Judiciário tinha sido o último recurso do povo brasileiro na luta contra a perda de direitos sociais. Com o ataque, Lula botou o Poder Judiciário na defensiva e desencadeou uma série de processos de supressão de direitos trabalhistas, de aposentados, etc.
     A seguir, com o chamado mensalão, o governo Lula tornou sistemática a corrupção, comprou parte considerável do Poder Legislativo para aprovar as medidas antinacionais, antidemocráticas e antipopulares que marcaram o (des)governo dele. Numa de suas investidas contra as instituições nacionais, Lula declarou que nas CPIs "companheiros" eram torturados; a declaração parece ter sido uma senha, pois no dia seguinte integrantes do MSLT, financiado por milionárias verbas liberadas pelo governo Lula, invadiram e depredaram o Congresso Nacional. Ontem, no Jornal Nacional da TV Globo, na sua cruzada para se tornar o Fujimori brasileiro, Lula propôs a convocação de uma assembléia constituinte sem a participação de políticos. Só falta os banqueiros internacionais não mais "blindarem" Lula para que ele tenha o mesmo fim de Fujimori.
     Jornal Nacional:
Em entrevista, o presidente apoiou a proposta de uma reforma política para o Brasil.
"Nós precisamos ter uma reforma política profunda no país. Profunda mesmo. É preciso que a gente dê respeitabilidade à política brasileira e vai precisar de uma reforma. Agora eu não sei se as pessoas que estão legislando em causa própria podem fazer a reforma que a sociedade precisa", disse o presidente Lula
.


Usina de Letras

     Certa vez, um conto meu foi selecionado e publicado numa Antologia de Novos Autores. Pouco depois disto, ainda no milênio passado, descobri a Usina de Letras, portal criado e mantido pelo Sindicato de Escritores de Brasília, no qual comecei a publicar textos na Internet, ainda não existia a blogosfera. Foi uma experiência interessante e por meio da Usina de Letras tornei-me amigo virtual de cinco pessoas: os pernambucanos Antônio Virgílio e Carlos Galvão, os mineiros Marcos Jansen e Leila Silva e a gaúcha Maria Georgina. Em 2004, Carlos Galvão visitou a minha casa e em 2005, Leila veio ao Rio com a família e eu e Flora a conhecemos pessoalmente. Ainda o ano passado, quando foi lançado o edital do concurso que resultou na publicação do livro saboreando palavras, foi exatamente Leila que me avisou e sugeriu que eu participasse, eu não queria e ela insistiu, releu alguns textos meus e sugeriu dois deles para serem inscritos, ou seja, na prática foi graças a ela que tive os dos pequenos contos publicados, por isto sou muito grato. Leila aniversariou ontem e eu não poderia deixar de registrar o fato, além de parabenizá-la.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Agosto 04, 2006
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Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes
Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Parque das Emas
Goiás - Mato Grosso do Sul
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Campos do Jordão
São Paulo
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Mercado São Josá - Recife
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Pouso Alegre
Minas Gerais
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Nascente - Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Poente - Floresta da Tijuca
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Maracanã
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Niterói
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Quinta da Boa Vista
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Zona Norte
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Micos
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Igreja da Penha
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro