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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Casado, com quatro filhos. Contato |
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Rabiscos e divagações
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Outubro 24, 2005 |
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Amazônia em cinzas
Nos últimos anos tem-se acentuado o desmatamento da Amazônia, o qual, no ano de 2002, atingiu a incrível, assustadora e desoladora marca de vinte mil quilômetros por ano; infelizmente, nos três anos posteriores, o desmatamento só aumentou, nos mais tristes recordes de nossa História. Esta tendência precisa ser urgentemente revertida. A devastação tem sido conseqüência de atividades econômicas predatórias. A exploração desenfreada não resultou em melhoria da qualidade de vida das populações localizadas nas áreas desmatadas. Tampouco gerou o desenvolvimento regional. Ao contrário, verifica-se, no Brasil atual, um elevadíssimo grau de concentração urbana em torno de onze regiões metropolitanas, as quais reúnem mais de 60% de toda a população brasileira. Além disto, vivemos uma crise econômica sem precedentes e há imensa dificuldade na promoção do desenvolvimento das pequenas cidades. Desenvolvimento este que poderia reverter o fluxo migratório e representar a solução para os problemas sociais, notadamente a violência nos grandes centros urbanos.
A crise econômica e o grau de disparidades regionais exigem a adoção de um modelo de desenvolvimento que reduza as desigualdades sociais e regionais e que promova a geração de trabalho, emprego e renda. Este modelo deverá objetivar a sustentabilidade ambiental e a melhoria da qualidade de vida.
A floresta amazônica representa um terço de todas as florestas tropicais do planeta e é a área de maior biodiversidade do Mundo, conseqüentemente, o maior patrimônio genético. Riqueza esta que só poderá ser preservada se consideradas as necessidades das populações que vivem na região amazônica.
Daí a relevância de um processo que congregue atividades de educação ambiental articuladas às atividades econômicas tradicionais de forma a criar as condições de desenvolvimento local baseado na sustentabilidade ambiental.
Diversas atividades econômicas tradicionais poderão ter um enfoque não predatório, inclusive com a adoção de um plano de manejo. Entre elas destacamos: agricultura, artesanato, extração madeireira e pesca.
O ecoturismo é uma atividade econômica capaz de produzir efeitos multiplicadores sobre as atividades econômicas tradicionais mencionadas, podendo representar uma estratégia de sustentabilidade ambiental que considere as necessidades econômicas das populações locais. Através do ecoturismo poderão ser comercializados produtos locais, além disto, o ecoturismo poderá representar a geração de emprego e renda para parcela da população direta e indiretamente envolvida em atividades turísticas.
Em síntese, é necessário o desenvolvimento de ações que tenham como resultado: elevação do nível de consciência ecológica da população; transformação de atividades econômicas tradicionais em atividades não predatórias; reversão do processo de desmatamento na região; e implantação de um modelo de desenvolvimento baseado na sustentabilidade ambiental.
Ao contrário disto, o governo federal tem se caracterizado, em suas ações na região, pela incompetência, inconseqüência e irresponsabilidade no criminoso tratamento das questões regionais e ambientais. A seca na Amazônia e a febre aftosa são apenas dois indicadores da catástrofe que o governo corruPTo tem promovido. E mentir sobre os fatos não resolve os problemas, apenas os agrava.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Outubro 24, 2005
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wDivagações e citações - Terça-feira, Outubro 18, 2005 |
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Notarial
— Eu gosto de amor, de bondade, de beleza...
— É mesmo!?
— Detesto inveja, falsidade, crueldade, violência...
— Não diga!!!
Ninguém consegue imaginar um diálogo destes, mas muita gente acha natural dizer estas obviedades em seus perfis, na internet. Eu creio que diria: odeio burocracia! Eu sei que ninguém gosta de burocracia, aliás, os burocratas devem gostar apenas quando a praticam, jamais quando são vitimados por ela.
Certa vez, o Quinteto Violado fazia uma temporada no Rio de Janeiro e, numa manhã, apareceram em meu trabalho Toinho Alves e Marcelo Melo, acompanhados de Pedro de Souza, o produtor. Eles estavam muito preocupados, pois precisavam fazer um documento, o qual deveria estar no dia seguinte no Recife. Eu não me lembro bem se era um contrato para uma excursão à Europa, ou a aquisição de um imóvel... O que sei é que eles estavam a ponto de cancelarem um dia de apresentação para irem ao Recife e firmarem o tal documento em cartório no qual têm firma, pois precisavam de comprovantes de residência e outras coisas muito simples, mas que jamais conseguimos fazer com a urgência necessária. Apenas por desencargo de consciência, Marcelo me perguntou se eu conhecia algum cartório no qual eles pudessem tentar resolver o problema. Eu sugeri que fôssemos almoçar e, no caminho, poderíamos tentar...
Na Travessa do Ouvidor há um cartório. Na época, Milton Caldeira, ainda não desencantado com a Revolução Proletária, era Tabelião, Escrivão ou algo parecido. Fomos até lá, entramos e ao fundo, ao ver a mesa de Milton, desocupada, fui até a mesa da assistente dele. — Por favor, posso falar com Milton? — Ele não se encontra, é só com ele? — Sim, a que horas ele retorna? — Ele se aposentou.
Após este breve diálogo, observei a fisionomia dos meus três acompanhantes. Parecia até que éramos de um povo carente de Liberdade, Paz e Democracia e que os bravos rapazes estadunidenses tivessem vindo nos salvar, para tal eles jogariam uma bomba de napalm e nos deixariam com o ar que Toinho, Marcelo e Pedro se encontravam.
Loura, olhos azuis e pele muito clara, a gentil e sorridente assistente me perguntou: — posso ajudá-lo em alguma coisa? — tomara que sim!
Após receber as explicações ela nos olhou como se estivéssemos falando em sumério, xucuru ou islandês; sem nada dizer, pegou os papéis e saiu; ficamos um pouco desconcertados e eu, embora não dissesse, pensei que ela era sorridentemente mal-educada; após alguns minutos, que pareceram uma eternidade, durante os quais Marcelo, a cada dez segundos, disfarçava e olhava para o relógio, a sorridente loura retornou e me disse: — há um probleminha... Eu pensei: — é claro! Ela: — quem assinou estes documentos? E eu, mais parecendo um dedo-duro, prontamente apontei para os três: — eles! Ao que ela, candidamente, disse: — então eles precisam ter uma firma aqui. Sem nem me dar tempo de perguntar o que seria necessário, ela se ausentou por alguns segundos e voltou com umas fichas, pediu que os três as preenchessem, levou toda a documentação e retornou com tudo pronto!!! Estarrecido eu balbuciei: — quanto é? E ela: — nada não.
Eu costumo saber nome de porteiros, serventes, faxineiros, balconistas, mas não sabia o nome da assistente de Milton e me dei conta de que sou mais grosso que parede de igreja ou papel de embrulhar prego. Eu fiquei desconcertado, como se ela soubesse que, durante o pouco tempo que ela levou para resolver todos os nossos problemas, eu pensei muito mal dela. Agradeci e saímos, e, outra vez, fiquei envergonhado, pois não pude ignorar a imensa fila de pessoas que certamente perderiam o horário de almoço para tentarem fazer bem menos do que o que nós havíamos acabado de fazer.
Este foi um caso excepcional. Os cartórios foram as primeiras e indevidas privatizações feitas no Brasil. Além de nos fazerem perder a paciência, nenhuma serventia eles têm; todas as vezes que preciso reconhecer firma, os atendentes me dizem que não tenho firma no cartório, e eu sei que tenho em cerca de uma dezena deles. Ao entregarmos alguma cópia de documento em um cartório, é-nos exigida a autenticação da cópia, para isto, pagamos ao mesmo atendente que a autentica e a recebe. É kafkiano!
Credibilidade
Dizem que o Ministro da Agricultura está para cair do cargo. A instabilidade do ministro se deve à divulgação, em noticiários televisivos, de algumas declarações dadas por ele há poucos meses, nas quais ele afirmou que o Brasil teria problemas de febre aftosa se o Ministro da Fazenda não liberasse o dinheiro que deveria ter sido liberado desde o início do ano para a Vigilância Sanitária. Além disto, naquela ocasião, ele alertou para o fato de o Brasil não estar atendendo às justas exigências da União Européia. A aftosa veio, mas o sagrado lucro dos bancos foi preservado.
Eu estava tranqüilo quanto ao enfrentamento do problema, com atraso e irremediáveis prejuízos, quando Lulla afirmou que o foco havia sido controlado. Eu comentei com amigos: — pela credibilidade delle, acho que deixarei de comer carne bovina por uns tempos; e não deu outra, no mesmo dia foram anunciados mais três focos da febre aftosa. Será que mentir virou uma compulsão? Ou Lulla mente sempre que enche a cara?
Blogo, logo, existo!
No dia 11/10/2005, constaram entre os Blogs of Note: Mudança de Ventos e Quem tem medo de Baby Jane?. É com muita alegria que parabenizo as respectivas autoras.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Outubro 18, 2005
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wDivagações e citações - Sexta-feira, Outubro 14, 2005 |
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Anonimato
Sílvia trouxe um berrante de Mato Grosso. Fez-me lembrar de quando seu Bira, depois de se aposentar, resolveu aprender a tocar saxofone. Toda a vizinhança teve que aturar o aprendizado dele, como todas as desafinações possíveis e imagináveis. Depois de muitos anos de persistência, ele aprendeu a tocar e formou uma bandinha que tocava em promoções de lojas, em caminhadas de candidatos e em eventos do gênero.
Houve uma época que era muito diferente. Quando os amigos me visitavam, sempre ficavam surpresos com o mavioso som de cordas: guitarra, viola, violão, alaúde, cítola, cítara... e mais surpresos ficavam quando me perguntavam que som era aquele e eu respondia que se tratava de um vizinho a ensaiar. Era Robertinho do Recife, um virtuose em todos os instrumentos de corda.
Robertinho parecia ter uma idéia fixa, vez ou outra ele me dizia: — Manoel Carlos, eu conheço você de algum lugar. Eu sempre respondia: — Robertinho, eu sou muito comum, você está me confundindo, pois nunca nos encontramos.
Robertinho não era exatamente uma pessoa dócil, ao contrário, muitas vezes ele brigava quando jogávamos bola. Eu só não o vi brigar comigo, com Fagner e com Dedé, com os demais jogadores, qualquer coisa era suficiente para o pavio curto de Robertinho fazê-lo querer trocar socos. E era difícil contê-lo, pois ele se aborrecia até com quem queria apartar a briga. Certa vez, Robertinho queria brigar com um rapaz cuja largura superava a altura dele; eu não podia deixar ocorrer um massacre e separei, mas Robertinho ficou uma fera: — até você está contra mim?, bradava ele.
Na verdade, era um paradoxo, pois Robertinho tinha muito medo de machucar as mãos, tanto que, quando não havia goleiro e nos revezávamos, ele suplicava para não ficar no gol, pois jamais ousaria aparar uma bola com as mãos e correr o risco de quebrar ou luxar um dedo. Fora do futebol, Robertinho era tranqüilo, nem se parecia com o peladeiro arengueiro.
Uma vez estávamos em minha casa, pois Fagner recebera uma cachaça do Ceará e levou para provarmos; em determinado momento, Fagner fez referência a Pernambuco e Robertinho quase pulou: — quer dizer, Manoel Carlos, que você não é de Sergipe, mas de Pernambuco? E eu: — Claro, Robertinho, eu jamais disse que sou sergipano! Ele: — alguém me disse, por isto é que eu jamais consegui me lembrar de onde conhecia você. É do Recife mesmo! Você morava naquela ruazinha, pertinho da rua Castro Alves, bem em frente à maternidade, não é? Eu fiquei surpreso: — é verdade, Robertinho! Como você sabe? E ele: — eu via sempre você passar, todo mundo fazia o maior auê quando você passava e você estava sempre com pressa, apenas cumprimentava a todos nós, e eu estava sempre num cantinho, tocando violão, uma vez ou outra você parava rapidamente, ouvia um pouco e saía correndo. Eu sabia que um dia me lembraria! Eu respondi: — de fato, Robertinho, você provou que me conhecia, mas digo uma coisa: é a primeira vez na vida que a estrela conhece o anônimo e o anônimo não conhece a estrela.
Estupidez
A febre aftosa reflete a situação em que vivemos. Há cerca de seis meses, uma missão da União Européia advertiu o governo brasileiro, o qual, em sua costumeira insensatez, desprezou os riscos do surto de febre aftosa e, para não sacrificar a única coisa sagrada para este governo, o pagamento de altíssimos juros aos banqueiros internacionais, deixou de lado a vigilância sanitária. Em Portugal, Lulla fez o que sempre faz: botou a culpa nos outros e mentiu. Ele tratou como tem tratado todas as questões ambientais: de forma inconseqüente, irresponsável e criminosa. Depois de três anos de sucessivos recordes de devastação, o que parecia impossível aconteceu: há seca na Amazônia! A soja transgênica, a devastação da Amazônia, a transposição de rios, a febre aftosa... a inteligência humana tem limite, mas a estupidez lullista não.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Outubro 14, 2005
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wDivagações e citações - Domingo, Outubro 09, 2005 |
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Em queda livre
Eu vivia em Moçambique e vim de férias ao Brasil; aproveitei e passei o carnaval no Recife; lá reencontrei muitos amigos, inclusive ex-colegas da época de faculdade, como Felinto e Sônia, Sérgio e Virgínia, Davi e Márcia... foi no ano que este pessoal, criador do bloco carnavalesco Eu acho é pouco, criou o Eu acho é pouquinho, para as crianças. Entre os fundadores do bloco mirim estavam os filhos de Davi e Márcia.
Eu e Márcia Maia entramos para a Universidade Federal de Pernambuco no mesmo ano, ela na Faculdade de Medicina e eu na Escola de Engenharia. Em Engenharia eram quatro turmas no primeiro ano, formadas por ordem alfabética, por isto, eu era da turma C; na época, Márcia namorou Davi, da turma B, o qual trocou a Engenharia pela Física, como vários outros colegas da turma B: Gauss, Emil e, entre outros, na minha lembrança, Joaquim.
Muito tempo depois, quando já namorava Sílvia, e falávamos de coisas de Pernambuco, ela disse que conheceu um Joaquim, ex-aluno de Engenharia, que fizera Mestrado em Matemática no Rio, tendo retornado ao Recife após a conclusão do curso. Algumas informações eram discrepantes, como eu achar que ele era Físico e Sílvia dizer que era Matemático, mas havia indícios de ser o mesmo Joaquim, por tudo que nos lembrávamos e descrevíamos.
Certa vez, fomos ao Recife e estávamos em um dos barezinhos característicos do Recife, autêntico fundo de quintal, ao som de Jacaré (ver aqui), quando vimos Joaquim. Eu disse: — Sílvia!, aquele lá é Joaquim! E ela: — sim, é o próprio, se bem que está muito novo pra ser ele...
Após discutirmos se era ou não Joaquim, fomos até a mesa dele e perguntamos: — desculpe-nos, mas você é Joaquim?
Ele nos olhou, sorriu e perguntou: — Joaquim paraibano?
Nós: — sim...
Ele: — que estudou Engenharia na Federal?
Nós: — sim...
Ele: — que trocou Engenharia por Matemática?
Nós: — sim...
Ele: — que fez mestrado no Rio de Janeiro?
Nós: — sim...
Após várias perguntas dele, as quais nós, intrigados, confirmávamos, ele nos disse: — não sou não, mas morro de vontade de conhecer este Joaquim, se encontrá-lo, por favor, marque um encontro aqui na sexta-feira à noite, pois todo mundo me pergunta se sou ele, já recolhi tanta informação sobre ele que poderia até escrever a biografia dele.
Tempos depois reencontrei Márcia na blogosfera e, evidentemente, sempre que podemos, conversamos um pouco; contei isto para Márcia e ela disse que se tornou grande amiga de Joaquim, deu-me a triste notícia de que ele, aos quarenta e poucos anos, sofreu um AVC e ficou com muitas seqüelas.
Estas coisas do passado retornam, pois Márcia, mesmo sendo Médica Pediatra, é uma escritora e lançará o seu terceiro livro. No convite, a proposta de dividir a alegria; não estarei lá, mas dividirei alegria e todas as lembranças de lugares, amizades e coisas que eu e Márcia temos em comum, como a paixão pelo frevo e pelo Santa Cruz. Desejo o merecido sucesso.
O quê: lançamento do livro Em queda livre
Quem: Márcia Maia - autora de Mudança de Ventos e Tábua de Marés.
Quando: 14 de outubro - 19 horas.
Onde: Estande da Edições Bagaço
V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco
Centro de Convenções - Olinda - PE
Sessenta anos
Hoje Taiguara completaria sessenta anos. É grande a saudade do amigo, companheiro de lutas.
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Domingo, Outubro 09, 2005
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Outubro 03, 2005 |
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Polêmica
Certa vez, participei de uma discussão informal sobre Saúde. Eu, o único que não era Médico ou Pesquisador na área, quase não falei, mas prestei muita atenção. Entre os diversos comentários, chamou-me a atenção os especialistas estranharem o fato de Cuba ter grande desenvolvimento em Biotecnologia sendo um país pobre e não dispondo de equipamentos sofisticados. Ao chegar em casa, reproduzi a indagação que ficara no ar e Sílvia me disse: — é o rigor metodológico e conceitual, claro que algum equipamento sempre é necessário, mas o avanço teórico propicia este rigor.
Muitas vezes, ao analisarmos certas situações, nós somos vitimados por nossos interesses ou temos o raciocínio embotado pela paixão. Com meus amigos, tenho discussões exacerbadas, mas respeitosas. É uma grande satisfação quando, ao fim de uma polêmica, chegamos a um acordo; independentemente de quem está com a razão.
Desde o início do Governo Lulla, todo o tempo, torci para estar errado, mas quanto mais eu me apegava aos princípios, quanto mais eu procurava o rigor metodológico, mais me parecia que o governo perdera o rumo, que as nossas esperanças se frustrariam cada vez mais. Agora, quando as pessoas que discordavam de mim concordam com o que há muito venho dizendo, não há satisfação, porém uma profunda tristeza, pois eu só desejava estar errado.
Blogo, logo, existo!
Moacy Cirne já foi inúmeras vezes citado aqui, desta vez é um breve registro: o seu balaio vermelho está no blogs of note, com absoluta justiça. Parabéns! Eu sou muito grato a Moacy por ter citado Agreste, muitas vezes, em seu blogue; além disto, Moacy é uma das pessoas mais atenciosas e gentis que conheço; bem à moda nordestina, cada vez que nos encontramos, ele traz um presente.
Agreste tem sido muito citado por Acir no blogue dele, mas Acir é mais ligeiro que pé de besta nova; quando eu penso em registrar a citação, ele já postou inúmeras vezes; eu quero manifestar a minha gratidão pela permanente gentileza com que sou tratado por Acir, pois bem, em agosto, Contra o Vento foi citado como blogue nota dez por Luiz Gravatá em O Globo, e esta semana, com justiça, Acir com o seu Contra o Vento faz companhia a Moacy Cirne no blogs of note, parabéns!
Não me peças sorrisos
Não me exijas glórias
que ainda transpiro
os ais
dos feridos nas batalhas
Não me exijas glórias
que sou eu o soldado desconhecido
da Humanidade
As honras cabem aos generais
A minha glória
é tudo que padeço
e que sofri
Os meus sorrisos
tudo o que chorei
Nem sorrisos nem glória
Apenas um rosto duro
de quem constrói a estrada
por que há-de caminhar
pedra após pedra
em terreno difícil
Um rosto triste
pelo tanto esforço perdido
- o esforço dos tenazes que se cansam
à tarde
depois do trabalho
Uma cabeça sem louros
porque não me encontro por hora
no catálogo das glórias humanas
Não me descobri na vida
e selvas desbravadas
escondem os caminhos
por que hei-de passar
Mas hei-de encontrá-los
e segui-los
seja qual for o preço
Então
num novo catálogo
mostrar-te-ei o meu rosto
coroado de ramos de palmeira
E terei para ti
os sorrisos que me pedes.
Agostinho Neto
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Outubro 03, 2005
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São Josá - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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