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wDivagações e citações - Sexta-feira, Abril 29, 2005


Paixão de ler

Na Rua da Roda, pertinho da Rua Cleto Campelo, no Centro do Recife, há um conjunto de barracas de sebos ou alfarrabistas, como dizem os portugueses.
A última vez em que lá estive, conversei um pouco com Melquisedec, o grande conhecedor de livros.
Eu o conheci na Rua Corredor do Bispo (ou na própria Rua Bispo Cardoso Ayres, nem lembro direito), na Boa Vista, onde, além de comercializar livros, dedicava-se à restauração dos mesmos.
Aos dezoito anos, sentimo-nos especiais quando alguém nos trata com deferência.
Melquisedec, grande amante de livros, não escondia seu deslumbramento quando jovens, rapazes e moças, se embrenhavam entre montanhas e prateleiras de livros.
Parecia que ele nem queria vender os livros, sentíamo-nos à vontade para buscarmos um cantinho e lermos um livro de cabo a rabo, sob o olhar complacente e aprovador do velho sebista.
Ele até emprestava livros, mas não tinha tanta graça quanto lê-los no casarão repleto dos mesmos.
Tão bom quanto ler ou comprar algum livro era ouvi-lo falar sobre literatura, sobre os próprios livros; e, às vezes, o fazia enquanto restaurava algum deles.
Aliás, ele era muito exigente ao aceitar uma encomenda como restaurador.
Até admitia que o dono dos livros opinasse, mas não abria mão de decidir o que combinava com o livro, do material às cores.
Para ele, era como se fosse uma pessoa a escolher o corte de cabelo, o tipo de roupa, os óculos...
Ele afirmava que um livro, ou melhor, cada edição de um mesmo livro, tem a própria personalidade.

Uma vez, eu estava conversando com Paulinho da Viola, na Portela, quando Seu Rufino chegou.
Paulinho, imediatamente, pediu-me licença, pois não podia perder uma oportunidade de conversar com o sócio número um da Portela; segundo Paulinho, a História Viva da Soberana de Madureira, com o qual Paulinho teria muito que aprender sobre samba e sobre a expressão máxima do samba: a Portela.
Na ocasião, eu me lembrei de minhas infindáveis conversas com o velho Melquisedec.

Há dois livros que alguém indevidamente levou de mim ¿ ainda bem que nem sei quem foi ¿ Brasil Brasileiro, de Zé da Luz, e Zé Limeira, o poeta do absurdo, de Orlando Tejo.
Na Rua da Roda, perguntei a Melquisedec onde poderia encontrá-los.
Ele não me deu esperanças, mas indicou duas possibilidades para o primeiro e uma possibilidade para o segundo.
Fui aos locais indicados e me disseram que recentemente um exemplar havia passado por lá, mas, nos três lugares, alguém chegou antes de mim.
O velho Melquisedec continuava a saber tudo de livros.

Despertado por ele, desenvolvi um imenso prazer de freqüentar sebos.
Num deles, ainda no Recife, encontrei uma preciosidade: um livro de Antônio Callado com dedicatória, assinada pelo autor, para Joel Silveira.
Custava mais do que eu tinha no bolso, mas o livreiro me vendeu, ajustando o preço à minha disponibilidade monetária.
Exceto Vietnã do Norte, proibido no Brasil, li todos os livros de Antônio Callado, um dos maiores escritores brasileiros.
O livro dele que não li foi um resumo de reportagens que Antônio Callado fez para a BBC de Londres, tendo sido o único jornalista ocidental a entrevistar Ho Chi Minh.
Antônio Callado e Joel Silveira são exemplos para qualquer repórter, infelizmente pouco seguidos em tempos atuais.

Eu não lembro qual era o livro encontrado no sebo, talvez Em tempos de Arraes, Pedro Mico ou Forró no Engenho Cananéia; ou seria Assunção de Salviano?
Como já disse, não lembro, mas não era o importante, eu já o havia lido, comprei a dedicatória, não o livro.
Após comprá-lo, fui à casa de uma amiga que morava em Boa Viagem.
Ela tanto insistiu que o deixei lá, afinal íamos sair para barezinhos, nem seria bom levá-lo.
Quando, na semana seguinte, retornei à casa da amiga, o porteiro se comportou de forma estranha, deixando-me desconfiado.
Contudo, ele me permitiu subir.
A minha amiga havia sido presa.
A irmã dela saiu comigo, como se fôssemos namorados, pois ela não era envolvida com atividades políticas clandestinas; foi o início de minha fuga.
A mãe de minha amiga, sem qualquer critério, queimou todos os livros, numa tentativa de eliminar ¿provas¿ da ação subversiva da filha.
No Recife, no Rio e em Maputo deixei para trás muitos livros, mas nada que se compare à perda daquela preciosidade.

Durante muitos anos deixei de freqüentar sebos, apenas livrarias, principalmente as que têm café, mas, recentemente, por sugestão de Moacir Lopes, que adora Flora, apresentei este universo a minha filha mais nova, e não deu outra: passou a ser o seu programa de lazer predileto; neste feriado, na sexta-feira, chegamos em casa com mais de trinta livros, então Flora olhou para mim, com um brilho de felicidade nos olhos e disse: — pai, eu fico mais feliz quando compro livros do que algumas amigas quando compram roupas e sapatos... o velho Melquisedec, por certo, exultaria.

Ex-Libris da Tugosfera

Continuação das justificativas das indicações, a partir dos que aceitaram e deram prosseguimento.

Acir de Contra o vento
Publicou suas respostas no dia 13 de abril
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Adelaide de Umbigo do sonho
Autora do livro do mesmo nome do blogue, Adelaide escreve poesia, contos e crônicas.
A escritora revela, apesar da simplicidade, grande erudição.
A leitora é a base da escritora.
Publicou suas respostas em 26 de abril.

Álvaro de Sombras e Sonhos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Ana de Letras Proibidas
Publicou suas respostas em 17 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Antoniel Campos de Poros e Cendais
Publicou suas respostas em 21 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Antônio Carlos de O tosco, o templo e o vento
Publicou suas respostas em 24 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Ariane de Retalhos e pensamentos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Cau de Seda cáustica
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Dira Vieira de Voando pelo Céu da boca
Dirá alia características aparentemente inconciliáveis.
O resultado é que seus textos são sempre intensos e apaixonados.
A leitora confirma a impressão passada pelos seus escritos.
Publicou suas respostas em 25 de abril.

Dora de Pretensos Colóquios
Publicou suas respostas em 19 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de Porcas e Parafusos
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Esther de imaginário eixo
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 25 de abril.

Felícia de A dona do blog
Felícia é uma carioca (ou papa-goiaba?) que mora na Áustria.
Se apenas ela relatasse a experiência de viver lá, já justificaria que a lêssemos.
Eu me delicie quando ela contou como conheceu Saramago.
E a moça fez análises interessantes sobre a conjuntura política do país em que vive.
Contudo, tudo isto é pouco comparado ao carinho que Felícia dispensa aos privilegiados que se tornam seus amigos, entre os quais eu, com muita honra, me incluo.
Publicou suas respostas em 24 de abril.

Fernanda de Eu e a vida
Fernanda, eu a conheci através da irmã, Felícia.
Se eu fosse escolher um tema musical para o Eu e a vida, indicaria Coisas do Mundo minha nega, de Paulinho da Viola.
Será que preciso dizer mais alguma coisa?
Publicou suas respostas em 24 de abril.

Francisco Sobreira de Luzes da Cidade
Sobreira, escritor e cinéfilo, tem muito a nos ensinar.
Como não querer saber como é Sobreira, o leitor?
Publicou suas resposta em 26 de abril.

Geórgia de Ponto Gê
Geórgia escrevia em dupla até resolver ter o seu próprio espaço e nele expor a síntese poética.
Que leituras podem lavar alguém a conseguir isto?
Temo que as suas respostas não indiquem.
Deve ser puro talento.
Publicou suas resposta em 21 de abril.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Abril 29, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Segunda-feira, Abril 25, 2005


25 de Abril
Que os cravos vermelhos ressurjam como símbolo da Terra da Fraternidade. Para ser uma terra de fraternidade precisa ser uma terra de paz, liberdade e justiça social.
Pelo 25 de Abril envio um especial abraço aos amigos:
Amita de brancoepreto
Ardelua de Terna é a noite
Carlos Barros de República dos Pêssegos
Caterina de Pelos olhos de Caterina
Cecília de Errante
LE de Oceanus Occidentalis
Maat de ardeoazul
Maria Tereza de Texere
Micas de A Coisa de Micas
Monalisa de Sítio da Saudade
Peter de Peter's
Valéria Mendez de Fadista Valéria Mendez
Zé Pinto de Letras ao Acaso e InApto

Poesia intemporal

Manuel bandeira é poeta que sabe estruturar seus temas. Seus temas são simples: recordações da infância, um amor irrealizável, a sombra de uma doença grave, um enterro que passa, uma linda tarde de despedidas, uma velha casa que vai abaixo e na qual se sofreu e se amou muito. Mas eis o milagre realizado: cada um destes temas simples é a célula-máter de um processo de desenvolvimento temático, enriquecedo-se e revelando facetas novas, inesperadas, e enquadrando-se na forma para a qual estava predestinada e enfim está formando o cristal perfeito, o poema.

Otto Maria Carpeaux


Invejo Manuel Bandeira.
Ele foi um bom poeta, um dos principais da Língua Portuguesa.
Além disto, ele foi um grande tradutor de poesia.
E só o foi pelo seu profundo conhecimento da Literatura e da Língua Portuguesa.
Mas eu o invejo principalmente por ter sido tudo isto e ainda ser um grande conhecedor de música.
Ele próprio confessou que a sua grande paixão era a música.
Os principais compositores de sua época foram seus parceiros, alguns deles entregavam a Manuel Bandeira uma melodia para que ele compusesse a letra.
Entre os seus parceiros musicais destacamos: Villa-Lobos, Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Jaime Ovalle, Lorenzo Fernández, José Siqueira, Vieira Brandão, Heckel Tavares, Ari Barroso, João Nunes, Garoto, Helza Cameu, Marcelo Tupinambá, Letícia de Figueiredo, Lucila Azevedo de Freitas e Lino Costa.

Algumas vezes uma melodia toma conta de mim.
Inicialmente fragmentos, depois a melodia vai se formando até se completar.
E fica a tocar em momentos inesperados.
Nem sempre reconheço a melodia formada, não lembro de tê-la ouvido.
Contudo, realista, sei que não é um processo de composição.
Na maioria das vezes, eu identifico a música.
Se eu me atrevesse a compor, possivelmente não passaria de um plagiário.
Há duas semanas tomou conta de mim o Trenzinho do Caipira de Villa-Lobos; não veio em fragmentos, ao contrário, a melodia chegou completa e até com o poema de Ferreira Gullar.
Prefiro publicá-la para ver se ela dá vez a uma outra melodia, talvez Vila Morena de Zeca Afonso.
Quem quiser ouvir a interpretação de Edu Lobo do Trenzinho do Caipira, basta clicar aqui ou abaixo.


Ex-Libris da Tugosfera

Continuação das justificativas das indicações, a partir dos que aceitaram e deram prosseguimento.
Acir de Contra o vento
Publicou suas respostas no dia 13 de abril
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Álvaro de Sombras e Sonhos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Ana de Letras Proibidas
Publicou suas respostas em 17 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Antoniel Campos de Poros e Cendais
Antoniel começa a ocupar um lugar de destaque, como poeta, no universo cultural potiguar, em plena efervescência, notadamente literária.
Publicou suas respostas em 21 de abril.

Antônio Carlos de O tosco, o templo e o vento
Outro blogue a ser enquadrado como literário. Além de contos, Antônio escreve sátiras. Um novo escritor que surge.
Publicou suas respostas em 24 de abril.

Ariane de Retalhos e pensamentos
Publicou suas respostas em 18 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Cau de Seda cáustica
Publicou suas respostas em 13 de abril.
Justifiquei a indicação em 19 de abril.

Dora de Pretensos Colóquios
Estou sendo repetitivo, mas também Dora, com seus poemas, mantém um blogue literário. Aliás, minhas escolhas dizem bem de mim. :0)
Publicou suas respostas em 19 de abril.

Esther de Porcas e Parafusos
Desta vez, para não ser repetitivo, não classificarei Porcas e Parafusos como um blogue literário. Não que Esther seja incapaz de produzir textos literários, ela é essencialmente uma repórter, mas repórter de verdade, como o foram Antônio Callado e Joel Silveira. Esther produziu algumas das melhores entrevistas que li. Vale a pena vê-la passar de entrevistadora à condição de entrevistada.
Publicou suas respostas em 13 de abril.

Esther de imaginário eixo
Não é um concurso, senão o prêmio de originalidade estaria garantido. Num estilo quase cordelista, Esther respondeu em forma de versos. Eu nem preciso justificar a indicação, suas respostas justificam.
Publicou suas respostas em 13 de abril.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Abril 25, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quarta-feira, Abril 20, 2005


Fumaça Branca

Após a escolha, o reconhecimento das crianças que abraçam o legítimo pastor alemão.

Mais que um guia, um cão de guarda.
Foto roubada daqui

Habemus Papam!

De autoria desconhecida.

Lula em Gana

A viagem foneticamente perfeita.

Quase-morte em bar

Ontem, estávamos reunidos em um bar.
Nei Leandro de Castro chegou e praticou um ato que quase resultou em morte.
Minha morte!
Com cara mais séria que bode mijando, mais raivosa que caninana, Nei olhou para mim e disse: — veja!
Ao dizer isto, exibiu um cartaz com os dizeres:

Fluminense campeão.
Papa - morte e eleição.
Pela Nossa Senhora dos Cabaços Tirados, dá um tempo!
Estou estressado.

Incapaz de conter o riso, quase morri engasgado.
Depois, ainda há quem não acredite quando digo que Nei Leandro não vale o que o gato enterra.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Abril 20, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Terça-feira, Abril 19, 2005


Poemas do burel

F. Christoph Von Arentin, bibliotecário da Biblioteca Real de Munique recolheu canções e sátiras que misturam temas profanos e sacros, as quais têm autoria atribuída aos goliardos, monges que vagavam por estradas e tabernas européias, durante a baixa Idade Média.
Em versos datados do Século XIII, celebram o jogo, as mulheres e o vinho.
Eis um exemplo traduzido por José Paulo Paes.


Dos Carmina Burana

1.
Non contrecto,
quam affecto;
ex directo
ad te specto
et annecto
nec deflecto
cilia.
Experire, filia,
virilia:
semper sunt senilia
labilia,
sola iuvenilia
stabilia,
hec sunt utensilia
agilia,
facilia,
gracilia,
fragilia,
humilia,
mobilia,
docilia,
habilia,
Cecilia,
et si qua sunt similia.


2.
Post fervorem
celi rorem
post virorem
album florem
post candorem
dant odorem
lilia.
Experire, filia...

1.
Não tateio
o por que anseio;
olho-te em cheio
sem receio
nem rodeio
e o que saboeio
me fascina.
Experimenta, menina,
o membro viril:
quando já senil,
é fraco, vil;
se ainda juvenil,
é papa-fina,
um utensílio
nímio,
exímio,
ágil,
grácil,
cálido,
válido,
gentil,
febril,
varonil
e coisas mil.


2.
Após calor
celeste frescor
após verdor
alvejante flor
após candor
tem doce odor
a bonina.
Experimenta, menina...


Rio virtual

Vale a pena conferir.
Maravilhosa visita ao Rio aqui.

Ex-Libris da Tugosfera

Justificarei agora as indicações, a partir dos que aceitaram e deram prosseguimento.
Antes disto, devo dizer que não indiquei os inúmeros amigos portugueses que aprendi a admirar e aos quais me afeiçoei porque a corrente veio exatamente de lá e preferi propagá-la no Brasil.

Acir de Contra o vento

Mineiro, radicado no Espírito Santo, boêmio por vocação, aposentado por... deixa pra lá!
Transpõe para a blogosfera o humor satírico que não deixa pedra sobre pedra.
Publicou suas respostas no dia 13 de abril

Álvaro de Sombras e Sonhos

Álvaro escreve contos e poesias.
As suas atualizações não são muito freqüentes, mas ele compensa em qualidade a falta de quantidade.
Álvaro deu uma outra dimensão à corrente ao propagá-la para dois filhos.
Publicou suas respostas em 18 de abril.

Ana de Letras Proibidas

Ana se define muito bem no auto-retrato publicado em Letras Proibidas.
Escreve bem, costuma fazer postagens curtas, entremeando textos de outrem com poesias próprias.
Publicou suas respostas em 17 de abril.

Ariane de Retalhos e pensamentos

Retalhos e Pensamentos pode ser classificado como um blogue literário, pos Ariane escreve poemas e contos.
Andou um pouco afastada da blogosfera, mas retornou firme e forte.
A entrevista revelou que Ariane tem um senso prático incomum.
Publicou suas respostas em 18 de abril.

Cau de Seda cáustica

Não fujo de polêmicas, mas Cau as procura.
Com total franqueza, ela se posiciona sempre, mesmo em questões delicadas.
No início, fez um pouco o tipo rabugenta, mas conquistou a minha afeição ao escrever sobre Flora.
Durante todo o nosso convívio, tem-se mostrado sempre muito gentil, com polêmicas e tudo.
Publicou suas respostas em 13 de abril.

Continuarei a justificar as indicações.

Lula em Gana!

Pela primeira vez a imprensa diz a verdade sobre o presidente.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Abril 19, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Terça-feira, Abril 12, 2005


Correntes e elos

Por hábito, não participo de correntes.
Muitas delas são motivadas pela cobiça, alguns querem ganhar dinheiro em progressão geométrica; não alimento isto.
Outras correntes são movidas pelo atraso, por superstições, das quais não compartilho; mantenho-me à distância.
Ainda há correntes bem intencionadas, mas pouco práticas; uma delas visava a distribuição de livros, mas a dificuldade com remessas fazia muita gente desistir e a corrente era quebrada.
Atualmente, com o advento da internet, passou a existir um tipo de corrente cujos participantes nem se dão conta de que participam das mesmas; são avisos de vírus ou similares e resultam, às vezes, no fornecimento de endereços dos quais alguns inescrupulosos se apropriam.
Como prática, se me propõem uma corrente, respondo: — por favor, me inclua fora desta!

Após muitos anos, resolvi aceitar participar de uma corrente.
E o fiz por considerar que a mesma é prática e salutar.
Além do mais, não poderia recusar a gentil indicação feita por Micas de A coisa de Micas

Trata-se de propagação de uma entrevista sobre Literatura da Língua Portuguesa.
As perguntas são sobre a relação do entrevistado, na condição de leitor, com a literatura.
E o fato de respondermos a estas perguntas, sem ameaçar a privacidade de cada um de nós, ajuda a revelar o perfil de cada um.
É bom sabermos o que aqueles com os quais nos relacionamos lêem.
Talvez outras perguntas pudessem ser formuladas, mas estas são básicas e, em se tratando de generalização, é melhor assim.

Devo responder às perguntas da entrevista, reproduzindo-a aqui.
Ao mesmo tempo, devo indicar outras pessoas - no mínimo três.
As pessoas indicadas por mim, caso aceitem, deverão fazer o mesmo que eu.
É impossível limitar a três as indicações sem quebrar os elos de uma corrente mais importante para mim, formada pelos elos agrestinos.

A seguir, a entrevista e as indicações.

Ex-Libris da Tugosfera

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Um livro de Graciliano Ramos.

Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?

Não. Há personagens fascinantes, envolventes, mas todo o envolvimento com livros, enredos e personagens, se dá em um plano completamente desvinculado do real.

Qual foi o último livro que compraste?

Além de comprar, também ganho muitos livros. No dia que recebi este questionário ganhei do autor o livro História e Crítica dos Quadrinhos Brasileiros que considero minha mais recente aquisição.

Qual o último livro que leste?

Meu hábito é ler mais de um livro ao mesmo tempo; sempre leituras e releituras.
Incluirei na lista as leituras e releituras deste ano.
Evito ler os livros que estão na lista de mais vendidos; talvez seja um mecanismo de autopreservação contra o consumismo.
Contudo, excepcionalmente, entre as leituras recentes estão Anjos e Demônios e O Código Da Vinci, de Dan Brown.
Alguns autores africanos também fazem parte da lista mais recente de leituras e releituras: Agostinho Neto (Sagrada Esperança), Mia Couto (Vinte e Zinco, O fio das missangas e Na berma de nenhuma estrada), Arnaldo Santos (Kinaxixe e Outras Prosas) e Pepetela (As aventuras de Ngunga e Jaime Bunda).
Na lista há autores novos (para mim) como Márcia Maia (Espelhos e Um tolo desejo de azul), Antoniel Campos (De cada poro um poema) e Maria Azenha (Nossa Senhora de Burka e O Último Rei de Portugal).
Entre os de não ficção estão: Alexandre Medeiros (Batuque na cozinha), Roberto Moura (No princípio, era a roda), Jannuzzi (Indicadores Sociais no Brasil), Michele Capuano (Oltre il popolo di Seattle), Ines Venturini (Il partito necessario), Moacir C. Lopes (Guia Prático de Criação Literária e A Situação do Escritor e do Livro no Brasil) e Nertan Macêdo (Antônio Conselheiro).
Dos poetas, sempre relidos, Manuel Bandeira (Mafuá do Malungo, Carnaval e Estrela da Manhã), Cecília Meirelles (Viagem e Retrato Natural), Castro Alves (Os Escravos), Joaquim Cardozo (Mundos Paralelos e Signo Estrelado), Lêdo Ivo (Calabar), Mário de Andrade (A costela do grão cão) e Carlos Drummond de Andrade (A Bolsa e a Vida).
Sílvio Romero (Contos Populares do Brasil), Mário Sette (João Ignacio), Machado de Assis (Várias Histórias) e Graciliano Ramos (Insônia e Viventes das Alagoas), além das crônicas de Rubem Braga (O Conde e o Passarinho e Morro do Isolamento) também fazem parte da lista.
Com muito prazer, li ou reli, este ano, os amigos: Moacir C. Lopes (Por aqui não passaram rebanhos, O Almirante Negro, Onde repousam os náufragos e Maria de cada porto), Moacy Cirne (Poética das águas - com fotos de Candinha Bezerra - e A Invenção de Caicó) e Nei Leandro de Castro (As pelejas de Ojuara, As Dunas vermelhas e Romance da Cidade de Natal).


Que livros estás a ler?

História e Crítica dos Quadrinhos Brasileiros, de Moacy Cirne, Bodas de frevo, de Gilvandro Filho, A madona de cedro, de Antônio Calado, A rosa do povo, de Carlos Drummond, e O Ritmo Dissoluto, de Manuel Bandeira.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

As obras completas de cinco escritores: Graciliano Ramos, Eça de Queirós, Manuel Bandeira, Carlos Drummond e Machado de Assis. Dostoievski e Cervantes estão fora, pois o foco é Literatura da Língua Portuguesa.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?

Para mim é impossível indicar apenas três pessoas, portanto, indico os brasileiros que compõem os elos agrestinos. Quanto ao porquê, a cada nova postagem abordarei alguns deles, agrupados por categoria.

Os meus eleitos são:

Acir de Contra o vento
Adalberto Queiroz de Zadig
Adelaide de Umbigo do sonho
Adriana e Antônio de Contos e Desencontros
Alan de Carta da Itália
Álvaro de Sombras e Sonhos
Amanda de Amanda Jornal
Ana de Letras Proibidas
Ana Cristina de Lâmina
Ângela de Colcha de Retalhos
Antoniel Campos de Poros e Cendais
Antônio Carlos de O tosco, o templo e o vento
Ariane de Retalhos e pensamentos
Bellinha de Interlúdio
Bené Chaves de O Apanhador de Sonhos
Benno de Noites em claro
Beta de Sede em frente ao mar
Carlos de Brasilis
Cau de Seda cáustica
Daniela de Idiossincrasia
Denise Arcoverde de Síndrome de Estocolmo
Dira Vieira de Voando pelo Céu da boca
Dora de Pretensos Colóquios
Dr. Lieterspeluer de Jeunes Banqueroutiers
Dri de Sob o crivo de duas balzaquianas
Eliane de Rabisqueiras
Eliane Alcântara de Eliane Alcântara
Esther de Porcas e Parafusos
Esther de imaginário eixo
Fábio de Olho clínico
Felícia de A dona do blog
Fernanda de Eu e a vida
Filho de Vai meu filho!
Flávio Machado de Domínio Público
Francisco Sobreira de Luzes da Cidade
Geórgia de Ponto Gê
Graças de Pra você que gosta de poesia
Heidi de Palavras em chamas
Helena de Drosófila Basófila
Ilídio de Confissões de um viajante e Rio Atlântico
Ilmara de Bisbilhoteira de plantão
Inquieta de Rosebud
Iradinha de Pijama secreto
Jamila de Todo dia é dia
Jane de Quem tem medo de Baby Jane? e Entre outras mil
Jeanete Ruaro de Mar da Poesia
Ju de Notícias do continente...
Lampião e Maria Bonita de Ignorância Pura, Epistase, Coisas de Nana e Ensejo criativo
Leila de Cadernos da Bélgica
Li Stoducto de palavras tortas
Lia Araújo de Lia Araújo
MaC de Confabulâncias
Marcelo de Kayuá
Márcia Maia de Mudança de Ventos, Tábua de Marés e Alfabeto
Maria de Digressiva Maria
Maria Fabriani de Montanha-Russa
Mário Coivara de Faca de Fogo
Marisa de Clik... fotografando a alma
Mariza Lourenço de Proseando
Milton Ribeiro de Milton Ribeiro
Míriam de Meu porto
Moacy Cirne de Balaio vermelho
Nel Meirelles de Fala poética
Neusa de Rasuras sobreviventes
Nora Borges de Cicatrizes da Mirada e Língua de Mariposa
Paulo Patriota de O zoom cotidiano
Pedro de mas tudo bem..
Rafael de Vox Noctis Liber
Roberta Febran de De alma em punho
Rosângela de Ilíquido
Sabine de Elo primitivo
Sakana de Cromossomos
Sérgio de Pirata de Rua
Sílvia Chueiri de Eugeniainthemeadow
Tânia de Arteiros de plantão e suas 9 musas
Thimóteo de Via oral
Vívian de Meu Mundo
Weder Soares de Poesia em Movimento


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Abril 12, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Quarta-feira, Abril 06, 2005


Na postagem do dia 29 de março afirmei que a música Violeiros de Djavan é um plágio do poema Cantadores do Nordeste de Manuel Bandeira.
Embora ninguém mereça ser plagiado, tentei demonstrar que Manuel Bandeira, pela postura ética que sempre teve no relacionamento com os literatos, merecia menos ainda.
Além de ser muito objetivo ao falar da própria obra, sem falsa modéstia ou arrogância, Bandeira fez questão de registrar as influências que o seu processo criativo recebeu. Contrapus Bandeira, exemplo de ética, aos plagiários de plantão.
Por favor, leiam o poema Cantadores do Nordeste, a letra da música Violeiros e um comentário aqui e ouçam, numa execução do Quinteto Violado, a música aqui ou cliquem abaixo.


Recebi do amigo escritor Moacir C. Lopes a mensagem que transcrevo a seguir.


Manoel Carlos, tenho primeiro que agradecer pelo e-mail em que você cita mensagem do companheiro de blog, Zé Paulo, referindo-se à opinião de João Reis sobre mim como escritor. Agradecer, por seu intermédio, ao João Reis e ao Zé Paulo. Tenho acessado o seu blog agrestino e me surpreende como você o utiliza, com mensagens culturais, depoimentos e peças ficcionais como crônicas e contos do melhor estilo literário, e vejo que se pode praticar a grande literatura através desse sistema, e como você cativa companheiros no mesmo sistema de blog, todos eles de admirável nível cultural. E sua pernambuquice é contribuição inestimável a suas origens. Só tem uma coisa: Pernambuco está com o moral ferido pela boçalidade dos cidadãos Luiz Inácio da Silva e Severino Cavalcante, que denigrem a imagem de qualquer compatriota. Não dá para cassar a cidadania pernambuqueira deles, para resguardar o prestígio de Pernambuco?
Recebi também o poema de Manuel Bandeira e a letra de música do Djavan. De fato, Djavan plagiou Bandeira, é plágio puro, por usar a mesma idéia, as mesmas imagens, com palavras semelhantes, sem mencionar a fonte. Mas existem plágio e plágio. Jorge de Lima costumava usar em seus versos imagens e até frases de clássicos e latinos, sem mencionar as fontes. Virgílio, em sua obra Eneida, plagia despudoradamente a Ilíada, de Homero, até em trechos onde usa quase as mesmas palavras, na descrição de batalhas campais, adaptando-as do grego para a língua latina, mas criou uma obra-prima com a mesma dimensão da de Homero. Shakespeare foi um dos maiores plagiários, quase todas as suas peças foram construídas sobre textos de outros autores, anteriormente publicados, os quais ele recriou com a sua genialidade. Esses anteriores textos morreram com o tempo e as obras de Shakespeare permanecem vivas até nossos dias. O mito do escultor Pigmalião, que se apaixonou pela estátua que modelara e pediu a deuses que lhe dessem vida, foi reproduzido por Bernard Shaw, de cuja peça foi gerado um filme. Em termos, o mesmo tema gerou a obra-prima Thaís, de Anatole France, que inspirou o conto Chuva, de W. Somerset Maugham. De qualquer forma, voltando ao Djavan, é verdadeira apropriação de idéia do Bandeira.
Sobre o texto "Grand Finale", de Marcelo (Kayuá), admito que o autor possui talento, é criativo, mas está mais para crônica do que para conto. Há uma linha tênue entre um e outro gênero. A crônica é mais uma narrativa em que o autor é onisciente, ele pode ser o próprio personagem, mas as armas mais fortes são a narração e a descrição. Já no conto, há um personagem vivendo uma situação em torno de uma intriga ou um clima. Embora Marcelo componha seu texto na primeira pessoa, tanto pode ser o autor/narrador ou o personagem, o que não importa, mas ele cita fatos, faz elucubrações, sem o personagem vivê-los, em tom filosófico, o que não é bom em peça de ficção. Apenas nos dois últimos parágrafos o narrador passa a viver um clima, no cerne de uma ação, então seu conto está nesses dois últimos parágrafos.
Até em poesia muitos poetas apenas arrumam uma frase embaixo de outra, em tom intimista, confessional, o que não deixa de ser uma crônica. Mas a poesia transcende qualquer gênero, é o sopro maior do homem, que o eleva ao estado de divindade, e o poeta tem que se despir de si mesmo e se transformar no homem universal para que sua voz seja uma mensagem além do seu tempo e do seu espaço. Haja talento para isso!
Abraço
Moacir


Chorando na feira

No próximo sábado estaremos, sem falta, na feira da Rua General Glicério em Laranjeiras.
O chorinho rola entre 11 e 13 horas.
Moacy Cirne já confirmou presença.
Provavelmente Moacir Lopes e Nei Leandro de Castro também estarão lá.


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Quarta-feira, Abril 06, 2005
Comentário e zombaria:


wDivagações e citações - Sexta-feira, Abril 01, 2005


O plágio em debate

"A originalidade só se perdoa quando é involuntária" - Joaquim Nabuco.

Eu não tenho o que aprender, em matéria de Fado, com a grande fadista Valéria Mendez.
Se eu fosse português, músico e fadista, talvez pudesse aprender com ela a conhecer profundamente o fado.
Sendo o que sou, não tenho condição de ser um aprendiz, por mais interessado que eu seja.
Em outros aspectos da vida, talvez eu possa aprender, e muito, com Valéria e, se não conseguir, o demérito será exclusivamente meu.

Em seu comentário à postagem anterior, Valéria afirmou que Mariza plagia Amália Rodrigues.
No Brasil, caiu em completo desuso o verbo plagiar no sentido de imitar.
Nós usamos o termo plágio apenas no sentido de apropriação indébita de autoria da obra artística (científica, etc.) de outrem.
Mariza, moçambicana de nascimento, conseguiu a consagração e o reconhecimento internacional, como fadista, fora de Portugal; muito depois é que ficou famosa em Portugal.
No Brasil, os imitadores são depreciados em seu mérito artístico, mas não são considerados antiéticos; os plagiários, estes sim, são considerados antiéticos e criminosos. Criminosos sim, mesmo que permaneçam impunes ao serem desmascarados.
Muitos imitadores assumidos ficaram famosos no Brasil.

Quando, na postagem anterior, me referi a plagiato, ataquei um problema que diz respeito à desonestidade e ao mau-caratismo.
Há compositores que tomam um tema popular, inspiram-se nele, e compõem a partir dele.
Villa-Lobos fez isto.
Há ainda os intérpretes de temas populares; que os adaptam, fazem novos arranjos e os apresentam.
Quando o fazem, devem dizer que o tema é de Domínio Público e que se trata de uma adaptação.
Há até quem simplesmente recolha e interprete um tema popular e é obrigado a deixar isto explícito.

Já os maus-caracteres, estes sim, se apropriam indevidamente de temas populares ou de obras de outrem e as registram como se fossem de autoria própria.
Houve quem registrasse Escravos de Jó; oficialmente, Caetano Veloso é autor de Marinheiro só.
Quem leu a postagem anterior poderá dizer se Djavan plagiou, ou não, Manuel Bandeira.

Manuel Bandeira não apenas reconheceu as influências que sofreu, inclusive no modo de ver e sentir a poesia, como também reconheceu quando se baseou em obra alheia.

Honorina de Abreu, filha de Capistrano de Abreu, tornou-se Madre Maria José, da Ordem das Carmelitas, e falecera quando Manuel Bandeira escreveu:


"Alegrias de Nossa Senhora" tem sua história. Mais de uma vez me pedira (Francisco) Mignone texto para um oratório e decerto eu tinha muita vontade de satisfazê-lo, mas cadê inspiração? Um belo dia recebo de uma religiosa carmelita (Madre Maria José, Honorina de Abreu) um caderno de poemas sobre os quais me pedia que desse opinião. Entre eles havia um, intitulado "Alegrias de Nossa Senhora", que me pareceu belíssimo e logo me deu a idéia que dele se poderia extrair o texto de que precisava Mignone. Pus mãos à obra, e no fim verifiquei que o poema resultante era tanto meu quanto da religiosa, senão mais dela do que meu. Propus-lhe então que assinássemos ambos, mas a sua santa modéstia não quis que o seu nome aparecesse. A solução que achei, e com que ela concordou, foi dizer: "texto extraído por Manuel Bandeira do poema de igual nome de uma monja carmelita".


É possível, do ponto de vista ético, nivelar Manuel Bandeira aos plagiadores de plantão?


MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sexta-feira, Abril 01, 2005
Comentário e zombaria:




Praia do Porto - Costa Dourada
Litoral Sul de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Praia de Calhetas
Cabo de Santo Agostinho
Ponto extremo de Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Chapada dos Guimarães
Mato Grosso
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Serra dos Órgãos
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Campos do Jordão
São Paulo
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Provetá - Ilha Grande
Estado do Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Candeias
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Mercado São Josá - Recife
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Piedade
Jaboatão dos Guararapes
Pernambuco
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Pouso Alegre
Minas Gerais
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Cristo Redentor
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Nascente - Pão-de-Açúcar
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Poente - Floresta da Tijuca
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Maracanã
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Niterói
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Quinta da Boa Vista
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Zona Norte
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Santa Tereza
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Micos
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro
Vista de Casa
Igreja da Penha
Rio de Janeiro
Foto: Manoel Carlos Pinheiro