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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Quarta-feira, Março 29, 2006 |
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As flô de Puxinanã
(Paródia de As "Flô de Gerematáia" de Napoleão Menezes)
Zé da Luz
Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.
A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.
A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué cristão
os oiá déssa minina.
Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.
A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscuz de mandioca.
Dois cuscuz, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.
Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui eu vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.
Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscuz!
Severino de Andrade Silva (Zé da Luz), nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965.
O lago
Paula Tavares
Tão manso é o lago dos teus olhos
que temo avançar a mão
cortar as águas
e semear o espanto
na descoberta
da minha sede antiga.
Paula Tavares nasceu em Lubango, Angola, em 30/10/1952.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Março 29, 2006
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Março 24, 2006 |
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Gripe aviária
Em reunião com o círculo mais próximo, o Presidente Lulla acatou a proposta de conter a gripe aviária criando uma barreira sanitária em torno de Porto de Galinhas. Contudo, um dos presentes lembrou-lhe que o orçamento de 2006 ainda não foi aprovado o que dificultaria a implantação dos tais sanitários em torno do balneário pernambucano, por isto, apenas as medidas que não dependam de orçamento serão implantadas, como a proibição da Missa do Galo e do desfile do Galo da Madrugada; a troça Periquito come milho, papagaio leva a fama teve seu desfile liberado, pois no Palácio do Planalto considera-se que aves clorofiladas são imunes à gripe aviária. Para demonstrar a eficácia do governo, Lulla resolveu interditar os locais em que o pessoal solta a franga, proibir a circulação de peruas e confinar os homens galinhas.
Sem problema orçamentário, o Presidente Bush ordenou o bombardeio de vários países: Peru, Ilhas Canárias e todas as Guinés.
Aniversário
A minha filha mais velha é a aniversariante deste sábado. Ela está grávida de meu primeiro neto. Outro dia conversamos, eu no Rio e ela no Paraná, por cerca de duas horas. Ante a manifestação de insegurança em ser mãe pela primeira vez, eu disse que com ela é que comecei a aprender a ser pai e com o filho dela começarei a aprender a ser avô. E que, sem mérito meu, só tenho do que me orgulhar e me alegrar.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Março 24, 2006
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wDivagações e citações - Terça-feira, Março 21, 2006 |
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Currículo
Flora precisava fazer um currículo resumido para acrescentar a um trabalho; então, pelo MSN conversou comigo, reproduzo abaixo a conversa emeessênica.
Flora: — pai, como posso fazer um currículo resumido?
Eu: — basta dizer quem é você, mas não pode fazer muita brincadeira, você precisa ser um pouquinho formal.
Flora: — Aah, pai, fala sério!
Eu: — isto mesmo filhinha, diga a sério, alguma coisa sobre você, re-su-mi-da-men-te.
Flora: — formal? que saco, pai!
Eu: — tá bem, não precisa ser formal, mas não precisa esculhambar.
Flora: — como? dê um exemplo de currículo resumido.
Eu: — Manoel carlos Pinheiro. Nascido em Pesqueira, Agreste de Pernambuco, em 1951. Analista de Sistemas e Consultor. Viveu em Pernambuco, África e Rio de Janeiro, onde reside. Foi Coordenador do DCE da UFRJ, Secretário Geral do Instituto Cultural Brasil África e membro da Coordenação Executiva Nacional do Comitê Anti-Apartheid do Brasil. Recebeu Moção de Honra da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Casado, tem quatro filhos.
Flora: — isto não! Não vou fazer um currículo assim.
Eu: — filhinha, você me pediu uma opinião e um exemplo, queria o quê?
Flora: — peraí, vou digitar uma coisa, veja se fica bom assim: Flora, 16 anos, Rio de Janeiro. É Flora, mas não é irmã da Fauna. Tem 16 anos, mas a idade mental varia muito. Não só mora no Rio de Janeiro: é carioca bairrista. Estudante de Ensino Médio, estagiária do CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Tem um pai que gosta de contar pros amigos que a filha tirou primeiro lugar no Concurso de Contos do Liceu Franco Brasileiro quando estava na sétima série, além de segundo lugar na Olimpíada de Matemática. A verdade é que Flora passou o currículo inteiro querendo falar sobre seu senso de orientação de um gomo de jaca e declarar seu ódio às aulas de Educação Física aos sábados. Sério, aula de Educação Física ao sábado deveria ser ilegal.
Eu: — é... gostei, afinal, a elaboração faz parte do currículo.

MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Março 21, 2006
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Março 17, 2006 |
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Angolares
Alda Espírito Santo
Canoa frágil, à beira da praia,
panos preso na cintura,
uma vela a flutuar...
Caleima, mar em fora
canoa flutuando por sobre as procelas das águas,
lá vai o barquinho da fome.
Rostos duros de angolares
na luta com o gandu
por sobre a procela das ondas
remando, remando
no mar dos tubarões
p'la fome de cada dia.
Lá longe, na praia,
na orla dos coqueiros
quissandas em fila,
abrigando cubatas,
izaquente cozido
em panela de barro.
Hoje, amanhã e todos os dias
espreita a canoa andante
por sobre a procela das águas.
A canoa é vida
a praia é extensa
areal, areal sem fim.
Nas canoas amarradas
aos coqueiros da praia.
O mar é vida.
P'ra além as terras do cacau
nada dizem ao angolar
"Terras tem seu dono".
E o angolar na faina do mar,
tem a orla da praia
as cubatas de quissandas
as gibas pestilentas
mas não tem terras.
P'ra ele, a luta das ondas,
a luta com o gandu,
as canoas balouçando no mar
e a orla imensa da praia.
Glossário:
Angolar: grupo étnico são-tomense. Segundo a tradição portuguesa, sem confirmação científica, teria naufragado, em frente ao extremo sul da Ilha de São Tomé, um barco transportando cativos (1550). Estes, alcançando a costa, teriam dado origem ao Povo Angolar. Admite-se, todavia, que os angolares tenham alcançado a Ilha por seus próprios meios, provenientes do Continente Africano.
Caleima: ondulação forte do mar.
Gandu: tubarão
Izaquente: frutos cujas sementes são caracterizadas por um alto poder energético.
Quissanda: tapumes feitos com folhas de palmeira.
Alda Espirito Santo (Alda Graça) nasceu em São Tomé em 1926. Tornou-se famosa com Ministra da Educação e Cultura de São Tomé e Príncipe, foi ministra em diversas pastas e deputada.
Presentes
Nora Borges, de Língua de Mariposa, me enviou um CD com músicas de Tarifa. Ela escreveu algumas postagens sobre Tarifa e eu não ousaria, a partir da música, tentar caracterizar a região. Fiquei surpreso com a música, pois o pouco que vi na Espanha reforçou a idéia de que o país tem influência moura e cigana, nada mais. Ao ouvir a música de Tarifa percebi muitas outras influências, como a indiana.
Sílvio Persivo de Ser poeta, Visão do futuro e Jornal Diz Persivo enviou-me o livro dele Não engula sapo por Lula; trata-se de um interessante trabalho no qual Sílvio registrou a trajetória de Lulla, as propostas e posições defendidas ao longo do tempo. Bastaria isto para justificar a publicação do livro, uma vez que Lulla sozinho já prova que é mentiroso e oportunista. Contudo, não satisfeito, Sílvio registrou a cronologia do Mensalão, as ridículas frases de Lulla presidente, o que delle disseram algumas personalidades. Se me basear no livro terei assunto para postar até o fim do ano.
Quando soube que o meu primeiro neto está para nascer, Leila de Cadernos da Bélgica me enviou o CD Ibihozo da ruandesa Cécile Kayirebwa. Leila explicou que "Ibihozo quer dizer canção de ninar, mas não é só isto, canções que acalmam as tristezas, que limpam, enxugam, as lágrimas" e recomendou: "é para o vovô Manoel Carlos ouvir com o neto".
Eu só não consigo fazer um agradecimento à altura da gentileza dos três e do valor de cada um dos presentes.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Março 17, 2006
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Março 13, 2006 |
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Música sangüínea
Ana Santana
No cimo do tambor
continuar brincando, queria,
mas não.
Cantar o belo,
mas as mãos, os olhos, a carne?
(quanto sofre a carne inconformada)
ter olhos passando tempo
pelo imediato,
eu passo
por aqui, sempre
(como não encontro o infinito)
a angústia no caso
que não há.
Como romper, rasgar
para essa lua entrar,
que luz?
Aonde o sol
e o tempo para soltar a voz,
a fórmula do amar
à força de estar, quem entende?
Oh, discreto riso,
suave tristeza,
olho molhado, olhando-se,
amor fardado (falhado?)
o que será dessa
música sangüínea?
Ana Paula de Jesus Faria Santana nasceu em Gabela, Kwanza Sul, Angola, em 20 de outubro de 1960; economista, jornalista e tradutora, é membro da União dos Escritores Angolanos desde os 25 anos de idade.
Desejos
Vera Duarte
Queria ser um poema lindo
cheirando a terra
com sabor a cana
Queria ver morrer assassinado
um tempo de luto
de homens indignos
Queria desabrochar
- flor rubra -
do chão fecundado da terra
ver raiar a aurora transparente
ser r'bera d'julion
em tempo de são joão
nos anos de fatura d'espiga d'midje
E ser
riso
flor
flagrante
em cânticos da manhã renovada
Vera Valentina Benrós de Melo Duarte Martins nasceu em Mindelo, São Vicente, Cabo Verde, em 2 de outubro de 1952. Primeira mulher da magistratura cabo-verdiana; primeira mulher do Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde; primeira mulher do Conselho Superior de Magistratura de Cabo Verde; primeira mulher da Comissão Africana para os Direitos do Homem e dos Povos. Já foi Presidente da Associação dos Escritores Cabo-verdianos.
Arde o coração!
Mingas
Sentada na margem
do Mar azul,
lágrimas nos olhos,
contemplava a água límpida
e sonhava alcançar
um mar transparente coberto de rosas.
Ao meu redor
reinava um silêncio de morte,
só se ouvia o barulho das ondas
Foi entre estas ondas
que tu apareceste
como que em sonho
Senti as tuas mãos matinais
limpares estas duras lágrimas
Tu me prometeste
o mar transparente coberto de rosas
e eu acreditei
Mas em vez disso
deste-me a floresta fogosa
E eis que cada minuto
juntamente com a floresta
queima o meu coração
Domingas Barbosa Mendes Samy nasceu em Bula, Cacheu, Guiné-Bissau, em 2 de janeiro de 1955, licenciada em Filologia Germânica, membro da União Nacional de Artistas e Escritores da Guiné-Bissau, escreve poemas em Crioulo, Português, Francês e Russo.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Março 13, 2006
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wDivagações e citações - Terça-feira, Março 07, 2006 |
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A entrega da Amazônia
Muita gente está surpresa com a licitação por meio da qual o (des)governo Lulla entrega a Amazônia aos grupos econômicos e abdica de vez do papel do Estado Nacional de preservar a Amazônia. Em entrevista à revista Isto É - Senhor, de 12 de abril de 1989, Lulla, então candidato à Presidência da República, declarou:
"...Há gente do governo italiano e do próprio movimento sindical achando que o Brasil é pouco esperto. Ao invés de ficar brigando pela Amazônia, deveria aproveitar este debate extraordinário que está acontecendo no mundo para tirar proveito e discutir a dívida externa em patamares mais favoráveis. Eu disse por lá que se é verdade que a Amazônia é o pulmão do mundo, é verdade também que a dívida externa é a pneumonia. O governo Sarney faz sua demagogia nacionalista, mas parece que poderia tirar proveito do debate sobre a Amazônia com uma certa tranqüilidade..." "P — O sr. não é nacionalista nesta questão da Amazônia." "R — Olha, é bem capaz que o Sarney, mesmo não sendo general, queira transformar a Amazônia nas Malvinas do Brasil. Quer dizer, em nome do nacionalismo, ele poderia imaginar que dá para convencer o povo e uni-lo na defesa de um território que é falsamente brasileiro, porque tem muita multinacional lá...". Para ver cópia da entrevista, por favor, clicar aqui
Ao se tornar presidente, Lulla não renegociou a dívida externa, usou o suor e o sangue do povo brasileiro para pagar os mais altos juros do Mundo aos especuladores financeiros internacionais e está disposto a entregar a Amazônia; como sempre ocorre no Brasil, quando um governante quer privatizar um bem do povo brasileiro, promove o sucateamento para apresentar a privatização como uma solução. Lulla permitiu as maiores queimadas da História da Amazônia, esfacelou os órgãos ambientais, "terceirizou" atribuições governamentais, provocou seca na Amazônia, mas isto foi insuficiente para uma "salvadora" intervenção que promovesse a internacionalização amazônica. Lulla tira a máscara e promove a entrega direta a quem quiser explorá-la, inclusive transferindo do Governo para as empresas as atribuições de controle e preservação; desta forma, Lulla poupa os imperialistas do desgaste internacional de uma invasão.
Cá pra nós, falsamente brasileiro não é a nossa Amazônia, mas quem a entrega.
Concurso literário
Não informei antes por desconhecimento. O Ministério da Educação promove um concurso literário em oito modalidades e prêmio de dez mil reais para cada um dos oito vencendores. As informações estão aqui e o edital do concurso aqui
CULT 100
Em espaço nobre, na Oficina Literária, Leila de Cadernos da Bélgica teve um conto publicado na revista Cult número 100, a qual está à venda nas bancas, mas também há a versão eletrônica que pode ser lida aqui. Parabéns! Pela qualidade do conto, pelo espaço conquistado.
Dia Internacional
Diferentes sim, desiguais não!
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Março 07, 2006
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Março 03, 2006 |
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Com nóis, tudo acontece!
Ontem, dia incomum de trabalho, decidi passar, ao fim da tarde, na Saraiva Mega Store da Rua do Ouvidor; lá eu bisbilhotei livros, revistas e CDs, depois fiquei no café à espera de Sílvia, minha mulher. E ela chegou acompanhada de Taís, uma cearense arretada, ex-gerente do IBAMA do Estado do Rio de Janeiro. Então, logo à chegada delas, percebi que não seria mais um fim de tarde tranqüilo. Qual um furacão, Taís saiu a cata de livros de Mia Couto, afinal eu emprestei Na berma de nenhuma estrada, mesmo após ela dizer que não gostava de contos, apenas romances. De lá passamos na Livraria da Travessa e na Livraria Leonardo da Vinci, em nenhuma havia mais que dois livros dele (O último vôo do flamingo e Um homem chamado rio e uma casa chamada terra), os quais ela já leu. Não são comercializados os que eu indiquei: Terra sonâmbula, Estórias Abensonhadas e O fio das missangas; ainda pensamos na Portugália e na Camões, mas já era tarde; derivamos e, sem mais nem menos, nos metemos numa muvuca, em frente ao Café Teatro Rival, numa mesa na própria rua ao som do Bloco Voltar p'ra quê?, o qual tenta convencer os teimosos, que trabalham em plena quinta-feira de carnaval, a caírem no samba.
O bloco prestava uma homenagem a Oscarito, aliás, outros blocos e bandas da Cinelândia prestaram homenagem ao Rei da Chanchada. No meio de toda a confusão, Mila, filha de Oscarito, veio para a nossa mesa. Rapidamente a agitada Taís foi buscar o presidente do bloco e, em poucos minutos, a nossa mesa virou o epicentro da bagunça. Eu e Sílvia conseguimos empurrar Taís e Mila para cima do carro de som e nos escapulimos; já no "tranqüilo" Amarelinho, Sílvia disse: — com nóis, tudo acontece!
Hoje, a nossa intenção é irmos a dois eventos, ambos na Lapa: às 19 horas no Antiqua Sappore (Gomes Freire 217) e às 21 horas no Céu Aberto (Lavradio, 170), sendo agradáveis, que tudo aconteça com nóis.
Três textos de Mia Couto
Sugiro a leitura de três textos de Mia Couto: A carta, Sangue da avó manchando a alcatifa e Isaura para sempre dentro de mim. Para acessá-los, através do menu superior, ir a Citações - Mia Couto e escolher o texto entre os dezesseis disponíveis.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Março 03, 2006
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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