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wDivagações e citações - Segunda-feira, Maio 30, 2005


Autológica e heterológica

À época de minha adolescência não havia jogos computadorizados.
Nenhum adolescente atual concebe a vida sem jogos eletrônicos, computadores, vídeos e televisores.
É claro que tínhamos nossos jogos.
Nas férias jogava futebol de campo de manhã e à tarde, e jogava futebol de salão à noite.
Quando o inclemente sol do Agreste fazia alguns desistirem do futebol, jogávamos gamão, jogo de damas, dominó, além de criarmos nossos próprios jogos.
Um dos mais populares entre nós necessitava apenas de uma folha de papel quadriculada e uma caneta e que aplicássemos conceitos elementares de Matemática e de Física: vetorama, corrida de vetores.
E sempre fazíamos jogos com palavras.
Desde desafios de rimas, à imitação dos repentistas, até a forca, passando por uma brincadeira muito simples: classificar as palavras como autológicas ou heterológicas; evidentemente havia os paradoxos.

Há títulos de blogues heterológicos.
Errante de Cecília é um deles.
A passos seguros, de forma simples e objetiva, Cecília nos ensina, com suas sinopses biográficas, a compreendermos um pouco mais o mundo das artes.
É um blogue essencial, leitura obrigatória.
Orgulho-me em tê-lo entre os elos agrestinos.

Outros dois blogues heterológicos: Letras ao Acaso e InApto, ambos de Zé Pinto Correia.
Nada é ao acaso no primeiro que tem até trilha sonora, composta por Lara Santos especialmente para ele.
O segundo é a expressão máxima da sátira política portuguesa na blogosfera, feita com toda aptidão.

Além de terem títulos heterológicos e serem portugueses, em comum há uma pequena coisa: eles me indicaram em uma corrente sobre cinema. Errante indicou em 08 de maio e InApto em 20 de maio.

A televisão não fazia parte de minha adolescência, mas o cinema fazia.
Contudo, dos dramas que se desenvolviam no cinema os que mais nos interessavam não eram os levados na tela e sim os que ocorriam na platéia.
Muitas vezes, os olhos vermelhos de uma garota, à saída do cinema, não eram em função do filme, mas das tramas no escurinho.
O realismo de Rosselini e De Sica às vezes me chamava a atenção, na maioria das vezes a minha atenção estava mesmo voltada para a realidade cotidiana, na platéia.
Daí a minha mais completa ignorância em matéria de cinema.
Jamais soube nome de atores ou atrizes; para mim inexistiam diretores - salvo raras exceções...
Havia um concurso semanal, restrito à minha cidade, veiculado por uma emissora de rádio de Pesqueira; o assunto era cinema, jamais participei, pois não sabia como começar a responder às perguntas.
No Recife ia sempre ao Coliseu; no Rio tornei-me freqüentador assíduo da Cinemateca do MAM, do Cinema Um, do Paissandu e de inúmeros cineclubes.
Nos debates após as sessões, nas conversas à saída, eu não passava de ouvinte.
Não sei o porquê, mas jamais me senti à vontade para tecer comentários sobre cinema.
Agora, apesar da honra que é ser indicado por Cecília e Zé Pinto, continuo a não me sentir capaz de comentar algo sobre cinema, filmes, atores...
Solicitei a quatro profundos conhecedores do assunto que o fizessem por mim.
E solicitei por achar que falar de cinema é sempre algo muito natural para eles.
Um deles, Milton Ribeiro, respondeu no dia 26 de maio, ao qual agradeço.

Eis os indicados em ordem alfabética:

Francisco Sobreira de Luzes da Cidade

Milton Ribeiro de Milton Ribeiro

Moacy Cirne de Balaio vermelho

Tânia de Arteiros de plantão e suas 9 musas

Eis as perguntas.

Sobre cinema
1. Qual o último filme que viste no cinema?
2. Qual a tua sessão preferida?
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
5. E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
6. E que actor(actriz), realizador(a), argumentista ou produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
7. A quem vou passar isto?

MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Maio 30, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Terça-feira, Maio 24, 2005


Ausência justificada

Quinta-feira, dia 19, foi meu aniversário.
Todos os anos, às cinco horas da manhã, eu recebia um telefonema de minha mãe.
Como alguns sabem, ela faleceu em dezembro do ano passado.
Foi uma sensação estranha acordar e saber que não haveria telefonema.
No mais, foi um aniversário normal; o carinho dos amigos e parentes e, como no ano passado, o presente maior foi a vinda de Sílvia, minha mulher, que viajou mais de três mil quilômetros para passar alguns dias comigo.
Este também é o motivo de minha ausência dos blogues amigos.
Na próxima semana voltarei a visitá-los regularmente e botarei a leitura em dia.
Aliás, um grande motivo de alegria no dia do aniversário: os amigos da blogosfera; deles recebi muitas mensagens e alguns comentários aqui mesmo.
Um destaque especial foi a homenagem da amiga e conterrânea Márcia Maia, a qual, no próprio dia 19, publicou em Tábua de Marés esta maravilha que transcrevo a seguir.


Quinta-feira, Maio 19, 2005

Recife, Ponte Maurício de Nassau


Ler ouvindo Valores do Passado de Edgar Moraes clicar aqui ou ao lado.

Presentes do Recife

para Manoel Carlos, com carinho, no seu aniversário


três gravuras de samico
um quadro de gil vicente
e um de reinaldo
(pequeno)
um cinzeiro de brennand
(antigo)

um mealheiro de outrora
três boizinhos e um doutor
operando algum coitado
(todos de barro)
comprados lá no mercado
de são josé

um bolo de rolo
um souza leão
dois pastéis de nata
um bom-bocado
um grude de goma
e
três tapiocas
(cada uma de um jeito:
molhada, de coco e de manteiga)
um pote de doce de coco
verde
(que no sul erroneamente chamam
de baba-de-moça)
um de jaca
talvez outro de goiaba
ou de caju

arrumadinho caranguejo
sarapatel dobradinha
uma porção de cervejas
com o gosto que antigamente
elas tinham
no gambrinus e no savoy
e na volta para casa
um copo do velho maltado
da cristal
de madrugada

lagosta de coco ou cozido
num almoço de domingo
(no leite!)
sem esquecer a cartola
na sobremesa

os mais belos frevos do mundo
de capiba edgard jacaré
getúlio nélson e antônio maria
mais a orquestra de duda
e as cordas dedilhadas da que
foi e já não é
ainda a banda e o quinteto
tambor de maracatu
boneca de dona santa
velhos caboclos de lança
um ou outro caboclinho
o eu acho é pouco inteirinho!

o arruda cheio de gente
todos os gols do santinha!
e a faixa de campeão

o mangue o capibaribe
o porto a praia as pontes
o azul todo do recife
e os mais belos poemas
escritos para cantá-lo

além de um punhado de coisas
as que são e as que não mais
e um buquê daqueles sonhos
dos quais disse carlos
um dia
uma cidade se faz.

Márcia Maia


Em Pernambuco, não deixamos um frevo sem resposta.
Retribuo com Madeira que cupim não rói de Capiba. Para ouvi-lo, clicar aqui ou ao lado.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Maio 24, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quarta-feira, Maio 18, 2005


Inquietude

Sábado caminhei pelas ruas da cidade.
Sem rumo determinado, sem pressa; algo invulgar, caminhar devagar pelas ruas da cidade.
Sábado, ao meio-dia, um misto de frenesi e esvaziamento no Centro.
Em mim, um misto de alheamento e concentração, a olhar tudo e nada ver.
As bancas de jornal estampam manchetes, nelas a revelação: a cidade real vive uma realidade virtual.

Recorde de empregos na indústria!
Risco Brasil em baixa!
A Economia obtém resultados maravilhosos!
Desempenho fantástico na agricultura!


Desempregados, rotos e famintos, lêem as manchetes.
O que será que eles pensam de tudo isto?
Provavelmente se sentem culpados, fracassados e envergonhados por não participarem do festim nacional.

Éramos o País do Futuro e hoje somos o País do Passado.
Vivemos mergulhados numa crise que se acentua dia a dia.
E nem mesmo tenho o consolo dos tempos da Ditadura Militar, quando o Brasil estava mal, mas o Mundo estava bem; os ventos dos movimentos de libertação nacional sopravam da Mãe África, da Ásia...
E bafejavam os nossos sonhos de construção de um Mundo Novo.
Hoje, ao contrário, a corrupção daqui é igual à de lá.
Há desgoverno lá como cá.
E todos submetidos à ameaça comum.
No Mundo unipolar, não há vez para multilateralismo, soberania nacional, paz mundial.
E admito que o Presidente da Argentina tem razão em criticar o Governo do Brasil, em sua pretensão a desempenhar o papel subimperialista, cumprindo à risca as determinações emanadas dos falcões; nós invadimos o Haiti; que vergonha para o nosso povo! que constrangimento para a nossa diplomacia!; fomos os primeiros no reconhecimento do Governo do Presidente Agostinho Neto; tivemos uma atuação digna no Timor Leste; nossa diplomacia tem sido motivo de orgulho para nós; e hoje somos invasores de um país irmão, representamos um risco à paz na América Latina; o governo Lula rompeu uma tradição diplomática, de forma perigosa e vergonhosa!

Caminho lentamente pelas ruas da cidade.
E penso que Botero fez o seu protesto.
Os artistas brasileiros, em busca de verbas, integram-se à súcia que rege nossos destinos.
Vejo um oriental, provavelmente tailandês, mas nós brasileiros aprendemos a discriminá-los, todos não passam de "japas".
Se eu fosse um descendente das vítimas de Nakamura, Nagasaki e Hiroshima, faria um haicai:

Inquietação

Vou morrer hoje?
Se Bush tocar o botão,
morreremos já.

Não sou oriental, sou agrestino e canto Mutirão da Vida, de Hélio Contreiras.
Para ouví-la na interpretação de Xangai, clicar aqui ou abaixo.


Generalizações

As generalizações são perigosas.
Tenho recebido inúmeras mensagens, nas quais os lulistas são depreciados.
Numa delas, uma piada, diz-se que o brasileiro pode combinar dois de três atributos, ser: lulista, inteligente e honesto.
Não é porque 99,99% dos lulistas justificam as piadas que podemos generalizar.
Você? Faz parte dos 0,01%.


Mutirão da vida - Hélio Contreiras

Tanta seca, tanta morte
Nos caminhos do Sertão
Meus olhos já viram coisa
De cortar o coração
A cara feia da fome
E o povo virando anão
Gente ficando louca
Sem ter água para beber
A fome comendo a fome
À falta do que comer
A fome comendo a fome
À falta do que comer
Eta, fim de mundo
Desgraceira, perdição
A imagem revelada pela televisão
É um coice no estômago
De toda essa nação
Cada um faz o que pode
Pra acudir nessa aflição
Desejando melhor sorte
Ao nordestino seu irmão
Mas o que a gente precisa
É terra, trabalho e pão
Revirando pelo avesso
O poder lá no Sertão
Pra acabar com a penitência
De tamanha escravidão
Pra acabar com a penitência
De tamanha escravidão
E tem terra boa
Reclamando produção
Nas frentes de trabalho
Nas terrras do fazendeiro
A gente encontra a morte
E ele muito dinheiro
Quero a vida feita vida
Vencendo a morte cruel
Vida aqui na terra
E não no reino do céu


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Maio 18, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Sexta-feira, Maio 13, 2005


Jacaré

Jacaré é um músico de rua, destes que tocam nas calçadas, com uma bacia ao lado, e se mantêm com as eventuais moedas que os transeuntes lhes dêem.
Muitos artistas talentosos ou profissionais competentes não obtêm o sucesso merecido e esperado pelos que os conhecem.
Em alguns casos, estas pessoas ficam revoltadas; não uma revolta justa contra os males que nos rodeiam, contra a miséria, contra o sistema que as mantém; não uma revolta que os leve a lutarem para transformarem a realidade em que vivem; na maioria das vezes é uma revolta centrada e surda, contra tudo e contra todos.
Não é o caso de Jacaré.
Mesmo não tendo estudado música, Jacaré sempre tocou, nas calçadas e nos barezinhos do Recife.
Com a beleza lírica de sua música, em tons pungentes e frementes, Jacaré nos encanta com o virtuosismo de suas execuções e o refinamento de suas composições.
Contudo, o que mais se destaca em Jacaré é o sentimento que sua música irradia.
Há exatos vinte anos, a Fundação Cultural da Cidade do Recife produziu um disco feito exclusivamente com músicas de Jacaré, executadas por ele mesmo.
Ainda bem que foi produzido este disco, através dele podemos passar um pouco do legado de Jacaré àqueles que nos cercam e proporcionarmos a felicidade de ouvirem a sua música, verdadeiro hino à vida.

Por favor, ouçam o frevo Jacaré Voador clicando aqui ou abaixo.

Por favor, ouçam o choro Chorinho Caiçara clicando aqui ou abaixo.
.

As correntes viraram moda

Em todos os sítios tenho visto correntes e sou avesso a elas.
Cecília de Errante me propôs dar continuidade a uma corrente sobre cinema.
Acontece que sou absolutamente ignorante em matéria de cinema, tudo que eu possa dizer a respeito da sétima arte será mais que desinteressante, será maçante.
Cinema para mim jamais passou de um entretenimento, sendo eu incapaz de saber nomes de diretores e atores e, muito menos, de analisar algum filme; desconheço escolas e gêneros, em resumo: sou um desastre se o assunto é cinema.
Uma das boas coisas que o Agreste me proporcionou foi o contato com os amigos portugueses e, evidentemente, jamais eu poderia ser indelicado com Cecília.
Pedirei auxílio a quatro especialistas no tema, aos quais solicito encarecidamente que respondam esta enquete.
Cecília, se em nome de nossa amizade, estes quatro, que são o cão chupando manga em matéria de cinema, responderem, com certeza, você terá sido muito bem atendida.
Eis os indicados em ordem alfabética:

Francisco Sobreira de Luzes da Cidade

Milton Ribeiro de Milton Ribeiro

Moacy Cirne de Balaio vermelho

Tânia de Arteiros de plantão e suas 9 musas

Eis as perguntas.

Sobre cinema
1. Qual o último filme que viste no cinema?
2. Qual a tua sessão preferida?
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
5. E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
6. E que actor(actriz), realizador(a), argumentista ou produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
7. A quem vou passar isto?

Federico Fellini

Para não dizer que não falei de cinema, eis uma dica:
O Centro Cultural Banco do Brasil realizará uma pequena mostra do diretor italiano.
Terça-feira
16 horas: A estrada da Vida (La Strada) de 1954
18 horas: Noites de Cabíria (Le notte di Cabiria) de 1957
Quarta-feira
16 horas: Oito e meio (Otto e mezzo) de 1962
19 horas: Ensaio de orquestra (Prova d'orchestra) de 1979
Quinta-feira
16 horas: Julieta dos espíritos (Giulietta degli spiriti) de 1965
19 horas: E la nave va (E la nave va) de 1983


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Maio 13, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Terça-feira, Maio 10, 2005


Nhenciara, a mais fermosa dos potiguares

Moacir C. Lopes*

Os cabelos de Graziela, finos, dourados, cativos de sua cabeça, embora ao vento... lembram... aqui na margem destas terras... lembram... ia iniciar um pensamento, do que Graziela lembrava, Assim, cabelos esvoaçando, figura de Nhenciara.
Agora, hoje, daqui a pouco passado, olhando uma baleia passante, que todos gritaram pra eu olhar, uma monstra, como Cícero-Boga agarrou meus braços num chamamento. Reparei que ele estava sofrido de algum motivo. Me puxou no rumo de a gente ficar sozinho, até que na hora que a baleia voltou à tona, todos reparando nela, ele levantou o estrado do porão e desceu atrás de mim a escada e cobriu de novo o estrado, lá em cima era umas garras me apertando, nos dedos dele não havia aquela forma de amar que eu conhecia. Nem esperou eu tirar o vestido e ficar olhando de longe até me chamar putinha dez vezes, como ele se acriança de fazer, e eu andar na ponta dos pés pra ele gostar mais da antecipação. Era mesmo um doido se jogando em mim, que eu desconheci ele pra fugir e não tinha saída, faminto, faminto, descontrolado mesmo, e não se cansou de me querer muitas vezes.
Capitão Lúcio lembra-se, lembra sim... figura de Nhenciara, mulher como Graziela...
Ali naquela enseada por onde há pouco passamos, às margens do rio Apodi, num pouco que é pouco mais que o tempo desta viagem, na origem das criaturas que aqui estão, a maldição de Nhenciara, o sangue dela está lá na areia que o mar não limpou, do povo dos potiguares, senhores destas bandas, quando aqui chegou o estrangeiro.
Nhenciara, a bela, a mais bela do povo dos potiguares, reservada, por ser a mais fermosa, assi assi, para a engorda do suplício dos cativos. Pera que cuando lhe se dava aos gentios cativar um estrangeiro, consta de sua justiça o manter cativo numa taba, atado como um touro com cordas de algodão, de pernas e de punhos, e em redor da taba as velhas lhe cantam que se farte de ver o sol, pois num breve perderá de lho ver.
E ao dia primeiro do suplício reservam a o estrangeiro a mais fermosa moça que há no povo da casa, a qual tem por dever regalar seu corpo com o corpo dela e lhe dar do alimento até que os velhos o tenham ao cativo como engordado pera o saboreio de ser comido em festa, entre danças donde, em morrendo o cativo com o golpe do matador, com feras settas, as velhas o despedaçam e lhe tiram as tripas e fressuras que mal lavadas cozem para comer e repartem-se as carnes por algûas casas e hóspedes que hã chegado pera a festa da matança e della comem assada e cozida, e do pouco que guardam, muito assada, a que se chama moquém, pera mais depois renovarem o seu ódio e darem logar a outras festas, até que a presença do cativo estrangeiro se há afastado da lem-brança de todos os de aquella casa do povo dos potiguares.
Do brigue que fundeou naquella enseada, o capitão-mor foi cativo e se prepararam as festas numa das casas potiguares e Nhenciara logo entregue aos encômios do cativo com o dever de regalar seu corpo, e morto este, banqueteado entre os hóspedes e transformado em moquém pera festas futuras, Nhenciara guardou no ventre um filho do cativo.
Como as outras mais fermosas de outras casas, tinha por seu dever entregar o filho que nascesse do cativo a um parente mais próximo pera que este o matasse e a mãe seria a primeira a repartir suas carnes e de a ele guardar também fero e cego ódio. Mas Nhenciara escondeu o filho nas matas, porque o queria e lhe guardava amor, a despeito de ser filho de cativo estrangeiro.
Vinte frecheiros a perseguiram e ao seu filho no colo, e na foz do Apodi esquartejaram a os dois.
Nhenciara, a mais fermosa da casa dos potiguares, vendo o sangue seu e do filho cair no encontro das águas do rio e do mar, amaldiçoou seu povo, que seria, por tã cego error, também cativo e todo o sangue dos potiguares desceria o rio e mancharia o mar...
... Graziela, a que se deu a Bernardo, a que se deu a Cícero-Boga... Nhenciara se dava aos que morriam.
Os vultos de Nhenciara e de Graziela se fundem no espelho do sextante, Lúcio tem a idade das duas épocas e diminui o ângulo para as aproximar e a elas se misturam os gritos do cativo estrangeiro e os de Cícero-Boga, atravessando a noite e espargidos pelo vento.
__________
* Excerto de seu romance Belona, latitude noite, de 1968, a ser reeditado, na 3ª edição, em 2006.

Ex-Libris da Tugosfera

Concluo a justificativa das indicações feitas no dia 12 de abril dos que deram seguimento à corrente. Para ver todos os indicados, clicar aqui

Acir de Contra o vento
Publicou suas respostas no dia 13 de abril
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Adelaide de Umbigo do sonho
Publicou suas respostas em 26 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Álvaro de Sombras e Sonhos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Ana de Letras Proibidas
Publicou suas respostas em 17 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Antoniel Campos de Poros e Cendais
Publicou suas respostas em 21 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Antônio Carlos de O tosco, o templo e o vento
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Ariane de Retalhos e pensamentos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Bené Chaves de O Apanhador de Sonhos
Publicou suas respostas em 29 de abril.
Justifiquei a indicação em 04 de maio.

Benno de Noites em claro
Publicou suas respostas em 02 de maio
Justifiquei a indicação em 04 de maio.

Cau de Seda cáustica
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Dira Vieira de Voando pelo Céu da boca
Publicou suas respostas em 25 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Dora de Pretensos Colóquios
Publicou suas respostas em 19 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de Porcas e Parafusos
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de imaginário eixo
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Felícia de A dona do blog
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Fernanda de Eu e a vida
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Francisco Sobreira de Luzes da Cidade
Publicou suas resposta em 26 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Geórgia de Ponto Gê
Publicou suas resposta em 21 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Ilmara de Bisbilhoteira de plantão
Publicou suas resposta em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 04 de maio.

Jeanete Ruaro de Mar da Poesia
Publicou suas resposta em 16 de abril.
Justifiquei a indicação em 04 de maio.

Ju de Notícias do continente... e Medo de avião
Publicou suas resposta em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 04 de maio.

Leila de Cadernos da Bélgica
Vi nascer o blogue Cadernos da Bélgica; Leila, eu a conheci na Usina de Letras, seus contos revelam uma arguta observadora do mundo que a cerca, outro elemento importante dos seus escritos é o humor sutil; em seu estilo há um quê de literatura oriental. Quais são as referências literárias de uma mineira que viveu em Bruxelas, Cingapura e Atlanta?
Publicou suas resposta em 03 de maio.

MaC de Confabulâncias
O título de Confabulâncias já é um grande indicador da preciosidade que é este recanto piauiense. Se eu fosse piauiense, gostaria de fazer um blogue assim. Resta uma curiosidade: que livros o lombo do jegue levou até a Chapada?
Publicou suas respostas em 16 de abril.

Marcelo de Kayuá
Kayuá é a definição exata de um blogue de um escritor; nele Marcelo publica contos e poemas de grande qualidade literária. Foi um inesperado prazer ver Marcelo aderir e dar seguimento à corrente.
Publicou suas respostas em 22 de abril.

Márcia Maia de Mudança de Ventos, Tábua de Marés e Alfabeto
Quem acha difícil manter, bem mantido, um blogue? Pois é, Márcia mantém três dos melhores blogues de toda a blogosfera, além de ser colaboradora de mais outros três e ser uma das criadoras de uma lista que é verdadeira oficina literária. A Pediatra Márcia lembra Zé Dantas, um dos maiores compositores brasileiros, o qual fazia tudo, em termos culturais e, nas horas vagas, ainda era médico.
Publicou suas respostas em 19 de abril.

Maria de Digressiva Maria
Há cerca de um ano, durante quase dois meses, tive o privilégio de ser o único leitor do Digressiva Maria, ainda em fase experimental. Maria finge-se de distraída, pura evasão para não revelar a sólida e sofisticada formação cultural, notadamente literária.
Publicou suas respostas em 19 de abril.

Mário Coivara de Faca de Fogo
Mário é a versão moderna da alma penada. Seu corpo não morreu, mas perambula por São Paulo, e o espírito vagueia pelos sertões, enquanto o lancinante grito ecoa em toda a blogosfera. No matulão Mário carrega farinha, rapadura e uns livros; quais?
Publicou suas respostas em 21 de abril.

Mariza Lourenço de Proseando
Criadora da lista Texto & Contexto, Mariza incendiou a blogosfera com seus textos e ao articular diversos blogues coletivos. Andou um pouco afastada, mas parece que voltou fervendo. Sendo uma referência, suas leituras muito nos interessam.
Publicou suas respostas em 01 de maio.

Milton Ribeiro de Milton Ribeiro
Este colorado é um gaúcho atípico, ao menos em relação à imagem difundida dos homens dos pampas. Grande conhecedor de música e cinema, Milton produz mais que um blogue literário; no seu espaço virtual ele tece uma crescente rede de amigos, entre os quais, com muita honra, eu me incluo.
Publicou suas respostas em 02 de maio.

Moacy Cirne de Balaio vermelho
Em minhas respostas citei Moacy, na condição de escritor que teve um livro premiado em Cuba. O seu conhecimento de história em quadrinhos e cinema não se compara à gentileza com que trata os amigos. É uma das mais ilustres figuras do universo bloguístico.
Publicou suas respostas em 26 de abril.

Nana de Coisas de Nana e Ensejo criativo
O sonho de Darcy Ribeiro, ao criar a Biblioteca Estadual, era ter alguns leitores iguais a Nana, na verdade ela era quase moradora da Biblioteca Estadual. Depois, se mudou para a internet, onde reconstruiu a vida, inclusive sentimental, como pudemos acompanhar pelo seu Coisas de Nana. Já tive o prazer de recebê-la, junto com Cláudio, em minha casa.
Publicou suas respostas em 22 de abril.

Nel Meirelles de Fala poética
Em geral os poetas vivem no mundo da lua, mas no caso de Nel, um dos principais poetas da blogosfera, isto não é força de expressão, pois ele vive no ar entre Rio, São Paulo e Brasília, ainda assim, quanto realismo em seus versos! Vivendo num avião, o que ele tanto lê?
Publicou suas respostas em 20 de abril.

Nora Borges de Cicatrizes da Mirada e Língua de Mariposa
A seca e as enchentes marcaram a vida de milhares de nordestinos; já li e ouvi relatos dramáticos, desesperados, angustiantes, pungentes. Nenhum como o de Nora ao descrever a relação com o rio Capibaribe, sem rancor, amargura ou conformismo, mas com um amor que poucos conseguem perceber; o Capibaribe sempre foi mais que uma porção de água a passar pela vida de Nora. Eu não conheci Nora, eu a reconheci desde a primeira leitura.
Publicou suas respostas em 27 de abril.

Rosângela de Ilíquido
Alguém poderia tentar desmerecer o Ilíquido dizendo que ele é o relato do cotidiano de uma mineira na Alemanha. Não seria uma mentira. Quem o dissesse apenas revelaria a incapacidade de perceber a dimensão de uma narrativa despojada que consegue estabelecer uma conexão entre os valores humanos, culturais, inclusive tradicionais, do Cerrado e da Europa. Eventualmente há os passeios, com informações precisas, belas fotos, descrição minuciosa; e estas postagens têm grande valor, mas não se comparam àquelas nas quais Rosângela, a partir do dia-a-dia, revela traços fundamentais das culturas de dois povos.
Publicou suas respostas em 29 de abril.

Sérgio de Pirata de Rua
Fi-lo sofrer para publicar suas respostas. O Pirata da Rua tem um imenso defeito: Sérgio o esquece e nós ficamos sempre com a sensação de não contarmos mais com seus escritos. Às vezes Sérgio revela toda a sua pernambucanice, noutras é um escritor sensível e culto, e há as lúcidas e brilhantes análises da conjuntura nacional. Como disse antes, pena que Sérgio às vezes esqueça o quanto a leitura dos seus textos é importante para nós.
Publicou suas respostas em 03 de maio.

Sílvia Chueiri de Eugeniainthemeadow
Outro raro exemplo de qualidade poética na blogosfera. Além da qualidade dos textos, a paixão é a marca deste blogue. Paixão nua e crua, servida em sofisticadíssima embalagem.
Publicou suas respostas em 30 de abril.

Tânia de Arteiros de plantão e suas 9 musas
Não me lembro como descobri este blogue. Eu o perdi de vista, também não sei como ou porquê. O importante é que o reencontrei. Além de escrever contos, através de crônicas, artigos e críticas a "Arteira" Tânia aborda uma grande variedade de temas e sempre o faz com pertinência, clareza e objetividade. A sensação predominante é que saímos de lá com um pouco mais de conhecimento de vida.
Publicou suas respostas em 29 de abril.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Maio 10, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quarta-feira, Maio 04, 2005


19 de abril

No mês de abril, Manuel Bandeira foi muito citado aqui.
E não foi por acaso.
Manuel Bandeira nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 13 de outubro de 1968.
Portanto, em abril, 119 anos de aniversário natalício e um silêncio sepulcral.
Indesculpável silêncio; na imprensa e em todos os meios de comunicação.
O mutismo será o mesmo no 120º aniversário natalício do poeta, no próximo ano?

Em 2000, o jornalista Márcio Moreira Alves publicou, no jornal O Globo, várias séries de artigos sobre algumas naturalidades brasileiras.
Aos pernambucanos dedicou uma série de quatro artigos e mais um sobre Barbosa Lima Sobrinho.
Ele iniciou a série afirmando: "... Não acho grande perda os jovens não saberem de Maurício de Nassau..." e concluiu a série afirmando: "... Muitos dos principais intelectuais pernambucanos e nordestinos tiveram de emigrar para o Sul em razão da estreiteza do ambiente cultural. Foi o caso de Manuel Bandeira,...".

Aos quatro anos de idade, Manuel Bandeira se mudou, com a família, para o Rio de Janeiro, retornou ao Recife aos seis anos de idade e lá permaneceu até os dez anos quando retornou ao Rio de Janeiro; desde então, jamais voltou a residir no Recife, tendo morado em diversas cidades.
A obra de Manuel Bandeira é cheia de referências ao Recife, todas com muito carinho.
Quando fez referências à conjuntura política, Manuel Bandeira se pôs contra o que havia de mais progressista, sendo este o principal motivo porque ele foi discriminado por alguns setores de esquerda.
Os fatos demonstram a má-fé do jornalista Márcio Moreira Alves.

Quanto à primeira afirmativa.
No caso de outros estados, o jornalista se debruçou sobre as origens do estado até meados do Século XX.
No caso de Pernambuco não.
Ele achou por bem desprezar alguns eventos que considerou pouco importantes como: A Insurreição Pernambucana, A Restauração Pernambucana, A Revolução Praieira, A Confederação do Equador, A Revolução Pernambucana, e muitos outros, inclusive o primeiro movimento republicano do Brasil.

Desde a constituição do Primeiro Governo Geral, ainda no Brasil Colonial, houve muitos enfrentamentos entre as elites do Governo Central e as elites pernambucanas.
O jornalista é apenas mais um a alimentar o ódio pelos movimentos nativistas, oriundos de Pernambuco.
Duvido muito que o jornalista vá aos EUA e lá afirme que não é importante para os jovens de lá conhecerem o papel da Velha Senhora na formação da nacionalidade; gostaria de vê-lo desprezar aquelas velharias dos pioneiros que os estadunidenses teimosamente mantêm por lá.

Aqui, ele pode tentar fazer com que esqueçamos o surgimento de nossa Nação.
Ele e tantos outros.
Por isto, há um 19 de abril, muito mais importante que o nascimento do poeta, que é jogado no ostracismo.
O marco constitutivo de nossa nacionalidade.
Apenas o Exército Brasileiro resgata o 19 de abril de 1648 e o considera Dia do Exército Brasileiro.
E é importante a reafirmação de nossa nacionalidade.
Principalmente no momento em que o governo Lula, antinacional, antipopular e antidemocrático, se presta, da forma mais servil, a desempenhar um papel subimperialista, como tem feito na invasão do Haiti, em defesa dos interesses dos EUA.

Em 1998, para a comemoração de 350 anos da primeira Batalha de Guararapes, eu e Toinho Alves elaboramos um projeto, o qual foi enquadrado pelo Ministério da Cultura na Lei de Incentivos Fiscais.
Nós não conseguimos executar o projeto, mesmo contando com o apoio de um ilustre pesqueirense, o General Zenildo, então Comandante do Exército Brasileiro e de um descendente de pesqueirenses, o então Vice-presidente da República.
O projeto previa inúmeras atividades, das quais tratarei apenas de uma delas.
Uma das atividades previa a mobilização de escolas de Pernambuco.
Dentro de nossa tradição de desfiles escolares, projetamos um evento parecido com o carnaval.
Quem não conhece o carnaval pernambucano deve ficar espantado.
A idéia que algumas pessoas fazem do carnaval brasileiro, notadamente do carnaval pernambucano, é forjada pela televisão.
Quem conhece A Noite dos Tambores Silenciosos, os maracatus, os caboclinhos, os clubes de frevo e inúmeros grupos carnavalescos que sempre representaram a resistência cultural do carnaval pernambucano; estes não se espantarão.
Em nosso projeto, as escolas apresentariam temas referentes à Insurreição Pernambucana.
Cada tema com um ritmo tradicional pernambucano.
Para terem uma idéia, ouçam quatro músicas do nosso projeto, de autoria de Toinho Alves, as quais têm gravação caseira.
Para ouvirem o frevo A História da História, por favor, aqui ou abaixo.
.
Para ouvirem a cantoria Maurício da Nassau, por favor, cliquem aqui ou abaixo.

Para ouvirem o maracatu De Mazombo a Brasileiro, por favor, cliquem aqui ou abaixo.

Para ouvirem a sincrética (finalizando em caboclinho) A Festas dos Prazeres, por favor, cliquem aqui ou abaixo.

Para lerem sobre a importância do 19 de abril, por favor, cliquem em De mazombo a brasileiro.

Ex-Libris da Tugosfera

Continuação da justificativa das indicações dos que deram seguimento à corrente.

Acir de Contra o vento
Publicou suas respostas no dia 13 de abril
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Adelaide de Umbigo do sonho
Publicou suas respostas em 26 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Álvaro de Sombras e Sonhos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Ana de Letras Proibidas
Publicou suas respostas em 17 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Antoniel Campos de Poros e Cendais
Publicou suas respostas em 21 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Antônio Carlos de O tosco, o templo e o vento
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Ariane de Retalhos e pensamentos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Bené Chaves de O Apanhador de Sonhos
Os cinéfilos, e cineclubistas militantes, do Rio Grande do Norte resolveram seguir os passos de Moacy Cirne e aderiram à blogosfera.
Bené é um deles e, como Moacy e Francisco Sobreira, também é escritor; interessa-nos muito vê-lo na condição de leitor.
Publicou suas respostas em 29 de abril.

Benno de Noites em claro
Engenheiro que se divide em mil para desenvolver todas as atividades, pois não pára de estudar.
Por conta disto, Benno tem presença sazonal na blogosfera, mas ainda arruma tempo para ler; o quê?
Publicou suas respostas em 02 de maio

Cau de Seda cáustica
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Dira Vieira de Voando pelo Céu da boca
Publicou suas respostas em 25 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Dora de Pretensos Colóquios
Publicou suas respostas em 19 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de Porcas e Parafusos
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de imaginário eixo
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Felícia de A dona do blog
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Fernanda de Eu e a vida
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Francisco Sobreira de Luzes da Cidade
Publicou suas resposta em 26 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Geórgia de Ponto Gê
Publicou suas resposta em 21 de abril.
Justifiquei a indicação em 29 de abril.

Ilmara de Bisbilhoteira de plantão
Professora, advogada e cantora lírica; combina erudição com simplicidade; nacionalista e religiosa; gentil e atenciosa.
Que leituras formaram uma pessoa assim?
Publicou suas resposta em 18 de abril.

Jeanete Ruaro de Mar da Poesia
Jeanete acertou em cheio quando escolheu o nome do seu blogue, mas ninguém se afoga lá.
Ela consegue exprimir com tanta precisão os sentimentos e as emoções que às vezes saio de lá e ainda fico um tempão a navegar nas ondas de seus poemas.
Publicou suas resposta em 16 de abril.

Ju de Notícias do continente... e Medo de avião
Ju escreve belos contos, alguns dramáticos outros cômicos.
Pelo que escreve, percebe-se que tem um rico universo literário, como não querer ter uma idéia dele?
Publicou suas resposta em 24 de abril.

Leila de Cadernos da Bélgica
Publicou suas resposta em 03 de maio.
Em breve justificarei a indicação.

MaC de Confabulâncias
Publicou suas respostas em 16 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Marcelo de Kayuá
Publicou suas respostas em 22 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Márcia Maia de Mudança de Ventos, Tábua de Marés e Alfabeto
Publicou suas respostas em 19 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Maria de Digressiva Maria
Publicou suas respostas em 19 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Mário Coivara de Faca de Fogo
Publicou suas respostas em 21 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Mariza Lourenço de Proseando
Publicou suas respostas em 01 de maio.
Em breve justificarei a indicação.

Milton Ribeiro de Milton Ribeiro
Publicou suas respostas em 02 de maio.
Em breve justificarei a indicação.

Moacy Cirne de Balaio vermelho
Publicou suas respostas em 26 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Nana de Coisas de Nana e Ensejo criativo
Publicou suas respostas em 22 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Nel Meirelles de Fala poética
Publicou suas respostas em 20 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Nora Borges de Cicatrizes da Mirada e Língua de Mariposa
Publicou suas respostas em 27 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Rosângela de Ilíquido
Publicou suas respostas em 29 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Sérgio de Pirata de Rua
Publicou suas respostas em 03 de maio.
Em breve justificarei a indicação.

Sílvia Chueiri de Eugeniainthemeadow
Publicou suas respostas em 30 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Tânia de Arteiros de plantão e suas 9 musas
Publicou suas respostas em 29 de abril.
Em breve justificarei a indicação.

Aviso

A Globo informou que possivelmente, no período de 06 a 08 deste mês, haverá problemas de acesso aos blogues hospedados no domínio blogger.com.br


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Maio 04, 2005
Comentário e zombaria:




Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Praia de Calhetas
Cabo de Santo Agostinho
Ponto extremo de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Campos do Jordão
São Paulo
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Mercado São Josá - Recife
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Pouso Alegre
Minas Gerais
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Nascente - Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Poente - Floresta da Tijuca
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Maracanã
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Niterói
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Quinta da Boa Vista
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Zona Norte
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Micos
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Igreja da Penha
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro