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wAgreste |
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Rabiscos e divagações
 Auto-retrato |
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Pernambucano, residente no Rio de Janeiro. Analista de Sistemas. Viúvo, com quatro filhos e dois netos. Contato |
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Rabiscos e divagações  |
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"Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós" Agostinho Neto |
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"Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor de sua terra, a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos" Vital Farias |
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"Não há vento favorável para quem não sabe a que porto quer chegar" Luiz Carlos Prestes |
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"Eu não vivo do passado, o passado é que vive em mim" Paulinho da Viola |
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"Quando a riqueza de poucos afronta a miséria de muitos, a insegurança é de todos" Josué de Castro |
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Novembro 09, 2009 |
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Entrevista com Moacir Lopes
Luís Sérgio dos Santos entrevista o escritor Moacir C Lopes, com participação de quatro convidados: Andrey do Amaral, Arlete Sendra, Luiz Carlos do Rego Lima, Manoel Carlos Pinheiro e Mariel Reis. Quando for publicada, darei as informações aqui. Por enquanto, adianto as três perguntas que fiz, com as respostas de Moacir.
Manoel Carlos: — Em seus romances, o mar é mais do que um pano de fundo, um ambiente, torna-se personagem vivo. Fale sobre esta abordagem e a importância literária dela.
Moacir: — Sim, pretendi mesmo, a partir de Maria de cada porto, apresentar o mar como um dos personagens centrais da trama, porque ele exerce grande influência na vida dos que o enfrentam nas longas viagens e eu o conheci nos seus momentos de maior fúria e nos de calmaria, nesses momentos parecemos inundados de maresia, influi no nosso humor, nos dá medo, provoca solidão e isolamento e nos torna cativos, impotentes em relação à sua força, seus vastos horizontes nos dão a impressão de eternidade. Nunca fui náufrago, mas testemunhei mais de um naufrágio e os transformei em romances, nos quais ele é o algoz e o túmulo, numa incansável fome de corpos e de almas.
Manoel Carlos: — Qual a importância de recursos estilísticos no tratamento do tempo, como os utilizados, por exemplo, em Por aqui não passaram rebanhos e em A ostra e o vento?
Moacir: — Em A ostra e o vento, a personagem central, Marcela, cria um homem na sua imaginação e ele passa a ter vida própria na Ilha dos Afogados, onde ela vive entre dois velhos, sendo um seu pai. Criando esse personagem, ela se projeta com ele no espaço e no tempo, porque ele, Saulo, nome que ela lhe dá, passa a ser passageiro do vento e das nuvens que envolvem a ilha, rodopiando em torno dela, sem poder libertar-se. No caso, Marcela se liberta de seu tempo físico e cria uma eternidade só para os dois. Nesse contexto, procurei eliminar o tempo e o espaço físico em que ela se move, o que me forçou a criar o tempo circular da narrativa (ver, como exemplo, que o livro começa com uma vírgula e termina com uma vírgula, fechando o círculo), criando, dessa forma, um estilo próprio para a narrativa desse livro.
Em Por aqui não passaram rebanhos, procuro eliminar inteiramente o tempo na narrativa. Selene e o velho Sumé estão vivendo uma eternidade na região das Sete Cidades, Piauí, quando chega o terceiro personagem, Emiliano. Este e Selene, apaixonados, estão em tempos diferentes, cerca de 3.000 anos os separam e seus encontros têm curta duração, mas para ela cada encontro é uma existência completa vivida ao lado de Emiliano. Neste caso, tive que também subverter o conceito de tempo e de espaço. Ele tudo fará, na trajetória da narrativa, para que o tempo de Selene venha a coincidir com o seu.
Na verdade, desde meu primeiro romance tive essa preocupação de não utilizar tempos ociosos na narrativa, tanto é que começo cada um de meus livros pelo clímax, ou pelo fim, para ir desdobrando o tempo, ou seja, começa a narrativa nos minutos finais do tempo da trama para ir desmembrando-a. Assim, agi na maioria de meus romances.
Manoel Carlos: — Os nomes de seus personagens têm forte ligação com os temas de seus romances, por exemplo, Marcela = mar + cela, prisioneira do mar; Maristela =estrela do mar; Saulo, o invocado... Qual o processo utilizado por você na atribuição de nomes dos personagens?
Moacir: — A escolha de nomes de personagens é a primeira coisa a fazer quando começo a pesquisar e elaborar um romance. Em quase todos os meus livros, tive que recomeçar mais de uma vez a narrativa porque determinado nome de personagem não estava coincidindo com sua vivência na história. "Mundo, mundo, grande mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima não seria a solução", diz Drummond, assim acho que o nome de uma pessoa é sua marca registrada, suporte de sua personalidade. Em todos os meus personagens, procurei nomes apropriados para a função que exerceriam. Assim, o caso de Marcela, como você mesmo cita, assim o caso de Saulo. Assim o caso de Selene, a lua, assim Maristela (estrela do mar), assim o caso de Sumé, corruptela de Thomé, o santo que teria permanecido alguns anos na região das Sete Cidades, evangelizando indígenas. Emiliano, que guerreia contra o tempo, me foi inspirado por Emiliano Zapata.
notícia triste | condolências | homenagem
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Novembro 09, 2009
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wDivagações e citações - Segunda-feira, Outubro 26, 2009 |
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A ostra e o vento
Apresento pequena sinopse analítica do romance de Moacir C Lopes.
A estória do romance “A ostra e o vento” se passa em um dia e uma noite, na Ilha dos Afogados. Com reminiscências de tempos diferentes, a narrativa é feita por Saulo, misterioso personagem apresentado a partir do diário de Marcela, na narrativa, a sexualidade de Marcela está associada ao vento.
Marcela é filha de José, o faroleiro, homem triste e pai ciumento, abandonado por Joana, mãe de Marcela, tornou-se resmungão, violento e autoritário. Como faroleiro, era dedicado e responsável.
Desde os nove anos de idade, Marcela foi morar na Ilha dos Afogados, com o pai e seu auxiliar, Mestre Daniel que perdera mulher e filho, mortos. Além de auxiliar José, Mestre Daniel foi responsável pela educação de Marcela, ensinado-a a ler e escrever. Ao se aposentar, foi substituído por Roberto, jovem forte e trabalhador, tratado grosseiramente por José, que o considerava um fugitivo em busca de refúgio na ilha.
No romance, o tempo é importante elemento, não o tempo cronológico, mas o tempo interior, subjetivo dos personagens. Sem linearidade temporal, o clímax do romance se dá em um dia e uma noite. Os recursos estilísticos do autor permitem a apresentação dos personagens em narrativa circular, em que tudo é princípio e fim. Marcela é Saulo e vice-versa. Pequenas pausas na narrativa são interrupções no tempo. Os constantes retornos ao passado criam forte unidade entre fatos do enredo, ligados pela frase que inicia e termina o romance: “, manhã manhã de mais uma era que finda e reinicia no roldão das horas e do vento”.
Os nomes dos principais personagens são a chave da compreensão do romance: Marcela e Saulo.
Marcela, mar + cela. A ilha, prisioneira do mar.
Saulo, de origem grega, significa o solicitado, o invocado.
A letra esse (S), caminho tortuoso, de fora para dentro, de dentro para fora, num crescendo, com idéia de retorno.
A letra a (A), aparência de torre de farol, o princípio e o fim, o ápice.
A letra u (U), equilíbrio entre bem e mal, poder de absorver e expelir, atração entre pólo positivo e pólo negativo.
A letra ele (L), decisão, passo, curva...
A letra o (O), cadeias fechadas, ilha fora e dentro de cada um de nós.
notícia triste | solidariedade | homenagem
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Segunda-feira, Outubro 26, 2009
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wDivagações e citações - Sábado, Setembro 26, 2009 |
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Laura
Nasceu em Curitiba, no dia 15 de setembro, Laura, minha neta. Fiquei de acompanhante de minha filha na maternidade, enquanto meu genro ficou em casa com meu neto de três anos de idade. É a vida que se renova.
Laura com dois dias de vida, foto de Graça Almeida
O verbo no infinito | Vinícius de Moraes
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
Rio de Janeiro, 1960
in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
notícia triste | solidariedade | homenagem
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Sábado, Setembro 26, 2009
Comentário e zombaria:
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wDivagações e citações - Terça-feira, Setembro 08, 2009 |
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Aniversários
Hoje seria aniversário de Sílvia. Nem sei como dizer o quanto a ausência dela nos afeta. Impossível não a admirar por sua coragem e determinação; não a respeitar por sua integridade; não a estimar por sua capacidade de aliar sagacidade e inteligência a companheirismo; não amá-la por seu jeito carinhoso e sedutor. Viveu do amor e para o amor. Resta-nos cultivar em nós o que dela incorporamos e sempre lembrá-la com um misto de saudade, alegria e gratidão por termos a ela pertencido.
No dia 22 do mês passado, seria o aniversário de Toinho Alves, também já falei muito dele, prefiro que ele fale sozinho, da forma que mais bem o fazia, como neste solo musical.
Por favor, para ouvir Amarcord, com Toinho Alves, clique aqui ou abaixo
MANOEL CARLOS PINHEIRO - Terça-feira, Setembro 08, 2009
Comentário e zombaria:
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| Clicar nas fotos para ver os álbuns correspondentes |
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Praia do Porto - Costa Dourada Litoral Sul de Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Parque das Emas Goiás - Mato Grosso do Sul Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Chapada dos Guimarães Mato Grosso Foto: Manoel Carlos Pinheiro |
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Serra dos Órgãos Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Campos do Jordão São Paulo Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Provetá - Ilha Grande Estado do Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Candeias Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Mercado São José - Recife Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Piedade Jaboatão dos Guararapes Pernambuco Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Pouso Alegre Minas Gerais Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Cristo Redentor Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Nascente - Pão-de-Açúcar Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Poente - Floresta da Tijuca Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Maracanã Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Niterói Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Quinta da Boa Vista Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Zona Norte Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Santa Tereza Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Micos Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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Vista de Casa Igreja da Penha Rio de Janeiro Foto: Manoel Carlos Pinheiro
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